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Entrevistas
Professor UA – Jorge Medina, Departamento de Geociências
O fascínio pelas Geociências ao serviço do ensino
Jorge Medina
Tem nos desejos duas grandes viagens para fazer, uma à Islândia e outra ao Grande Canyon, na América do Norte, ou não fossem estes locais de referência mundial para um grande apaixonado pela Geologia como Jorge Medina. Professor no Departamento de Geociências (DGeo) da Universidade de Aveiro (UA), há mais de três décadas que ajuda a preparar os estudantes “para enfrentarem todas as adversidades que possam encontrar durante o seu percurso profissional”.

Licenciado em Geologia na Universidade de Coimbra foi já na UA que realizou o Doutoramento em Geociências. Professor da UA há 33 anos, Jorge Medina é hoje diretor do Mestrado em Engenharia Geológica do DGeo.  

“Desde 1984, quando fui contratado, na época como Assistente Estagiário, pela UA, que a minha vida profissional tem sido exclusivamente a carreira académica”, lembra Jorge Medina que acrescenta: “Diria até que, mais do que a vida académica, a minha vida profissional se tem dedicado à lecionação de várias disciplinas que fui e tenho vindo a ser responsável desde então. Muitas vezes abdiquei da progressão para me dedicar à lecionação”.

Como define um bom professor?

Um bom professor deve ser pontual e deve preparar a aula sempre antes de a iniciar. Às vezes somos tentados a pensar: “Já dei isto no ano passado, não preciso de preparar a aula…”. Tenho a certeza que todos já alguma vez pensámos assim. É um erro porque depois há pormenores que nos escapam e engasgamos sem podermos dar seguimento ao raciocínio que é o fio condutor da aula.

Outro aspeto muito importante é estar disponível para atender os alunos fora das horas de lecionação. Seja para esclarecer dúvidas ou simplesmente para os ouvir sobre questões que têm com os conteúdos programáticos das unidades curriculares ou com os planos académicos.

O que mais o fascina no ensino?

Eu creio que não é uma questão de fascínio. O fascínio está nas matérias lecionadas. Eu sou professor na UA e como em qualquer outra profissão devo cumprir todas as tarefas que a caracterizam e que como tal sinto que me estão adstritas. Claro que me dedico, porque gosto da minha profissão, e reconheço que muitas vezes ultrapasso os requisitos considerados médios como professor. Pelo menos procuro fazê-lo. Nós professores universitários somos constantemente solicitados para fazer muitas outras tarefas que não estão diretamente relacionadas com a lecionação. Estou-me a referir a cargos de gestão e a investigação, entre outros, e é muito fácil descorarmos a lecionação em favor dessas outras atividades que também são fundamentais.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes de Engenharia Geológica?

O curso ao qual estou mais ligado é ao de Engenharia Geológica e a formação que é dada aos estudantes neste curso é muito boa. O corpo docente do DGeo é um dos mais experientes dos existentes na UA. Prova disso é que a maioria dos antigos estudantes de Engenharia Geológica da UA atua profissionalmente nas mais diversas áreas que estão relacionadas com a sua formação de base e muitos deles ocupam atualmente cargos de importância nas mais variadas empresas e instituições públicas.

Que grande conselho daria dá aos alunos?

Não tenham medo de enfrentar o mercado de trabalho e sejam temerários porque estou convicto que com a preparação que obtêm ou obtiveram na UA não deixarão de ter êxito. Este é um conselho para todos os alunos, não só para os de Engenharia Geológica, até porque conheço há muitos anos a maioria dos docentes e corpo técnico que trabalha na UA e sei que os alunos saem preparados desta Universidade para enfrentarem todas as adversidades que possam encontrar durante o seu percurso profissional.

Houve alguma turma que mais o tivesse marcado? Porquê?

Não propriamente, embora possa referir os estudantes que estudaram aqui no período 1985/90: na época tinha uma idade muito próxima da deles e talvez por isso tenha sentido estar muito próximo deles.

descrição para leitores de ecrã
Tomar o pequeno almoço devidamente sentado à mesa e na companhia da família é indispensável antes de dar início a mais um dia de aulas

Traço principal do seu carácter

Descomplicar.

Ocupação preferida nos tempos livres

Descansar no sofá.

O que não dispensa no dia-a-dia

Tomar o pequeno almoço sentado à mesa e em família.

O desejo que ainda está por realizar

Visitar a geologia da Islândia e do Grande Canyon na América do Norte.

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