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Entrevistas
Professor UA – Ricardo Pereira, Departamento de Matemática
O rigor no ensino da Matemática sem bichos de sete cabeças nem outros mitos mal calculados
Ricardo Pereira
Caloiros com ideias preconcebidas sobre a Matemática, tantas vezes injustamente apelidada de bicho de sete cabeças? Uma a uma, Ricardo Pereira decepa-as na sala de aula. “Afinal, era tudo tão simples”, garantem os estudantes que têm no professor do Departamento de Matemática (DMat) da Universidade de Aveiro (UA) uma fórmula clara para entrar, compreender e utilizar uma ciência indispensável ao êxito de muitas carreiras profissionais.

Licenciado com distinção em Matemática Aplicada e Computação – depois de ter recebido o prémio para o melhor aluno do 1º ano da UA no ano letivo 1997/98, Ricardo Pereira recebeu o prémio para o melhor aluno finalista daquela licenciatura em 2000/2001 - doutorou-se em Matemática, também na academia de Aveiro, em 2006. Professor no DMat há 15 anos, Ricardo Pereira é docente dos estudantes das várias licenciaturas e mestrados integrados da UA que têm Matemática nos respetivos planos curriculares.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes no DMat?

Na minha opinião, os alunos da UA têm uma sólida formação em matemática que lhes permite desenvolver as capacidades necessárias para resolver os problemas, que envolvam matemática, que lhes irão surgir ao longo da sua vida académica e profissional.

Note-se que, no início dessa formação, os programas das unidades curriculares estão adequados aos conhecimentos adquiridos pelos alunos durante o ensino secundário, de modo a melhorar a adaptação deles ao ensino superior.

Qual é o segredo para se ser bom professor?

Um bom professor deve conseguir transmitir o seu conhecimento aos alunos por forma a cativá-los durante as aulas e a eles quererem aprender mais fora delas. Deve promover um relacionamento professor aluno de respeito mútuo, mas com abertura para os alunos terem a descontração necessária para colocar todas as suas dúvidas e questões.

O que mais o fascina no ensino?

O que mais me fascina é estar a ajudar na formação dos nossos estudantes que serão o futuro do país (e do mundo). Para a maioria dos alunos, uma aula de matemática não é tão motivadora como as de outras áreas científicas, por isso é para mim um desafio cativante conseguir lecionar aulas atrativas em que os alunos sintam que valeu a pena vir à aula.

Que grande conselho daria aos alunos?

Os alunos devem ir às aulas e aprofundar depois os conceitos aprendidos por forma a estarem preparados para a exigência do mundo académico e empresarial. Os recursos tecnológicos que existem hoje em dia ao dispor dos alunos podem ser uma mais-valia, como complemento às aulas, desde que usados adequadamente.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula?

A meio das minhas aulas dedico cerca de 5 minutos à matemática recreativa. Esses momentos ajudam a promover o gosto pela matemática e fortalecem a relação entre alunos e professor.

Procuro manter uma relação de proximidade com todos os alunos, sabendo os seus nomes logo nas primeiras aulas. Por vezes encontro pessoas que foram meus alunos há vários anos dos quais ainda me recordo dos nomes e isso gera sempre um momento de surpresa e boa disposição.

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