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Entrevistas
Professora UA – Rita Ferreira, Departamento de Química
Bioquímica: um ensino de qualidade e multidisciplinar a pensar no mercado de trabalho
Rita Ferreira
Porque é que os doentes oncológicos perdem massa muscular e de que forma o exercício físico pode reverter essa perda? Nos últimos anos, a investigadora Rita Ferreira tem procurado desvendar os segredos que estão por trás dos complexos e pouco conhecidos processos bioquímicos que, manipulados, podem ajudar a melhorar a qualidade de vida dos doentes. Para além dos laboratórios da Universidade de Aveiro (UA), é nas salas de aula que a professora Rita Ferreira ajuda o Departamento de Química (DQ) a desbravar uma “formação de qualidade, multidisciplinar e orientada para as exigências atuais do mercado de trabalho” para os estudantes.

Licenciada e Doutorada em Bioquímica, Rita Ferreira é professora no DQ ao nível do ,  e  ciclos na área científica de Bioquímica. A par da atividade pedagógica, Rita Ferreira desenvolve trabalho de investigação em temáticas diversas e interligadas pelo estudo dos mecanismos bioquímicos, sendo de salientar a investigação das alterações do músculo estriado em resposta a condições patofisiológicas como o cancro, com particular ênfase na plasticidade do proteoma mitocondrial.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes no curso a que está ligada?

A formação dada aos estudantes de Bioquímica da UA, ao nível do 1º, 2º e 3º ciclos, é uma formação de qualidade, multidisciplinar, orientada para as exigências atuais do mercado de trabalho. Os estudantes têm oportunidade de adquirirem competências para enveredarem por atividades profissionais na indústria, em laboratórios da área clínica, na investigação fundamental ou aplicada à área alimentar, da saúde ou mais tecnológica.

Como define um bom professor?

Para mim um bom professor é aquele que gosta não só de ensinar como também de aprender, é um entusiasta que consegue motivar, inspirar e suscitar a curiosidade dos estudantes para os assuntos abordados na UC. 

O que mais a fascina no ensino?

O que mais gosto enquanto docente é da interação com os estudantes que torna a abordagem a um determinado assunto programático diferente em cada ano letivo, bem como da oportunidade em estar sempre a aprender. Gosto particularmente de ensinar em ambiente laboratorial pois permite promover uma participação mais ativa do estudante pela realização de atividades experimentais. Neste ambiente, os estudantes têm oportunidade de trabalhar em grupo, de refletir sobre os problemas que surgem na abordagem a um problema e de os discutir criticamente.

Que grande conselho daria aos seus alunos?

O conselho que dou aos meus alunos é que se empenhem, não desistam de perseguir os seus sonhos/ambições profissionais pois é mais fácil de encarar e ultrapassar os obstáculos profissionais quando se desenvolve uma atividade de que se gosta.

Houve algum grupo de alunos que mais a tivesse marcado?

Duas alunas que acompanhei desde a licenciatura até ao doutoramento marcaram-me particularmente pois com o tempo e a proximidade desenvolvem-se laços de amizade. Para além destas alunas, houve uma turma do Mestrado em Bioquímica, a primeira turma da especialização em Bioquímica Clínica, que me marcou especialmente pois interagimos bastante, os estudantes eram muito dinâmicos, críticos, produtivos e entusiastas. É com muita satisfação que acompanho o percurso profissional/académico destes ex-alunos. Muitos deles estão a desenvolver investigação de muita qualidade em Instituições de referência a nível internacional.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Não me recordo de nenhum episódio em particular, mas as aulas, particularmente as de carácter mais prático, uma vez que envolvem uma maior participação dos estudantes são mais propícias a intervenções curiosas, por vezes cómicas por parte dos alunos. 

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