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Investigação
Resposta aos maiores segredos do espaço está cada vez mais próxima
UA integra equipa portuguesa que participa na construção do maior radiotelescópio do mundo
Telescópios
Caracterizar a habitabilidade em planetas próximos e permitir a descoberta de vida extraterrestre são alguns dos objetivos do maior e mais sensível radiotelescópio do mundo - Square Kilometer Array (SKA), em cuja construção está envolvida uma equipa portuguesa que conta com a participação da Universidade de Aveiro.

O radiotelescópio Square Kilometer Array (SKA) tem quatro vezes melhor resolução que o Very Large Array (VLA), e  permitirá dar resposta aos desafios da física – mapeando objetos cósmicos, buracos negros ou novos planetas – e aos grandes segredos do espaço, ao efetuar a caracterização de habitabilidade em planetas próximos e até permitindo a descoberta de vida extraterrestre.

O projeto conta com o envolvimento de 19 países, sendo que, em Portugal, a participação é composta por um consórcio que junta o IT, o Instituto Politécnico de Beja e as Universidades de Aveiro, Porto e Évora, através da Infraestrutura ENGAGE SKA.

Domingos Barbosa, investigador do IT na Universidade de Aveiro e coordenador do consórcio português, não tem dúvidas de que se trata “da maior infraestrutura científica do século XXI”. “A equipa portuguesa tem a seu cargo a participação na pré-construção do projeto – em particular, na incorporação de tecnologias de informação – e a liderança no design da infraestrutura de computação do Telescope Manager. Nesta, a equipa portuguesa tem, ainda, a seu cargo os componentes que vão orquestrar o resto do telescópio”, explica, por sua vez, João Paulo Barraca, investigador do IT, também professor na UA e líder técnico da área.

 

Projeto será o maior gerador de dados científicos

Seiscentos e setenta milhões de euros é o valor envolvido na construção da primeira fase do projeto que será o maior gerador de dados científicos do mundo. “O volume de dados produzido será cerca de cinco a sete vezes o tráfego internacional de internet”, acrescenta Domingos Barbosa. Portugal terá capacidade para albergar dois a três por cento desses dados, sendo uma porta de entrada nas infraestruturas digitais europeias, através de cabos submarinos. Este processo trará benefícios ao país, na medida em que levará à criação de incentivos para que as empresas melhorem as infraestruturas e instalem mais capacidade de processamento de informação.

Refira-se que a primeira fase de construção da estrutura “multiusos e multiobjetivos” terá início em 2019, na Austrália e na África do Sul, com cerca de 200 antenas de 15 metros na África do Sul e milhares de dipolos na Austrália. A segunda fase estende-se aos países vizinhos e tem data prevista para 2024/25.

 

 

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