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Divulgação de Ciência
Docente e antigas alunas Ilustração Científica contribuem para manuais do 6º ano
Ilustradores da UA participam em manuais escolares da Areal Editores
Ilustradores de ciência da UA participam em manuais escolares da Areal
Uma equipa de três ilustradoras, Cláudia Barrocas, Marcela Ataíde e Daria Dzyuba, orientadas por Fernando Correia, diretor do Laboratório de Ilustração Científica e docente do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro (UA), criou as ilustrações científicas principais de dois novos manuais do 6º ano de escolaridade, já publicados pela Areal Editores.

O diretor do Laboratório de Ilustração Científica formou, acompanhou e supervisionou as três antigas alunas do Curso de Formação em Ilustração Científica (CFIC). “Este foi, para todos os intervenientes deste processo, um passo arriscado. Integrarmos, nestas condições, a equipa de uma editora escolar constituiu um ato de muita responsabilidade, uma vez que numa data precisa o manual tem que estar impresso e nas mãos dos professores que o irão avaliar, para ponderarem a sua adoção e, por conseguinte, absolutamente nada pode falhar”, sublinha. “Só conhecendo profundamente os alunos do CFIC a convidar, até porque existe um acompanhamento próximo ao longo de quase um ano de intenso trabalho e ensino, foi possível responder positivamente a este colossal desafio e justificar a confiança que a Areal depositou em nós e no elevado nível qualitativo expectável dessas nossas produções.”

O manual escolar CSI, fruto do labor da equipa encabeçada por Adriana Ramos e composta também por Patrícia Santos e Vitor Lima, inclui ilustrações de Daria Dzyuba, Marcela Ataíde e Cláudia Barrocas, sendo as duas últimas alunas do mestrado em Biologia Aplicada/MBA com Especialização em Ilustração Científica. Já no manual “#Ciências 6”, da autoria da equipa Jacinta Rosa, Vitor Pinto e Quitéria Coelho, as ilustrações científicas foram quase todas da responsabilidade de Cláudia Barrocas.

Elevado valor formativo intrínseco de cada ilustração científica

“Como foram muitos os desafios e grande a variedade dos temas anatómicos abordados, isso obrigou-me a fazer um aturado estudo e investigação, antes mesmo de começar a desenhar.“ — refere a ilustradora Cláudia Barrocas — “Foi ainda necessário experimentar e utilizar novas ferramentas digitais (como programas de imagem 3D) para criar alguns conteúdos, pelo que trabalhar em contexto real de projeto constituiu uma experiencia riquíssima na minha aprendizagem.” E conclui: “O intenso trabalho de mediação prestado por Fernando Correia, pacientemente dialogando e traduzindo ideias, conceitos e opiniões entre mim e as editoras, permitiu alcançar os objetivos equacionados com elevada e muito satisfatória taxa de sucesso e dentro dos apertados prazos editoriais. Além disso o feedback oferecido, as suas dicas, sugestões e correções, ou ainda o incentivo constante que me deu, foram imprescindíveis para alcançar os bons resultados que hoje estão já publicados”.

Marcela Ataíde, de nacionalidade brasileira e que se deslocou propositadamente do país de origem para estudar no CFIC, salienta o prazer e a aprendizagem associados a este trabalho: “Falando especificamente do manual escolar, foi um trabalho muito prazeroso de executar, que além de obviamente agregar estatuto e mais valias ao meu percurso curricular me proporcionou também um grande aprendizado.”

Daria Dzyuba, de nacionalidade russa, destaca: “A oportunidade para participar neste projeto de ilustração científica, juntamente com a equipa talentosa de ilustradores, foi uma oportunidade fantástica que me fez sentir realizada ao contribuir com o meu trabalho como ilustradora para fins de educação.”

“A crescente procura, no mundo editorial escolar, por este tipo particular de auxiliares visuais e a sua consequente promoção, enquanto elementos diferenciadores e preciosos auxiliares didáticos, é a prova viva do elevado valor formativo intrínseco atribuível a cada ilustração científica.”, explica o biólogo Fernando Correia, docente e especialista em Ilustração Científica.

Candidaturas Curso de Formação em Ilustração Científica começam em julho

Para Fernando Correia, enquanto coordenador do Curso de Formação em Ilustração Científica (CFIC), já na 6º edição, ”foi o sucesso do CFIC, graças às pedagogias e métodos que caraterizam esta formação, credível e única na Europa, responsável pela formação de novos formandos (de Portugal, Brasil, Espanha, Eslovénia, Argentina, etc.), o fator que permitiu atingir estes assinaláveis resultados na criação de produtos imagéticos com estas características e identidades muito próprias“. “Não é, pois, de estranhar que muito desses novos profissionais aqui formados deem agora continuidade aos seus estudos nesta área, frequentando o nosso Mestrado em Biologia Aplicada com especialização em IC (dois anos), o plano doutoral em Comunicação, Divulgação e Ilustração Biológicas (quatro anos), ou ainda, estágios intensivos dedicados, onde se leva a especialização aos limites técnicos mais atualizados.

Para a ilustradora russa e antiga aluna do CFIC, Daria Dzyuba, este curso foi “o melhor curso” que frequentou até agora: “Apesar de ter a duração de apenas nove meses, nele aprendi imenso, graças aos excelentes professores e a um ambiente de trabalho, produtivo, criativo, acolhedor e amigável.”

Por outro lado, a conclusão do CFIC e o início do MBA, no Departamento de Biologia, contribuíram para a ilustradora brasileira Marcela Ataíde clarificar o seu percurso: “Após ter concluído o CFIC e dar início ao MBA e às colaborações, já não tenho dúvidas de que seguirei com a Ilustração Científica. Recomendo fortemente esta formação da UA para os que, assim como eu, buscam completar o percurso acadêmico de forma exigente e procurando a mais elevada qualidade no ensino deste domínio da Comunicação Científica”.

A receção das novas candidaturas da 1º fase do CFIC e para o próximo ano letivo de 2017-18 começa já no início do próximo mês de julho (http://www.ua.pt/formacao/PageText.aspx?id=16361).

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