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Proferida por Celso Cruzeiro, dia 20 de março
Palestra: “Antes e Depois de Maio de 68: o movimento estudantil português”
Celso Cruzeiro dá palestra na UA
Celso Cruzeiro, reputado advogado de Aveiro e um dos principais dirigentes da revolta estudantil de Coimbra, que ficaria conhecida por "crise académica de 1969", vai estar esta terça-feira, 20 de março, na Universidade de Aveiro, para dar uma palestra sobre “Antes e Depois de Maio de 68: o movimento estudantil português”. Esta palestra, no âmbito do programa da Festa da Francofonia 2018, tem início às 14h30, no Auditório José Grácio, no Departamento de Engenharia Mecânica. A entrada é livre.

À semelhança dos últimos anos, o Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro (DLC-UA) vai participar na programação nacional e internacional da Festa da Francofonia e da Semana da Língua Francesa, com um programa que decorre na UA, entre 20 e 23 de março, sob o mote da revolução de Maio de 68.

Este ano, a escolha recaiu sobre um dos acontecimentos emblemáticos da história francesa recente, cujas repercussões se sentiram em vários países, incluindo Portugal – a revolução de Maio de 68. Eis a razão pela qual as celebrações, na UA, abrem a 20 de março, Dia Internacional da Francofonia, com uma palestra proferida pelo Dr. Celso Cruzeiro, onde o advogado irá evocar a sua experiência pessoal relacionada com os eventos de Maio de 68, em particular no que diz respeito ao movimento estudantil português.

João Celso da Rocha Cruzeiro é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Durante o período da sua formação académica, viveu na República do Palácio da Loucura. De 1966 a 1969 integrou várias estruturas estudantis de luta pela afirmação democrática da Associação Académica de Coimbra, desde o Secretariado do Conselho de Repúblicas à Comissão Pró-Eleições. Foi um dos responsáveis pela publicação do jornal O Badalo, órgão de resistência estudantil ao Estado Novo e, ainda em Coimbra, colaborador das revistas Vértice e Capa e Batina.

Em 1969, foi eleito para a Direção da AAC, investido da responsabilidade da atividade cultural daquela associação. Foi um dos principais dirigentes da revolta estudantil denominada «crise académica de 1969», sobre a qual escreveu, 20 anos mais tarde, um livro intitulado Coimbra, 1969.Em dezembro de 1974 foi eleito para a Comissão Política Nacional do Movimento de Esquerda Socialista. Começou a advogar em Aveiro em 1975, não deixando nunca de defender causas políticas e sociais.

Em 1980, publicou Afluentes de Abril. Em 1982, fundou, em Aveiro, a Cooperativa de Cinema Grande Plano, que organizou o Festival Internacional de Cinema dos Países de Língua Oficial Portuguesa até 1990.

Em 1995 e 2008 publicou, respetivamente, o romance Não pode ser e a reflexão sobre A Nova esquerda: raízes teóricas e horizonte político. Em 1999, foi agraciado pela Presidência da República, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. Subscreveu o manifesto político de fundação do Bloco Esquerda.

Continua, ainda hoje, a exercer a advocacia e a desempenhar um papel relevante nas atividades cívica, política e cultural.

 

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