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Entrevistas
Antigo aluno UA – Paulo Sequeira, licenciado em Engenharia Cerâmica e do Vidro
Com barro nas mãos e a UA no coração
Paulo Sequeira
Tem a missão de moldar um Património Cultural Imaterial da Unesco. Responsável por ajudar ao desenvolvimento de novos processos de fabrico da famosa louça negra de Bisalhães, foi também a partir do barro que Paulo Sequeira, licenciado em Engenharia Cerâmica e do Vidro pela Universidade de Aveiro (UA), deu forma à Funceramics, um projeto que pretende retomar e divulgar a arte ancestral dos oleiros da região de Aveiro. Tudo por amor ao barro e pela paixão às raízes.

Concluiu em 1998 a licenciatura em Engenharia Cerâmica e do Vidro (atual Mestrado Integrado em Engenharia de Materiais do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica (DEMaC). Sem perder tempo, Paulo Sequeira assumiu a gerência da empresa Argitral - Argilas da Beira Litoral onde foi também responsável pelos projetos de desenvolvimento de produtos técnicos para indústrias metalomecânicas.

Já em 2002 ajudou a fazer nascer a Funceramics, um projeto do qual é hoje coordenador de projetos para a educação. Nos últimos anos assumiu colaborações como consultor para a área da Cerâmica com várias instituições públicas e, juntamente com José Maria Ferreira, professor do DEMaC , está envolvido no desenvolvimento de processos alternativos na execução de produtos de louça negra para Bisalhães.

Quais os motivos que o levaram a estudar na UA?

O facto de à data, ser o único curso de engenharia direcionado para a área da cerâmica em Portugal.

O curso correspondeu às suas expectativas? E a UA?

Tanto o curso como a UA corresponderam às expectativas. O curso foi remodelado durante o meu percurso universitário e adaptado a áreas empresariais que me deram bastante apoio.

O que mais o marcou na UA?

O curso que escolhi foi a minha primeira opção. Foi escolhido com ponderação e determinação.  Foram alguns os professores que deixaram saudades pelo conhecimento, pela maneira de ensinar ou pela experiência profissional fora do âmbito da UA que partilhavam com os alunos. O Professor Batista, à data diretor do Departamento de Cerâmica e do Vidro [atual DEMaC], era uma pessoa que sabia ensinar. Simplificava os conteúdos e apoiava os alunos. Marcou-nos positivamente a todos. Tive a sorte de ter o Professor Celso Gomes que é uma referência internacional em Cristalografia.

Como descreve a sua atividade profissional?

Permanentemente desafiante. O facto de lidar com pessoas ajuda-nos a crescer como profissionais e como pessoas.

O que mais o fascina na sua atividade profissional?

A possibilidade de me colocar em contacto com pessoas fantásticas e de contatar com projetos diferentes.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício da sua atual atividade?

Inúmeras. A possibilidade de ter saído em programa Erasmus e os contatos que ainda hoje se mantêm. Todas as bases de matemática, química e física que me são muito úteis no dia a dia. As bases de cerâmica que adquiri que, paralelamente à minha experiência profissional, me permitem dar apoio permanente a quem me procura.

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