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Entrevistas
Antigo aluno UA – Luís Cótimos Nunes, Mestre em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações e Doutorado em Engenharia Eletrotécnica
Da UA para o gigante mundial das comunicações móveis
Luís Nunes
A Huawei Technologies, a maior empresa mundial na área das infraestruturas para comunicações móveis, contratou-o há um par de meses. O trabalho que Luís Nunes realizou durante o Programa Doutoral em Engenharia Eletrotécnica, inserido num projeto entre o Instituto de Telecomunicações (IT) da Universidade de Aveiro (UA) e a Huawei, seduziu o gigante multinacional que, sem perder tempo, o chamou para as suas fileiras na Suécia. Aos 29 anos, tem agora a missão de tornar presente o que só os filmes de ficção científica conseguem dar forma: as telecomunicações do futuro.

No último ano do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações, que terminou em 2010, gostou muito de trabalhar em amplificadores de potência para rádio frequência. Decidiu, por isso, e decidi ficar mais tempo em investigação no IT. “Após algum tempo foi-me sugerido seguir para o doutoramento - algo que nunca tinha passado pela minha cabeça - mas prontamente aceitei”, lembra o antigo estudante do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática.

Realizou o Programa de Doutoramento em Engenharia Eletrotécnica inserido num grande projeto entre o IT e a Huawei, na Suécia. O trabalho de colaboração da equipa da UA, para além de ter constituído para o investigador uma porta de entrada para a Huawei, foi mesmo distinguido com o prémio de Annual Collaboration Team Award, um galardão com que a empresa chinesa premeia as melhores colaborações.

Quais os motivos que o levaram a estudar na UA?

O nome que o curso de Eletrónica e Telecomunicações na UA tinha no mercado de trabalho e o facto de viver perto de Aveiro tornaram a minha escolha fácil.

O curso correspondeu às suas expectativas?

Durante o curso adquiri novos conhecimentos que me permitiram avançar para um doutoramento e que me permitem agora trabalhar numa grande empresa. Por isso posso dizer que o curso correspondeu às minhas expectativas.

O que mais o marcou na UA?

Na UA encontrei alguns professores que me marcaram, quer a nível pessoal, quer a nível profissional. Professores que, para além de ensinar matéria que vem nos livros, também motivam e ensinam a gostar daquilo que se está a fazer. Destaco o professor José Carlos Pedro por ter sido quem mais me ‘aturou’ durante todo o mestrado e doutoramento.

Sempre soube a profissão que queria seguir?

Para ser sincero, nunca tive uma visão clara daquilo que queria seguir. No secundário escolhi Química e Física de modo a alargar as minhas opções de escolha. No entanto, ao longo do percurso académico fui fazendo opções que penso que tenham sido acertadas.

Como descreve a sua atividade profissional?

Investigação é muito exigente pois tens que dar muito de ti ao teu trabalho, mas ao mesmo tempo todo esse esforço é compensado quando descobres algo novo ou encontras uma solução para o teu problema. É uma sensação muito boa que te motiva todos os dias a continuar e a empenhares-te numa nova descoberta.

O que mais o fascina na sua atividade profissional?

Em investigação aquilo que mais me fascina é o facto de poder contribuir um pouco para aumentar o conhecimento global e aumentar o meu próprio conhecimento. Agora que trabalho numa grande empresa, também fico fascinado com o facto de saber que estou a contribuir para o desenvolvimento de produtos que todos vão usar no futuro.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício da sua atual atividade?

A UA deu-me as bases que agora necessito para desenvolver o meu trabalho. Destaco o conhecimento adquirido na área de eletrónica de rádio frequência, pois é a área em que trabalho. Contudo, a UA também me ajudou a crescer como pessoa e a saber lidar com as situações mais adversas no meu trabalho.

 

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