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Opinião
Opinião de Carlos Sangreman, Gabinete de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da UA
Dia de África, os Objetivos do Milénio e a UA
Carlos Sangreman, docente da UA
Assinala-se a 25 de maio o Dia de África. Carlos Sangreman, do Gabinete de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da Universidade de Aveiro, realça o contributo da academia neste domínio. Uma matéria onde pontuam os valores da solidariedade e do respeito pelos direitos humanos, princípios esses que a UA tem considerado na sua estratégia, dentro e fora das fronteiras do país.

Neste dia de África ler o relatório sobre o progresso dos Objetivos do Milénio de 2012 é ficar com um sentimento de que é possível desenvolver essa região, e o mundo apesar da crise que é hoje o centro das preocupações de muitos de nós, nos países mais desenvolvidos.

Os objetivos cumpridos de redução para metade da pobreza extrema, de aumento das pessoas com acesso a água potável, de melhoria das condições de vida das pessoas em zonas de habitação precária, de muito maior igualdade de presença de raparigas e rapazes nas escolas básicas, de redução da mortalidade infantil e materna, não fazem esquecer que a fome continua a ser um desafio e que o objetivo de assegurar que todas as crianças podem acabar a sua educação básica está ainda por atingir. E fica-se também com a convicção que a Cooperação para transmissão de conhecimento é ainda o melhor instrumento de ajuda aos povos que têm fundamentalmente de se ajudar a eles mesmos, não querendo nem o peixe nem a cana mas sim o conhecimento para construírem eles próprios os instrumentos de pesca que decidirem.

A nossa Universidade de Aveiro tem procurado construir a sua internacionalização provando que tal pode ser feito de forma coerente e sem riscos financeiros, mas tendo consciência de que os programas e projetos são diferentes e devem ser vistos globalmente e não isoladamente. Ainda não saímos muito da nossa zona de conforto, ou seja do ensino/formação e investigação como em Timor Leste, já que só estes últimos anos avançamos para projetos de divulgação da ciência em Cabo Verde e em Moçambique e assumimos algum risco num projeto de direitos humanos na Guiné Bissau.

Mas temos continuado a ter uma participação significativa na Cooperação, desde o nível do Conselho de Reitores, até à simples filmagem e montagem de filmes/documentários com ONGD, assegurando uma qualidade de excelência no que fazemos, continuando a atrair entidades financiadoras portuguesas e de países menos desenvolvidos mas com recursos humanos e financeiros que querem ver os seus fundos bem geridos e com resultados.

Podemos hoje dizer que o empenho destes 13 anos deu também frutos internos, tendo hoje a Universidade um conjunto alargado de pessoas, docentes e funcionários, capazes de identificarem e gerirem projetos com quaisquer níveis de fundos e de responsabilidade.      

 

Carlos Sangreman
Gabinete de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da UA
Docente no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território

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