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Investigação
ESAN quer tornar-se centro de referência em fabrico aditivo rápido
Projeto PrintCer3D quer impulsionar novos mercados no sector cerâmico
Equipa do projeto PrintCer3D na UA (da esquerda para a direita): Liliana Pires, Daniela Gomes, Martinho Oliveira, Paula Vilarinho, Pedro Duarte, Ana Amorim
Um projeto de fabrico aditivo rápido, através de impressão 3D em material cerâmico, desenvolvido na Universidade de Aveiro (UA), aspira a catapultar a produção no setor. O projeto chama-se PrintCer3D. Para além da Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologia de Produção Aveiro Norte (ESAN), agora nas novas instalações de Oliveira de Azeméis, do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO), laboratório associado da UA, e do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica, envolve a Costa Verde e o Centro Tecnológico de Cerâmica e do Vidro.

O fabrico rápido, através de impressão 3D, promete revolucionar a indústria, salienta Martinho de Oliveira, coordenador do projeto PrintCer3D e diretor da Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologia de Produção Aveiro Norte, mais simplesmente Escola Superior Aveiro Norte (ESAN). Com a recente transferência para novas instalações, a ESAN passou a possuir as condições laboratoriais e oficinais necessárias para o desenvolvimento de parcerias ainda mais amplas com as empresas da região.

Exemplo disso é o projeto PrintCer3D que tem como objetivo o desenvolvimento de soluções de fabrico rápido de produtos de louça utilitária em porcelana, através da impressão tridimensional com uma pasta de porcelana própria. A tecnologia de fabrico rápido e os materiais usados na impressão carecem de ajustes no sentido de se conferir resistência e um aspeto acabado ao produto, sendo que, para isso, o objeto impresso a três dimensões deve passar pelas várias fases de preparação industrial: secagem, extração do ligante da impressão, chacotagem, vidragem e cozedura. Estes estudos vão ser desenvolvidos na ESAN e no CICECO em estreita colaboração com os restantes parceiros.

Com esta tecnologia, ainda em desenvolvimento, será possível a produção de pequenas séries, com muito menor tempo de desenvolvimento e maior margem na complexidade geométrica e na funcionalidade das peças.

A tecnologia de impressão 3D é, atualmente, aceite pelo mercado como solução para a prototipagem rápida. No entanto à medida que a tecnologia evolui deverá ser também considerada como uma ferramenta de fabrico. Esta evolução é já uma realidade na produção de plásticos, mas não de materiais cerâmicos. Pretende-se também, com este projeto, demonstrar a viabilidade industrial da impressão 3D em material cerâmico.

Para além do que já dispõe para o desenvolvimento deste projeto, a ESAN adquiriu novos equipamentos, nomeadamente uma nova máquina de impressão tridimensional que permite a aplicação, num mesmo produto, de um material que pode apresentar uma consistência variável: de maleável a rígido. Assim, a ESAN equipa-se para atingir uma posição cimeira no estudo e na inovação tecnológica de fabrico rápido.

Da equipa da UA que desenvolve o projeto fazem parte, para além do coordenador Martinho de Oliveira, ainda Paula Vilarinho, professora do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica da UA, Liliana Pires, docente da ESAN, e os bolseiros de investigação Ana Amorim, Daniela Gomes e Pedro Duarte.

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