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Fernando Correia assume destinos do ex-libris da Mealhada
Biólogo da UA é o novo presidente da Fundação Mata do Buçaco
Fernando Correia, o recém eleito presidente da Fundação Mata do Buçaco
O biólogo da Universidade de Aveiro (UA) Fernando Correia é o novo presidente da Fundação Mata do Buçaco (FMB). O nome do investigador do Departamento de Biologia (DBio) da academia de Aveiro foi apresentado por Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, durante a última reunião do executivo camarário que, por unanimidade, aprovou a proposta. Com fortes ligações ao concelho da Mealhada, onde reside há vários anos, Fernando Correia toma posse no dia 2 de janeiro.

Professor no DBio, biólogo, mestre em Ecologia Animal e especialista em ilustração científica (IC), Fernando Correia é o diretor do Laboratório de Ilustração Científica (LIC) da academia de Aveiro, um espaço único em Portugal criado em 2012. Destinado à IC enquanto modelo de comunicação do conhecimento produzido pela ciência, o Laboratório promove ainda um curso de formação na área. Fernando Correia é autor de mais de 115 obras (algumas sobre o concelho da Mealhada) e já foi galardoado com vários prémios nacionais e internacionais.

“O desafio lançado pelo atual executivo, que se me afigura assaz interessante e motivador, representa, na qualidade de biólogo e também de docente da UA, bem como de munícipe do concelho, uma grande honra e responsabilidade, mais ainda porque a Mata assume para mim um significado muito especial”, aponta Fernando Correia.

A Mata, descreve, “é um caldeirão de singularidades que fervilha com toda uma bio e geodiversidade muito interessantes, tendo em conta tratar-se de um espaço cercado no meio de uma das serras mais bonitas de Portugal, mais ainda se tivermos em conta que se trata de local rodeado por várias localidades bastante povoadas e que é, felizmente, bastante querido e visitado”.

Ainda a tomar conhecimento dos projetos já implementados ou em curso naquela área, Fernando Correia desvenda já algumas ideias, “a trabalhar em uníssono entre a Fundação, o Município, o Estado e os habitantes do concelho”, que pretende levar por diante. Todo com um objectivo: “tornar a Mata ainda mais visível no panorama nacional e internacional, seja no contexto científico, artístico, cultural, religioso e turístico, promovendo simultaneamente a sua sustentabilidade e a sua identidade muito própria”.

“Será, com certeza, um palco privilegiado para estreitarmos as ligações que já existem com as populações locais e concelhias, a região e o país, bem como com o universo da investigação científica, nacional e internacional, na qual a UA tem assumido um papel preponderante”, aponta. Também o campo da arte, nas suas múltiplas facetas, “será acarinhado”. O interessante desta missão, sublinha, “será o ato de investir e promover esse conjunto de ideias e diretrizes básicas sem que isso represente parcelas subtrativas à identidade do espaço”.

“Vamos procurar fazer com que todas elas sejam contributivas e valorizem ainda mais aquilo que a Fundação responsavelmente gere”, diz.

A missão da Fundação Mata do Buçaco tem como alvo principal a preservação do importante património inserido na Mata Nacional do Buçaco. Através do desenvolvimento das suas diversas potencialidades, a Fundação trabalha para conservar o património natural e cultural, a investigação florestal, a educação ambiental e as atividades turísticas e de lazer. Compete ainda à Fundação gerir de forma integrada o património florestal, histórico, cultural, religioso e militar que se combina de forma particularmente rica e diversificada na Mata Nacional do Buçaco.

Recorde-se que a Fundação ganhou recentemente a 4.ª edição do Prémio Manuel António da Mota, através da candidatura sobre o trabalho desenvolvido pelos cidadãos reclusos do Estabelecimento Prisional de Coimbra na Mata Nacional do Buçaco, no âmbito do Projeto BRIGHT. A decisão foi conhecida no dia 15 de dezembro, no Porto, na Conferência “Portugal Cidadão”. A instituição foi contemplada com um prémio pecuniário de 50 mil euros.

 

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