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Entrevistas
Professora UA – Enide Andrade, Departamento de Matemática
A exigência e o rigor de mãos dadas com o entusiasmo para aprender Matemática
Enide Andrade
Está há um quarto de século a ensinar o que mais gosta no Departamento de Matemática (DMat) da Universidade de Aveiro (UA), a casa onde se licenciou em 1989. “Um bom professor deve mostrar interesse naquilo que ensina, tentar ver as coisas na perspetiva do estudante, motivar, ser claro e objetivo”. Este é para Enide Andrade o segredo para o sucesso nas salas de aula e, consequentemente, a chave para o êxito académico e profissional dos alunos.

Enide Andrade fez o mestrado e o doutoramento em Matemática na Universidade de Lisboa, corria o ano de 2000.  Desde 2010 pertence à Unidade de Investigação CIDMA (Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações). Álgebra Linear, Geometria Analítica, Estruturas Algébricas, Matemática Discreta e Cálculo (I, II e III) são algumas das cadeiras que, a partir do DMat, Enide Andrade leciona ou já lecionou a estudantes de várias licenciaturas, mestrados e doutoramentos da UA.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes no DMat?

A formação é boa e exigente. No entanto, a passagem do ensino secundário para o ensino superior constituí um fator de instabilidade que pode levar o estudante à dispersão e ao insucesso. Assim, é preciso estar atento e adoptar uma atitude mais pró-ativa e autónoma no seu processo de aprendizagem.

Qual o segredo para se ser bom professor?

Um bom professor deve mostrar interesse naquilo que ensina, tentar ver as coisas na perspetiva do estudante, motivar, ser claro e objetivo.

O que mais a fascina na profissão docente?

O interesse dos estudantes pelo que estou a ensinar. Perceber que estou a cativá-los.

Que grande conselho daria aos alunos?

É importante acompanharem o que é leccionado nas unidades curriculares e trabalhar de uma forma disciplinada para não se sentirem deprimidos e desmotivados. Muitos estudantes trabalham pouco ou de uma forma errada. É necessário acompanharem o progresso da unidade curricular para a conseguirem fazer. Falar com os colegas, com os mentores e com os tutores sempre que se sentirem perdidos.

Houve alguma turma que mais a tivesse marcado?

Tive estudantes que se destacaram por serem muito divertidos e fazerem da aula um bom ambiente de trabalho. Outros, eram brilhantes e com uma vivacidade invejável. Alguns, perdi-lhes o rasto, mas com outros ainda mantenho uma ligação forte.  No entanto, foram (e são) todos à sua maneira especiais. Espero ter deixado alguma marca nas suas vidas como alguns dos professores brilhantes que tive. Espero ter ensinado (e continuar a ensinar) bem.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Posso contar-vos um episódio curioso com estudantes (de duas gerações diferentes). Um episódio recente. O ano passado recebi uma mensagem da mãe de um dos meus alunos (depois dele ter terminado a disciplina), identificando-se como mãe desse estudante e dizendo que tinha sido minha aluna há 22 anos e, que nessa altura estava grávida desse aluno. As palavras finais dela nessa mensagem foram Bem-haja por tudo o que me ensinou e principalmente pelo exemplo que foi para mim, como professora e como pessoa.” Foi uma mensagem muito bonita e que ainda guardo.

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