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Cultura
Aos oito concertos dos FO decorridos até agora assistiram cerca de mil pessoas
Um ocaso com “Ressurreição” nos Festivais de Outono
A Filarmonia das Beiras e as orquestras de Sopros e Cordas do DeCA encerram os FO2915
Os Festivais de Outono (FO), programa promovido pela Universidade de Aveiro (UA), entram na fase de ocaso com as duas últimas iniciativas marcadas para 24 e 27 de novembro, sendo esta última marcada pela “Ressurreição”. Mais concretamente, a “Ressurreição” de Gustav Mahler, interpretada pela Orquestra de Sopros e Cordas do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da UA, o Coro do DeCA, o Coro da Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo. A direção será de Luís Carvalho. Paulo Ferreira de Castro, professor da Universidade Nova de Lisboa, apresentará a conferência “A música na Grécia imaginária” a 24 de novembro, às 16h00, na Sala de Atos da Reitoria.

Neste concerto de encerramento será interpretada a “ambiciosa” - assim considerava o programador dos FO, António Chagas Rosa - 2ª Sinfonia de Gustav Mahler, em dó menor. Conhecida como “Ressurreição”, demorou ao compositor austríaco de origem checa seis anos a ser concluída. Originalmente, tratava do fim trágico (morte) do herói romântico retratado na sua primeira sinfonia: Titã. Assim, na Sinfonia nº2, o primeiro andamento é uma colossal marcha fúnebre (“Totenfeier”), e chegou a ser considerado como peça independente (poema sinfónico). O segundo representa a “lembrança de tempos felizes do defunto”, ao passo que o terceiro pretende caracterizar a efemeridade da vida. Já o quarto, “Urlicht" (na verdade um lied para contralto e orquestra), representa a libertação da insignificância da vida. O quinto e último andamento, coral, procura, depois de um certo pessimismo nos andamentos anteriores, uma esperança na eternidade, uma renovação transcendente da alma.

Estarão em palco a interpretar a “Ressurreição”, a Orquestra Filarmonia das Beiras, as orquestras de Cordas e de Sopros do DeCA, e ainda os coros do DeCA e da Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo dirigidos pelo maestro Luís Carvalho.

 

Programa

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia nº 2 em dó menor, Ressurreição 

27 de novembro, sexta-feira, 21h30, Teatro Aveirense

Cristiana Oliveira, Soprano

Sara Amorim, Contralto 
Luís Carvalho, Maestro convidado
Orquestra de Sopros e Cordas do Departamento de Comunicação e Arte, UA 
Coro do Departamento de Comunicação e Arte, UA 
Coro da Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo 


I. Totenfeier”: Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck 
II. Andante moderato. Sehr gemächlich. Nicht eilen 
III. In ruhig fliessender Bewegung 
IV. ''Urlicht'' . Sehr feierlich, aber schlicht 
V. Im Tempo des Scherzos. Wild heraus fahrend (''Aufersteh''n'')

 

Conferência “A música na Grécia imaginária”

A conferência “A música na Grécia imaginária”, por Paulo Ferreira de Castro, professor da Universidade Nova de Lisboa, decorre a 24 de novembro, terça-feira, a partir das 16h00, na Sala de Atos Académicos – Reitoria da UA.

A persistência das imagens do mundo helénico – em particular, a memória dos mitos – é testemunho do fascínio exercido por um património aparentemente inesgotável, muito para além das miragens culturalistas dos chamados neoclassicismos, explica-se na sinopse da conferência. Na música, a própria ausência de vestígios “autênticos” da Antiguidade estimulou de diferentes formas a imaginação de compositores como Monteverdi, Gluck, Mozart, Cherubini, Berlioz, Wagner, Strauss, Debussy, Ravel, Stravinski, Messiaen e Xenakis, entre tantos outros. Nesta conferência, Paulo Ferreira de Castro abordará, a partir de um conjunto de audições comentadas, o papel do imaginário grego na música europeia do século XX, centrando-se em especial nas vias abertas à criação artística pela revisitação de símbolos e arquétipos em permanente transformação.

O conferencista, Paulo Ferreira de Castro, é musicólogo, investigador do CESEM (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical) e docente do Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa. É doutorado em Filosofia da Música pela Universidade de Londres (Royal Holloway College), tendo publicado diversos trabalhos dedicados à história e estética da música europeia, às temáticas da significação, da intertextualidade e do discurso sobre a música nos séculos XIX a XXI. Participa regularmente em colóquios, conferências e projetos editoriais em numerosos países da Europa e Brasil.

Quase mil pessoas assistiram aos oito concertos que decorreram, até agora, no âmbito dos FO 2015, desde 1 de outubro, Dia Mundial da Música e data em decorreu o concerto de apresentação do programa deste ano. Entre a abertura a 22 de outubro e o encerramento a 27 de novembro, têm vindo a decorrer atividades todas as semanas no âmbito dos FO 2015.  

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