conteúdos
links
tags
Opinião
Opinião do protejo RECARE
Soluções para um planeta castanho
No Dia Mundial do Solo, que hoje se assinala, a equipa do projeto RECARE garante que este é o momento ideal para refletir “como é que os cientistas estão a investigar o papel do solo na fixação do carbono e, consequentemente, na mitigação das alterações climáticas, ou como podemos estabilizar o solo para diminuir a escorrência de água e evitar inundações, ou como podemos gerir solos agrícolas de forma sustentável, garantindo que no futuro todos teremos acesso a alimentos”.

Qual a importância dos cientistas que procuram soluções práticas para ajudar a combater problemas ambientais globais prementes, tais como o aquecimento global, inundações, segurança alimentar, desertificação e poluição?

Hoje é o Dia Mundial do Solo. Estamos no momento ideal para refletir como é que os cientistas estão a investigar o papel do solo na fixação do carbono e, consequentemente, na mitigação das alterações climáticas, ou como podemos estabilizar o solo para diminuir a escorrência de água e evitar inundações, ou como podemos gerir solos agrícolas de forma sustentável, garantindo que no futuro todos teremos acesso a alimentos.

O projeto RECARE, financiado pela UE, reuniu cientistas especialistas em solo de toda a Europa para encontrar soluções práticas para os problemas que o solo enfrenta. Dos desertos frios da Islândia para as áreas ardidas em Portugal, os solos Europeus enfrentam múltiplos problemas relevantes, tanto a nível local como global. Os incêndios e as cheias que aconteceram este ano evidenciaram os problemas relacionados com o solo e a importância de utilizar as medidas e técnicas disponíveis. Os cientistas do projeto RECARE têm trabalhado em questões relacionadas com os incêndios florestais em Portugal e sobre como o solo pode ser protegido contra a erosão, evitando cheias em áreas montanhosas.

Este ano, a equipa do projeto RECARE tem trabalhado numa nova abordagem face aos problemas do solo para criar alertas antecipados e possibilitar intervenções precoces. Um novo Modelo de Avaliação Integrada (IAM), que pode mostrar informação detalhada até 100 metros, está a ser desenvolvido com recurso a dados de satélite, informação sobre a gestão da terra e informação sobre como o solo funciona no ecossistema. Com os mapas criados por este sistema, os decisores políticos, os responsáveis pelo ordenamento e planeamento do território e os gestores de terras podem antecipar a localização de problemas futuros. Hedwig van Delden, a cientista que liderou esta componente do projeto, referiu:

"Com o modelo IAM, estamos a juntar uma série de estudos anteriores, usando o conhecimento de muitos colegas para criar uma nova ferramenta que será de interesse direto para os decisores políticos. A nossa nova ferramenta procura informar as pessoas nos seus processos de tomada de decisão, ajudando todos nós a fazer melhores escolhas no futuro sobre como usamos o solo".

Rudi Hessel gestor do projeto RECARE, referiu:

"O projeto RECARE tem sido muito ambicioso ao reunir cientistas de muitas áreas de conhecimento. Estamos agora a começar a ver os resultados dessa colaboração em ferramentas como o IAM, fornecendo mapas baseados em dados sobre as ameaças ao solo aos decisores políticos, de uma forma a que os possam usar. Ao mesmo tempo, também temos um conjunto de técnicas que agricultores e outros gestores da terra podem usar para enfrentar ameaças urgentes ao solo."

Notas:

1. Para mais informações sobre o Modelo de Avaliação Integrada, aceda a http://recare-hub.eu/tools-and-outputs/integrated-models

2 - Para mais informações sobre os ensaios experimentais realizados em Portugal aceda a http://www.recare-hub.eu/stakeholder-platforms/caramulo-portugal

3 – Veja mais sobre o RECARE no YouTube - https://www.youtube.com/watch?v=3dt7gINkCJw

4 – RECARE é um projeto financiado pelo programa FP7 da União Europeia. 

imprimir
tags
outras notícias