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Entrevistas
Antigo Aluno ISCA-UA – Fábio Pitarma Matos, licenciado em Contabilidade e Administração
“Os sucessos profissionais que já alcancei têm por base tudo o que aprendi na UA”
Fábio Matos
É o business controller da Unidade de Negócio de Video Systems da Bosch. Dita assim, a missão parece ser fundamental à multinacional alemã para o êxito dos seus sistemas de segurança. E é mesmo! Licenciado em Contabilidade e Administração pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA-UA), Fábio Matos está em Eindhoven, na Holanda, precisamente na sede desta unidade do grupo Bosch onde, aos 35 anos, é o responsável pelos planos e oportunidades de negócio de uma das mais importantes empresas europeias.

Em 2006 concluiu a licenciatura em Contabilidade e Administração – Ramo Contabilidade e Auditoria no ISCA-UA. Nesse mesmo ano bateu à porta da Bosch que o recebeu de braços abertos. Começou com um estágio no departamento financeiro da Bosch Security Systems, em Ovar, onde acabou por ficar a desempenhar diversas tarefas nas áreas de contabilidade e controlo de gestão.

Durante 2009 assumiu as funções de senior controller da unidade fabril do Schaeffler Group, nas Caldas da Rainha, cargo que desempenhou até ao final desse ano. Depois regressou à Bosch, e à fabrica de Ovar, desta vez como group leader do departamento financeiro. Em 2004 recebeu o Bosch Excellence Award prize e ajudou a fundar o Clube Bosch de Ovar para, entre os funcionários, promover os ideais do fundador da empresa e o espírito de equipa através de atividades culturais e desportivas.

No final de julho de 2016 e após a conclusão da formação em Controlo de Gestão e o MBA Internacional, ambos na Católica Porto Business School, foi convidado pela empresa para assumir a função de business unit controller na Unidade de Negócio de Video Systems na sede desta unidade negócio do grupo Bosch.

Quais os motivos que o levaram a estudar na UA?

O principal motivo pelo qual optei pela UA foi continuar a viver em Aveiro, onde tinha os meus amigos e família, mas também para continuar a jogar e treinar basquetebol no SC Beira Mar. Claro que indissociável a este motivo, esteve o facto da UA ter o curso que pretendia e com uma notoriedade nacional altamente reconhecida, fundamental para obter uma rápida entrada no mercado de trabalho bem como um percurso profissional de sucesso.

O curso correspondeu às suas expectativas? E a UA?

Hoje, passados quase 11 anos do término do curso, posso afirmar que o curso correspondeu às minhas expectativas, pese embora após a sua conclusão tenha percebido que não poderia ficar por ali e deveria ao longo da minha carreira continuar a investir na minha formação. No entanto todos os sucessos e objetivos profissionais que já alcancei têm por base tudo o que aprendi neste curso e na UA.  Em relação à UA as minhas expectativas também não saíram defraudadas pelos seguintes fatores que considero chaves para o sucesso de qualquer instituição de ensino superior: corpo docente de elevada reputação, instalações de elevada qualidade, ligação estreita com a comunidade onde está inserida e sistemas e protocolos que permitam aos alunos uma rápida e eficaz integração no tecido empresarial da região e do país. A UA tem tudo isto. Contudo deve continuar a apostar nos protocolos e parcerias com as empresas da região de forma a ser o principal vetor de desenvolvimento da economia regional.

O que mais o marcou na UA? 

Em temos académicos tive professores que me marcaram, quer pelo seu conhecimento quer pelas suas capacidades pedagógicas, e neste âmbito seria injusto não referir os nomes de professores como os professores Domingos Cravo, João Cravo, Raul Martins e Elisabete Vieira. São referências reconhecidas nas suas áreas de ensino, e mesmo depois de terminado o curso continuei a manter contacto com algumas destas referências. Mas a vida numa universidade não ser resume apenas a conteúdos académicos, existem muitas outras coisas que nos fazem crescer, sobretudo socialmente. Em termos sociais ficam marcadas todas as amizades que fiz com colegas alunos, docentes e não docentes. Destaco e recordo com especial saudade todas as atividades e episódios dos núcleos desportivos a que pertenci, quer na AAUAV quer na AEISCAA.

