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Opinião
Professores de Fisoterapia assinalam Dia Mundial desta área da Saúde
Dor crónica – uma doença, não um sintoma!
A dor é subjetiva e individual, mas é sempre REAL!
“A dor é subjetiva e individual, mas é sempre REAL!”. “Se tem dor crónica, deve procurar perceber o que é a dor, que estratégias existem para o/a ajudar a gerir a dor e para se manter ativo.” É um alerta dos professores de Fisioterapia da ESSUA no texto que assinala o Dia Mundial da Fisiterapia.

No dia 8 de setembro assinala-se o Dia Mundial da Fisioterapia. De acordo com a Confederação Mundial de Fisioterapia, este é o dia escolhido para promover a consciencialização do papel fundamental dos fisioterapeutas na saúde das pessoas. O tema deste ano é a dor crónica.

A dor crónica, definida como uma dor que permanece para além do tempo necessário para a cicatrização dos tecidos (geralmente considera-se 3 meses), deve ser considerada uma doença em si mesma e não um sintoma. Afeta todas as faixas etárias, a sua prevalência e o seu impacto funcional são elevados e variam em função da síndrome dolorosa em questão. Diminuir a dor e promover a máxima funcionalidade da pessoa com dor crónica são dois objetivos centrais e transversais a qualquer plano de intervenção na dor crónica.

O Fisioterapeuta tem um papel fundamental, em particular, ajudando a pessoa com dor a compreender a dor e os mecanismos fisiopatológicos associados, a desmistificar crenças erradas, a alterar comportamentos desajustados e a promover o exercício e a função. Na base da dor crónica está, na maioria das vezes, uma alteração nos mecanismos envolvidos no processamento normal da informação nociceptiva, e não, necessariamente, uma alteração dos tecidos. Poucos são os casos em que a dor crónica está associada a lesão ou doença grave. Assim, a intervenção deve centrar-se nos mecanismos da dor crónica.

A dor resulta da interpretação que o cérebro faz da informação que lhe chega.  Esta interpretação é influenciada por fatores relacionados com a pessoa e com o meio que a envolve e devem ser considerados na intervenção. A dor é subjetiva e individual, mas é sempre REAL!

Ao contrário do que muitas pessoas com dor pensam, a atividade física e o exercício são seguros e imprescindíveis para diminuir a dor e melhorar a funcionalidade. Compreender as razões pelas quais a dor permanece na ausência de lesão identificável, diminui a ameaça que a dor representa para a pessoa, ajuda-a a gerir melhor a sua dor e promove a adesão à atividade física e ao exercício. Se tem dor crónica, deve procurar perceber o que é a dor, que estratégias existem para o/a ajudar a gerir a dor e para se manter ativo.

E não se esqueça, a dor é subjetiva e individual, mas é sempre REAL!

Mais informação disponível em:

http://www.apfisio.pt/dia-mundial-da-fisioterapia/

https://www.wcpt.org/wptday

 

Anabela Silva, Rosa Andias, Emanuel Heleno, Maria João Marques, Andreia Rocha

Docentes da Licenciatura em Fisioterapia da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro

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