conteúdos
links
tags
Opinião
8 de setembro é o Dia Mundial da fisioterapia
O papel do Fisioterapeuta nas doenças crónicas não transmissíveis
Alda Marques, diretora de curso da licenciatura em Fisioterapia
A propósito do Dia Mundial da Fisioterapia, Alda Marques, diretora de curso da licenciatura em Fisioterapia da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA), alerta para o papel que esta profissão de saúde pode ter na prevenção, gestão e, em alguns casos até, na reversão das doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crónicas, diabetes e algumas formas de cancro.

Nada melhor que o Dia Mundial da Fisioterapia, instituído em 1996 pela Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT - World Confederation for Physical Therapy), que se celebra no dia 8 de setembro, para nos relembrar o papel fundamental do Fisioterapeuta nas doenças crónicas não transmissíveis.

Quatro das principais doenças crónicas não transmissíveis (doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crónicas, diabetes e algumas formas de cancro) são líderes de mortalidade e consideradas problema de saúde pública, a nível mundial. Em Portugal, são já responsáveis por mais de 80% das mortes.

Estas doenças têm sido fortemente associadas aos fatores de risco dos atuais estilos de vida das pessoas, como por exemplo, o consumo do tabaco, dietas pouco saudáveis, excesso de peso ou obesidade, atividade física insuficiente, aumento da tensão arterial, da glicémica e do colesterol e consumo, em excesso, de álcool.

A educação e promoção da saúde, bem como o treino de exercício são “bandeiras” inquestionáveis da prática da fisioterapia e intervenções inequivocamente eficazes na prevenção, gestão e, em alguns casos até, na reversão das doenças crónicas não transmissíveis. Assim, os fisioterapeutas, profissionais de saúde bem presentes na nossa sociedade, têm uma responsabilidade primária no combate a estas doenças e aos seus fatores de risco, em adultos ou crianças, com resultados bem fundamentados com evidência científica.

Uma vez que a sobrecarga em termos de saúde, social e económica das doenças crónicas não transmissíveis têm vindo a aumentar desproporcionalmente, e os fisioterapeutas podem melhorar significativamente a qualidade de vida e o bem-estar destas pessoas, e maximizar a saúde da população em geral, parece ser essencial sensibilizar a comunidade para a intervenção da fisioterapia neste âmbito.

É essencial prestarmos atenção às condições de saúde resultantes dos atuais estilos de vida e às estratégias de prevenção e tratamento que podem ser úteis para as evitar ou combater, em prol de uma melhor saúde para todos. Isto passará necessariamente por um papel muito ativo e presente da fisioterapia e do fisioterapeuta no dia-a-dia de todos nós.

Professora Doutora Alda Marques, diretora da licenciatura em Fisioterapia da ESSUA

imprimir
tags
outras notícias