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Academia recebe estudantes ao abrigo da Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios
Universidade de Aveiro acolhe estudantes sírios refugiados
Jovens refugiados da guerra Síria vêm para a UA estudar
A Universidade de Aveiro (UA) recebe, a partir da próxima semana, três jovens universitários sírios cujos estudos foram interrompidos devido à guerra que alastra naquele país. A vinda dos estudantes para Aveiro insere-se numa iniciativa da Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios. Criada pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio, à qual a UA aderiu. A Plataforma tem por objetivo acolher no ensino superior português estudantes sírios que tenham sido obrigados a interromper os estudos na sequência da guerra civil na Síria. Na UA, os três alunos da área das engenharias Eletrónica e Civil vêm frequentar, respetivamente, um doutoramento, um mestrados e uma licenciatura.

Os novos estudantes da UA fazem parte do grupo de cerca de meia centena de alunos universitários sírios que Portugal recebe este fim de semana ao abrigo da Plataforma. O grupo chega hoje a Lisboa, vindo de Beirute, transportado por uma aeronave militar C-130 da Força Aérea Portuguesa.

A vinda de estudantes para a UA, no âmbito da iniciativa Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios, acontece fruto da relação próxima entre Manuel António Assunção, Reitor da UA, e Jorge Sampaio, antigo Presidente da República e Doutor Honoris Causa pela academia de Aveiro. O gesto da UA dá-se no seguimento de outra iniciativa conjunta que trouxe a Aveiro e à Universidade, na altura em que Jorge Sampaio era Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, o I Curso de Verão da Aliança das Civilizações, um encontro que juntou com enorme sucesso, em agosto de 2010, 108 jovens de 44 nacionalidades em torno do tema “Bridging Hearts, Opening Minds and Doing Things Together”.

Reitoria solidária

“A UA e a sua comunidade não podiam ficar alheias a esta iniciativa de cariz humanitário promovida pelo Dr. Jorge Sampaio, tão meritória e urgente, em particular por se tratar de garantir aos jovens sírios atingidos pela grave situação do seu país o acesso ao ensino superior e o convívio fraterno com uma comunidade internacional de quase 80 nacionalidades, que lhes permita continuar a sonhar e a construir, com dedicação e empenho exigentes, um futuro otimista”, afirma Manuel António Assunção. O acolhimento dos jovens estudantes sírios constitui, acrescenta o responsável pela academia, “uma oportunidade para nós e para Aveiro, na medida em que podemos compreender melhor outra cultura e, de forma ativa, participar na construção de pontes para um mundo melhor”.

Apresentada em julho do ano passado, a Plataforma Global para os Estudantes da Síria revelou a criação de um fundo de emergência para atribuir um milhar de bolsas com a duração de um ano a estudantes sírios, entre os 17 e os 22 anos, com estatuto de refugiados ou que estejam em perigo real no país de origem. A Plataforma tem como parceiros a Liga Árabe, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e o Instituto norte-americano para a Educação Internacional e irá contar com um painel de personalidades que irão funcionar como embaixadores da iniciativa.

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