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Dia 18 de outubro
Colóquio do GT de Cibercultura da SOPCOM "Targeting, Fake News e Ciberpopulismos: Entre Algoritmos e Cibercultura"
Realiza-se esta quarta-feira, dia 18 de outubro, no Auditório do Complexo das Ciências da Comunicação e Imagem (CCCI/DeCA), às 10h30, o Colóquio do GT de Cibercultura da SOPCOM sobre "Targeting, Fake News e Ciberpopulismos: Entre Algoritmos e Cibercultura". A entrada é livre.

Programa

Sessão MANHÃ

10h30 - Abertura oficial: Rui Raposo (Diretor do Departamento de Comunicação e Arte da UA)

10h45 - Fernando Ramos, Saudações aos participantes (Coordenador do Digital Media and Interaction)

11h00 - Vania Baldi, Introdução enquanto coordenador do GT de Cibercultura da SopCom, A Construção Viral da Realidade.

11h30 - Francisco Rui Cádima, A Rede na Estratégia da Aranha

12h00 - Sérgio Denicoli, Redes Neurais e Perspetivismo: para onde o Mundo em Rede nos está a Levar?

12h30 - Nelson Zagalo, Problematização do Dataísmo

Sessão TARDE

14h30 - Abertura e moderação de Lídia Oliveira

15h00 - Rui Rodrigues, O Fenómeno do Clickbait: O Enviesamento Informacional Presente na Partilha e Consumo de Conteúdos Noticiosos Online

15h30 - Francisco Conrado Júnior, Luís António Santos e Rui Barros, A Extrema Direita Portuguesa no Facebook. O Quê? Mas isso existe?

16h00 - António Pena, Viver a Dimensão Cibercultural da Atualidade com Nova Literacia Mediática

16h30 - Jorge Martins Rosa, Janna Joceli e Daniel Cardoso, Watchdogs nas Redes Sociais: Uma Perceção Polarizada?

Informações adicionais em: https://www.sopcom.pt/gt/18

Ainda que fazer manualmente uma operação tão simples quanto uma divisão envolva a aplicação de um algoritmo, nunca como nos tempos mais recentes a expressão foi tão usada. Tal expressão já não remete apenas para as operações de raciocínio lógico, mas sempre mais para processos complexos de computação de grandes massas de dados, destinados a extrair todo o tipo de correlações.

Em concomitância com esta ascensão dos algoritmos, a outrora proclamada sociedade da informação e do conhecimento parece estar a revelar-se uma sociedade em que tudo é automaticamente registado e transfigurado pelo «targeting», paradoxalmente fragmentando-se em redes isoladas e fanaticamente polarizadas entre si.

O recente debate sobre a pós-verdade confirma a emergência duma sociedade da desinformação assente na «confirmation bias» e nas «echo chambers». A desintermediação mostrou o seu avesso, a credulidade falaciosa.

A contemporânea vaga de populismos parece ter o seu embrião nesta dimensão cibercultural até há pouco ignorada, que agora ameaça pôr em causa o ideal emancipatório que nos foi prometido com o acesso ao mundo digital. Ou será também essa uma imagem da contemporaneidade que nos foi vendida?

Trata-se duma questão multidimensional, que abrange questões jornalísticas, epistémicas, estéticas, políticas, educacionais, sociotécnicas e ciberculturais, a que este colóquio procura dar resposta.

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