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Opinião
Artigo de opinião da autoria de Hélder Castanheira, Administrador para a Ação Social
Dia Mundial do Dador de Sangue
Hélder Castanheira, Administrador para a Ação Social da UA
No dia consagrado aos dadores voluntários de sangue, Hélder Castanheira, Administrador para a Ação Social da Universidade de Aveiro, apresenta a “Univercidádiva”. Esta iniciativa, pioneira no país, arrancou na UA há 15 anos e promove, desde essa altura, recolhas semestrais de sangue nas instalações da Universidade. Trata-se, segundo o autor, de “um ato cívico, voluntário, benévolo e não remunerado” que tem conhecido um cada vez maior número de participantes.

No dia 14 de junho, celebra-se o dia mundial do dador voluntário de sangue. Com este dia, promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 2004, pretende-se sensibilizar as pessoas para a importância desta ação e, consequentemente, aumentar o número de dadores.

Este dia reveste-se de particular importância na UA, dado que foi a primeira Universidade portuguesa a realizar, no âmbito das campanhas de saúde pública e em articulação com o Instituto Português do Sangue, recolhas semestrais nas Instalações da Universidade de Aveiro, desde 1998/1999, que se designou por Univercidádiva: um ato cívico, voluntário, benévolo e não remunerado.

Aproveita-se, deste modo, a efeméride para sensibilizar a comunidade, porque o sangue é um bem necessário e um elemento insubstituível, que não se pode fabricar. Só se consegue obter pela dádiva voluntária. Neste contexto, a comunidade universitária tem sido um excelente exemplo de generosidade, de altruísmo e de responsabilidade cívica, não só pela forma com tem aderido, sucessivamente, a estas campanhas mas, também, pelo número de pessoas que têm vindo a participar.

De tal forma tem sido evidente esta mobilização da UA que os Serviços de Ação Social, em estreita colaboração com a Associação Académica e a Associação de Funcionários lançaram as bases para a constituição da Associação de Dadores da UA (ADUA).

Recentemente, a Lei nº37/2012, de 27 de agosto, estabeleceu o Estatuto do Dador de Sangue, que preconiza um conjunto de direitos e deveres dos dadores de sangue, reconhecendo e valorizando a sua atitude benévola e voluntária, essencial para salvar vidas e garantir cuidados de saúde aos portugueses.

Esta Lei determina que compete ao Estado assegurar a todos os cidadãos o acesso à terapêutica do sangue, seus componentes e derivados, bem como permitir os meios necessários à sua correta obtenção, preparação, conservação, fracionamento, distribuição e utilização. E sublinha que constitui um dever cívico de todo o cidadão saudável contribuir para a satisfação das necessidades de sangue de toda a comunidade, nomeadamente através da dádiva. Por fim, esta norma, estatui que é proibida toda e qualquer comercialização do sangue humano.

Esta assunto é tanto mais relevante, quanto o desígnio da Universidade Saudável, em que a UA está empenhada, pois considera que as universidades possuem um enorme potencial para contribuir para a promoção de uma Vida Saudável. A sua ação comunitária confere uma excelente oportunidade para a universidade servir como exemplo de boas práticas em relação à promoção da saúde e usar a sua influência em benefício do bem-estar e da vida coletiva.

Em resumo: a UA, como Universidade Saudável, atua em cinco eixos estratégicos, que visam a promoção dos valores que fomentam o bem-estar, a autonomia e o completo desenvolvimento da pessoa e da comunidade:

1) Usando recursos que promovam a saúde;

2) Incorporando nos planos de estudos a temática da educação para a saúde;

3) Impulsionando a investigação em áreas de promoção da saúde;

4) Participando em programas e projetos com organismos de saúde pública e instituições comunitárias;

5) Realizando atividades e prestando serviços dirigidos à promoção da saúde da comunidade universitária.

A UA, ao associar-se a este dia, reforça a sua presença como uma plataforma privilegiada de desenvolvimento de uma política integradora de saúde, porquanto a educação para a saúde, nas suas diversas vertentes formativas e de intervenção, as atividades culturais e desportivas inscritas num programa dinâmico, mobilizador e efetivo, a cooperação técnica e científica com as escolas através de um projeto educativo de rede, evidenciando programas de intervenção comunitária fomentadores da coesão social e participação comprometida e democrática dos seus membros, abrem portas a modelos de desenvolvimento sustentados nas comunidades locais e orientados para objetivos estratégicos mais vastos que se inscreveriam nos desígnios do próprio Estado. Este desenho de intervenção, funcionamento e cooperação teria, necessariamente, implicações sociais, organizativas e estratégicas, com vista à formação de uma estrutura que promova e (des) envolva o conceito de escola saudável, universidade saudável, empresa/instituição saudável, município saudável.

Hélder Castanheira
Administrador para a Ação Social da Universidade de Aveiro

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