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Escola Superior de Saúde na vanguarda da Reabilitação Respiratória
Doença pulmonar obstrutiva crónica tem combate eficaz e gratuito na Universidade de Aveiro
Sessões são realizadas em grupo e integram duas componentes, a fisioterapia respiratória e o apoio psicoeducativo
Dá pelo nome de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), embora seja também normalmente designada por bronquite crónica ou enfisema, e tem na Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) uma resposta eficaz. Assim, se tem DPOC ou se conhece alguém com esta doença não hesite em contactar a equipa. A participação no programa de reabilitação, realizado nas próprias instalações da ESSUA, é gratuita.

Coordenada por Alda Marques, uma equipa de investigadores tem registado uma notória melhoria na qualidade de vida em pessoas com DPOC através da participação em programas de reabilitação respiratória desenvolvidos na ESSUA. Na continuação do estudo, a equipa vai dar início em maio a mais uma edição do programa.

Falta de ar, tosse e expetoração são os principais sintomas desta doença que afeta cerca de 500 mil pessoas em Portugal e que geralmente progride para manifestações extrapulmonares, como o descondicionamento físico, a fraqueza muscular e a perda de peso, motivos que agravam ainda mais o estado de saúde da pessoa.

“O nosso programa de reabilitação respiratória é realizado em grupo e integra duas componentes, a fisioterapia respiratória e o apoio psicoeducativo”, explica Alda Marques. O principal objetivo do programa, implementado desde 2010 por profissionais de saúde da ESSUA, é reabilitar as pessoas com DPOC e ajudá-las a ajustarem-se melhor aos impactos da doença.

“A fisioterapia respiratória consiste em sessões de exercícios de controlo respiratório e de higiene brônquica e exercício físico”, explica a responsável. Assim, cada sessão tem as seguintes componentes: aquecimento e exercícios de controlo respiratório, exercício aeróbico (e.g., caminhada ou bicicleta), exercícios de força muscular, treino de equilíbrio e arrefecimento (incluindo técnicas de relaxamento).

Por outro lado, aponta Alda Marques, “o apoio psicoeducativo tem como objetivo geral capacitar as pessoas com estratégias instrumentais e emocionais de forma a facilitar um ajustamento funcional e saudável à DPOC”. Temas como a informação básica acerca da doença, tratamento e evolução, a gestão dos sintomas e da ansiedade, fazem parte desta componente.

Estes programas, abertos a toda a comunidade, são de participação totalmente gratuita uma vez que estão integrados em projetos de investigação financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Por isso, a equipa de investigadores apela:  “se tem DPOC ou se conhece alguém com esta doença, não hesite em entrar em contacto connosco” através das fisioterapeutas Cristina Jácome (cristinajacome@ua.pt) e Joana Cruz (joana.cruz@ua.pt) ou através do telefone número 234 247 019.

Se pretender ter mais informações sobre este programa, pode consultar a página: https://www.dropbox.com/s/4dbv04xyr89mlg8/Reab_Respiratoria.pdf?n=17155332

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