Sempre soube a profissão que queria seguir?

Confesso que nem sempre soube a profissão a seguir, e com o passar dos anos foi alterando, em criança, enquanto os meus colegas queriam ser jogadores de futebol, astronautas e bombeiros, eu queria ser… político. Com o tempo fui alterando os meus objetivos profissionais, e no ensino secundário decidi que queria seguir uma carreira na área financeira, mais concretamente na área de auditoria e controlo de gestão. Após a minha entrada no mercado de trabalho percebi que as nossas carreiras devem ser dinâmicas, e de preferência com experiências em áreas e ambientes distintos. Esta diversidade de experiências alargada potencia uma base de conhecimentos mais sustentada e consequentemente uma maior perspetiva de sucesso profissional, quer para o empregado quer para o empregador. Por estas razões, e apesar da minha ainda curta carreira profissional estar quase exclusivamente ligada à área financeira, admito que o meu futuro profissional possa passar por novos desafios noutras áreas profissionais. E para assegurar este meu objetivo é fundamental continuar a apostar na minha formação.

Como descreve a sua atividade profissional?

Atualmente sou Business Unit Controller da Unidade de Negócio de Video Systems da Bosch, responsável pelo fabrico e comercialização de câmaras de vídeo vigilância e outras soluções de vídeo que permitam às pessoas viverem num ambiente mais seguro e protegido.

Trata-se desafio diário, todos os dias temos de perceber os sinais dos vários mercados mundiais e quais os impactos nas vendas dos nossos produtos e reagir a isso da melhor forma, tomando medidas que assegurem a sustentabilidade do nosso negócio e da nossa organização a longo prazo. Para garantir estes desígnios é necessário um contacto diário com colegas de todo o mundo localizados nas mais distintas latitudes. É uma atividade essencialmente analítica mas fundamental para a nossa organização atingir os que objetivos que lhe são propostos pela casa-mãe, bem como os desafios que os nossos clientes nos propõem.

O que mais o fascina na sua atividade profissional?

Fascina-me trabalhar numa organização com 130 de história, 375 mil colaboradores distribuídos em mais de 150 países e que continua a preservar e promover os princípios e valores do seu fundador, Robert Bosch, que sempre revelou uma enorme preocupação pelo bem-estar dos seus colaboradores e pela confiança dos seus clientes. Esta enorme dimensão da empresa permite-me trabalhar com pessoas de diversas nacionalidades, espalhadas pelo mundo, bem como trabalhar em diferentes países, como acontece atualmente que estou a trabalhar em Eindhoven, nos Países Baixos. Além disso fascina-me trabalhar numa equipa cujo desígnio é desenvolver e fabricar produtos e soluções entusiásticas que melhorem a qualidade de vida de todos e que ajudem a conservar os recursos naturais. Mas sobretudo fascina-me acordar todos os dias com a motivação de que me vou sentir realizado no final do meu dia de trabalho.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício da sua atual atividade?

Penso que todas as competências técnicas lecionadas no curso me são uteis, com particular destaque para Gestão, Matemática Financeira, Finanças Internacionais e Contabilidade de Gestão. Contudo todas as disciplinas que implicaram trabalhos de grupo, obrigaram-me a desenvolver diversas competências comportamentais determinantes e elementares para a capacidade de gestão e de relacionamento interpessoal no meu quotidiano. A disciplina de Simulação Empresarial é um bom exemplo desta necessidade de congregar as competências técnicas lecionadas no curso com as competências comportamentais. Foi uma experiência extremamente intensa mas fundamental para perceber o que me esperava na minha vida profissional.

 

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