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Dias 8, 15, 22 e 29 de maio, às 21h30, no Parque de Exposições de Aveiro
Alunos do DeCA t(r)ocam música contemporânea por miúdos
O compositor António Chagas Rosa, docente no DeCA, é o convidado do mês das Omnia Mutantur
Ouvir e pensar a música do nosso tempo em ambiente informal é o propósito das sessões Omnia Mutantur que se iniciam a 8 de maio, no Parque de Exposições de Aveiro, sempre às 21h30. A ideia, que partiu de Pedro Berardinelli e Diana Ferreira, alunos de Música do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da Universidade de Aveiro (UA), é ouvir música erudita, com uma contextualização verbal simples, e motivar o público para a escuta do repertório dos séculos XX e XXI, num contexto de associação com a grande tradição que o precede. A sessão inaugural conta com a presença do compositor Ricardo Ribeiro que vai partilhar música de Xenakis, Nono e Stockhausen.

A iniciativa tem o cunho da Arte no Tempo, uma associação cultural sem fins lucrativos que foi fundada na sequência das Jornadas Nova Música (1997-2001). O evento, criado por um grupo de jovens compositores portugueses, foi acolhido pela UA durante cinco anos consecutivos, com o apoio do então Reitor Júlio Pedrosa.

“A vontade de fazer viver a música do nosso tempo com elevados padrões de exigência manteve-se intacta durante estes anos de pousio, brotando agora novas atividades adaptadas às dificuldades com que a atividade cultural se debate”, diz Diana Ferreira, também uma das responsáveis pela associação.

Organizado em torno da sessão do convidado do mês, o compositor António Chagas Rosa, docente do DeCA, o primeiro ciclo é dedicado ao tema “Música e Texto”. “Por uma espécie de inevitabilidade geográfica, não se tratando de um programa organizado no âmbito da Universidade, Omnia Mutantur acabará por beneficiar da presença de um grande número de músicos cujo trabalho de alguma forma se associa ao DeCA e que, para além disso, partilham de algumas convicções da Arte no Tempo”, aponta a estudante.

Na próxima sessão, dia 15 às 21h30, será a vez de António Chagas Rosa partilhar a sua obra As Feiticeiras, conto musical composto com texto de Maria Teresa Horta, encomendado e gravado pelo Ensemble Musicatreize e vencedor do prémio Victoire de la Musique em 2007.

As restantes sessões do ciclo “Música e Texto” contam com a colaboração da própria Diana Ferreira (dia 22 de maio sobre a obra do compositor italiano Luciano Berio) e de João Quinteiro (dia 29 de maio com temas de Helmut Lachenmann), também aluno no DeCA.

O título destes encontros semanais vem duma obra do compositor Emmanuel Nunes (1941-2012)- Omnia Mutantur, nihil interit [tudo muda, nada perece]- que, por sua vez, recorre à obra Metamorfoses, de Ovídio. Para além da ideia de Ovídio se associar à intenção com que a Arte no Tempo promove a atividade, a escolha do título é também uma forma de homenagear o referido compositor, que teve uma forte ligação aos precedentes da associação.

As sessões terão uma periodicidade semanal e duração aproximada de uma hora, sendo organizadas em ciclos temáticos com a duração média de um mês. 

Mais informações sobre as Omnia Mutantur podem ver vistas aqui

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