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Pedro Siza Vieira assinou Pactos com dez clusters reconhecidos pelo IAPMEI
Ministério assina “compromissos do Estado” para o grande espaço económico “do mundo”
Pedro Siza Vieira assinou Pactos Sectoriais com clusters na UA
O ministro Adjunto e da Economia, acompanhado pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, veio à Universidade de Aveiro (UA) assinar “compromissos do Estado” - frisou o governante -, com dez clusters para ser possível responder aos novos desafios da economia globalizada. Pedro Siza Vieira destacou o “bom momento da economia portuguesa” e a importância destes pactos que pretendem “ir mais longe”, para além do apoio que tem sido dado pela administração pública.

Dez clusters reconhecidos pelo IAPMEI em 2017, no âmbito do Programa Interface, assinaram Pactos Setoriais para a Competitividade e Internacionalização com o Ministério da Economia, dia 11 de setembro no auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro. Aeronáutica, Espaço e Defesa (AED Cluster); Calçado e Moda; Ferrovia; Habitat Sustentável; Mar Português; Petroquímica, Química Industrial e Refinação; Recursos Minerais; Smart Cities; Têxtil e Moda e TICE (Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica) que tem sede em Aveiro. Outros seis assinaram acordos em março e abril deste ano.

Para ir mais longe

Apesar do Estado ter vindo a apoiar, ao longo dos últimos anos, estes clusters que articulam estratégias e desenvolvem projetos de eficiência coletiva, Pedro Siza Vieira considerou que é necessário ir mais longe e referiu a importância da estabilidade nas políticas públicas para as empresas. Os novos Pactos Sectoriais, explica o governante, formulam compromissos bem identificados para responder às necessidades das estratégias definidas pelos próprios clusters ao nível da formação profissional, redução dos custos de contexto e do enquadramento regulatório da atividade de cada um e, sobretudo, no sentido de melhorar o acompanhamento e governança em cada um dos sectores, fixando encontros regulares entre todas as entidades públicas relevantes e cada uma destas estruturas.

O papel dos clusters, que são “uma boa ideia” e “têm sido protagonistas da transformação” para uma economia portuguesa com mais inovação, mais competitiva e exportadora, é decisivo para lidar com os novos desafios. Para continuar a crescer, considera o ministro, é preciso aumentar a produtividade e enfrentar desafios importantes: o reforço do capital humano para responder às necessidades cada vez mais exigentes das empresas portuguesas; a aposta continuada na inovação de produtos e processos – ligando, de forma mais estreita, a inovação feita nas empresas e o trabalho das entidades do sistema científico e tecnológico -; um esforço contínuo no apoio ao investimento empresarial. Além destes desafios, outros que se impõem à Humanidade: os da automação e digitalização; da economia circular e descarbonização; e da transição energética.

O membro do governo sublinhou o “bom momento” da economia portuguesa. O mais notável da transformação estrutural da economia, frisou, é o peso das exportações no conjunto do PIB. Nos últimos três anos, de 2015 a 2018, as exportações portuguesas cresceram em valor mais de 40 por cento, de 64 mil milhões de euros para mais de 90 mil milhões de euros. Encarar esta evolução como uma primeira etapa, implica trabalhar em conjunto – setor privado e administração público – no sentido de objetivos comuns, afirma. “Precisamos de assumir que o mercado das empresas portuguesas já não é só o mercado nacional, mas o grande espaço europeu e do mundo; foi esse espaço internacional que foi abraçado pelas empresas que constituem estes clusters”.

Alinhar estratégias e capacidades

Complementarmente à sessão, o Reitor da UA, Paulo Jorge Ferreira, referiu a participação da UA em vários dos clusters sectoriais, salientou o simbolismo de o ato ter decorrido numa universidade e sublinhou a necessidade de articular estratégias, alinhar capacidades, de forma a que os resultados de uns sejam úteis a outros para enfrentar os desafios desta nova revolução industrial. Tal implica concertação entre universidades e politécnicos, ou seja, as instituições de ensino superior que criam boa parte do conhecimento, entidades do sector privado e suas associações, mas também o alinhamento de políticas públicas, envolvendo o poder local e o poder central.

Na sessão, para além do Reitor da UA, Paulo Jorge Ferreira, e do ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, que foi signatário dos documentos, marcaram ainda presença o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e o secretário de Estado da Economia, João Neves.

No início da sua intervenção, o ministro salientou também o simbolismo do local escolhido para a sessão, dado que as universidades “têm dado um contributo decisivo para o desenvolvimento do país” e tendo em conta o peso da região na economia portuguesa.

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