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Serviços de Formação das Bibliotecas da Universidade de Aveiro
Perdido no meio de tanta informação? A Biblioteca da UA dá uma bússola para encontrar o que precisa
A equipa da formação das bibliotecas da UA (em cima: Daisy Tavares, Andrea Martins e Susana Dias. Em baixo: Cecília Reis, Maria do Céu Vieira, Cristina Cortês, Bella Nolasco e Diana Silva)
Tem um relatório científico para fazer? Uma pesquisa para a tese? Uma dúvida académica? E onde encontra todas as respostas? No Google?! A resposta é afirmativa para quem usa o motor de busca de forma criteriosa e errada para quem toma como rigorosos todos os dados que encontra. Se por um lado a Internet facilita o acesso à informação, por outro, a infinidade de dados passíveis de serem encontrados tornou imperioso conhecer o funcionamento das fontes de informação digitais, de forma a separar o ‘trigo do joio’. Ensinar a fazê-lo da melhor forma é um dos grandes objetivos do Serviço de Formação das Bibliotecas da Universidade de Aveiro.

O Serviço disponibiliza à comunidade académica, e ao longo do ano letivo, ações de formação que não só pretendem ajudar a afinar os critérios e estratégias de quem necessita recolher informação científica no mundo digital, como também a esclarecer de que forma a informação disponibilizada na Biblioteca da UA pode ser pesquisada.

Assim sendo, que passos devem dar os investigadores ou os estudantes, perdidos na quantidade infinita de informação que encontram, quer na internet, quer na Biblioteca da UA, para fazerem um bom relatório ou uma notável tese de mestrado ou de doutoramento? “Apesar de toda a informação de apoio às atividades de ensino-aprendizagem se encontrar disponível no portal Web das bibliotecas da UA e nas plataformas de partilha de conteúdos onde estão presentes, o primeiro passo a seguir poderá ser na direção da Biblioteca onde ficará a conhecer os serviços e recursos físicos e digitais disponíveis para a comunidade académica”, aconselha Ana Bela Martins, diretora dos Serviços da Biblioteca, Informação Documental e Museologia da UA.

Por exemplo, lembra a responsável, “o serviço de formação através da promoção dos Workshops poderá ser uma mais-valia para o conhecimento, contexto e caraterização de diversos recursos que estão ao dispor na UA”. Só no ano letivo 2013/2014 as bibliotecas da academia ministraram 145 sessões de formação, às quais assistiram mais de 2800 utilizadores entre docentes, investigadores e alunos dos vários níveis de ensino.

E para tornar mais efetivo o acesso à informação, bem como promover maior eficácia na sua utilização, Ana Bela Martins aponta que o Serviço de Apoio à Pesquisa de Informação da Biblioteca também “orienta os utilizadores na localização dos recursos de informação adequados às suas necessidades e apoia-os na pesquisa e recuperação de conteúdos em diversas fontes de informação científica”.

Aprender com ferramentas de pesquisa

Tutoriais e guiões nas mais diferentes vertentes ligadas aos processos de pesquisa, descoberta, avaliação e uso da informação académica, disponibilizados no site Web, plataformas de partilha de conteúdos na Web (SlideShare e ISSUU), redes sociais e plataforma elearning da UA são também algumas das ferramentas que os Serviços têm à disposição dos utilizadores.

A disciplina “Bibliotecas da UA” no Moodle (uma forma de potenciar a redundância dos conteúdos de apoio a tutoriais, promovendo o seu uso por parte dos utilizadores), o Boletim temático “A Biblioteca Informa” (um dos meios de divulgação e partilha de conteúdos mais amplamente utilizados, com publicação regular de quatro números por ano) e o DALI (Divulgação, Apoio e Literacia de Informação), tendo como base e meio essencial de divulgação o equipamento LCD disponível no hall do edifício da Biblioteca da UA, constituem outras das mãos de ajuda estendidas a estudantes e investigadores.

“A descoberta de informação científica há muito que deixou de ser um processo linear já que nos últimos anos, a diversificação de meios e formatos de acesso à informação via Web veio alterar as práticas de acesso e uso da mesma no ambiente académico”, aponta Ana Bela Martins.

Ao enorme conteúdo informativo contido da Internet, acrescenta a responsável, “associam-se os atuais processos ligados à aprendizagem e investigação, caraterizados por meios mais participativos na construção do conhecimento centrados essencialmente em competências”.

Assim, “a compreensão crítica dos processos inerentes à comunicação da ciência e aos meios de publicação formais e informais afigura-se como uma das competências fundamentais para a aprendizagem no percurso académico e ao longo da vida”, sublinha Ana Bela Martins.

Neste sentido, nos últimos anos, a formação de utilizadores e literacia de informação tem assumido nas bibliotecas da UA uma importância determinante que se concretiza num conjunto de atividades onde figuram, por exemplo, a realização de workshops temáticos destinados aos vários públicos e ações de formação para grupos específicos, em colaboração com os docentes.

De forma a responder adequadamente aos desafios de integração e convergência dos serviços disponibilizados pelas bibliotecas com a ação dos docentes e necessidades dos alunos e investigadores, aponta Ana Bela Martins, “as bibliotecas da UA têm apostado na formação e atualização contínua dos seus próprios técnicos e no desenvolvimento de conteúdos e programas de formação de utilizadores adequados às reais necessidades da comunidade académica”.

Bibliotecas como laboratórios de aprendizagem e investigação

Facilitar o acesso aos serviços de informação e conteúdos eletrónicos selecionados e disponibilizados pelas bibliotecas da UA e promover a compreensão dos recursos de informação junto da comunidade académica, fornecendo conteúdos e meios adequados ao desenvolvimento da literacia de informação dos utilizadores são assim dois dos grandes objetivos das atividades de formação de utilizadores desenvolvidas pelos Serviços de Formação das Bibliotecas da UA.

A outra grande meta é assumir um papel mais ativo no processo de ensino-aprendizagem da UA, reforçando a vocação das bibliotecas como centros de recursos para a aprendizagem e investigação.

As pesquisas de informação em âmbito académico podem ter diferentes propósitos e variam em termos de exaustividade e tipologias. No entanto, aponta a diretora, “há um elemento comum que é a importância de ser selecionada informação certificada, ou validada de alguma forma, como por exemplo por meio da chamada revisão por pares ou peer review”.

Porque o excesso de informação é um problema transversal nos dias de hoje, “que se reflete nas mais variadas áreas de atuação e que diminui a produtividade e qualidade de vida dos cidadãos, principalmente ao nível da aprendizagem e construção do conhecimento”, é essencial o desenvolvimento de competências de seleção, descoberta e uso da informação.

Por isso, muita atenção! A competência fundamental  “passa por conhecer e saber selecionar as fontes, já que as práticas, os meios e mecanismos de publicação científica variam em função das diferentes áreas de conhecimento e práticas de investigação, variando assim, também, as plataformas e estratégias para pesquisa e descoberta de informação”.

Resumindo, garante Ana Bela Martins, “o Google e, principalmente, o subsistema Google Scholar podem ser usados para a pesquisa de informação de caráter académico, desde que em combinação com outras bases de dados de informação científica ou repositórios de documentos digitais”.

 

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