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Entrevistas
Professor UA – Mário Rodrigues, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda
Ensino na ESTGA é sinónimo de “elevada taxa de empregabilidade”
Mário Rodrigues
Um atrás do outro, todos os caminhos e segredos da programação de computadores são desvendados nas aulas de Mário Rodrigues. Professor na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA), o especialista em eletrónica, telecomunicações e informática é para os estudantes uma bússola preciosa num mundo digital em constante e galopante mudança. Um mundo onde a escola politécnica da UA se mantém na crista da tecnologia. “A elevada taxa de empregabilidade” e as “parcerias que a ESTGA tem mantido com as empresas da região ao longo dos tempos” são a melhor prova disso.

Licenciado em Matemática Aplicada à Tecnologia pela Universidade do Porto, Mestre em Eletrónica e Telecomunicações pelo Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) da UA e Doutor em Engenharia Informática pelo mesmo Departamento, Mário Rodrigues é professor na ESTGA  há 12 anos. Antes, lecionou um ano no DETI. De lá para cá colaborou igualmente em disciplinas da Escola Superior Aveiro Norte e do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da academia de Aveiro.

Diretor do CTeSP em Programação de Sistemas de Informação até recentemente e membro da Comissão Executiva da ESTGA, Mário Rodrigues é um dos responsáveis pelas unidades curriculares relacionadas com programação de computadores das duas licenciaturas tecnológicas e de dois cursos técnicos superior profissional da escola de Águeda.

Qual é o segredo para se ser bom professor?  

Como em outras atividades, julgo haver diversos perfis de bons professores e não conheço um segredo. Parece-me, contudo, essencial prestar boa atenção às reações dos alunos para perceber o que os faz reagir mais favoravelmente. Concretizando no contexto das disciplinas que leciono, e para a minha maneira de ser, observo que os alunos reagem melhor quando lhes é exposta rapidamente a ideia fundamental e um ou dois exemplos práticos, dando-lhes a seguir tempo para explorarem alguns desafios individualmente ou em pequenos grupos antes de entrar em detalhes mais finos.

O que mais o fascina no ensino?

O contato com as pessoas e verificar a sua evolução ao longo do tempo

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes no(s) curso(s) a que está (esteve) ligado?

Considero que estamos a fazer um muito bom trabalho. Os indicadores mais visíveis da qualidade da formação são a elevada taxa de empregabilidade e as parcerias que temos mantido com as empresas da região ao longo dos tempos. Estes indicadores são particularmente relevantes porque estou afeto a uma Unidade Orgânica do politécnico e este subsistema de Ensino Superior nem sempre é bem compreendido apesar de uma evolução positiva nos últimos anos.

Que grande conselho daria aos alunos?

Não tenho um grande conselho, mas um conjunto de valores que tenho por essenciais na vida profissional: seriedade e profissionalismo acima de tudo e tentar compreender e ajudar os colegas em dificuldades pontuais.

Houve alguma turma que mais o tivesse marcado? Porquê?

Várias turmas deixaram marca. O que mais me impressionou, e mais gostei de ver, foram turmas com alunos mais velhos, que tinham colocado uma pausa nos estudos por contingências da vida, entrarem no Ensino Superior motivados, terem sido bons exemplos e ajudado os colegas mais novos a amadurecer. Vários alunos com este perfil tinham o estatuto de trabalhador-estudante e estiveram entre os melhores do seu ano.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Este episódio surge no contexto do ensino, não necessariamente limitado à sala de aula tradicional. Em 2009 decidimos iniciar um torneio de programação de computadores chamado TECLA orientado para os alunos do ensino secundário ou equivalente. A ideia base foi criar uma comunidade temática, tentado ajudar as escolas da região a motivar os seus alunos e simultaneamente sinalizar a nossa oferta formativa na área, que à data era recente. Em 2009 foi necessário telefonar para os professores a convencê-los da bondade da iniciativa e a explicar que não lhes iria tomar muito tempo. Tivemos 14 escolas da região de Aveiro a participar. Hoje o TECLA conta com 8 edições e envolve anualmente cerca de 400 alunos de 30 escolas de Braga a Setúbal. E já não é preciso telefonar para ninguém: quando nos atrasamos no arranque de novas edições são as escolas que perguntam quando irá começar.

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