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Entrevistas
Pessoas UA: Rui Oliveira, estudante da Licenciatura em Enfermagem
"Quero fazer parte da mudança que está a acontecer na UA”
PessoasUA: Rui Oliveira
É jovem, mas já com uma enorme história para contar no que toca ao associativismo, à música e escrita, à representatividade estudantil, à organização de eventos de grande dimensão e à área em que se está a formar na Universidade de Aveiro. Rui Oliveira é estudante da Licenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Saúde, tem 23 anos e é natural de Guimarães. Considera ser uma motivação o investimento de tempo na valorização das pessoas que representa e fazem parte da sua vida.

Para além de estudar na UA, está associado a alguma atividade?

Atualmente, sou Coordenador do Núcleo Associativo de Estudantes da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, representando todos os alunos da área da Enfermagem, Fisioterapia, Terapia da Fala e Imagem Médica e Radioterapia (NAE-ESSUA – AAUAv).Dentro da ESSUA também faço parte do Conselho da Unidade, enquanto representante dos estudantes. Também fiz parte da Direção da AAUAv, durante dois mandatos, primeiro enquanto vogal da Comunicação e Imagem, depois enquanto Vice-presidente do Desporto e Cultura.

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Foto da esquerda: Rui apresenta a edição das Living Room Sessions, projeto criado na Direção da AAUAv, em 2017, enquanto Vice-presidente do Desporto e Cultura. Foto da direita: Rui enquanto Coordenador do NAE-ESSUA, discursa na Cerimónia do Compromisso da ESSUA

Fui voluntário no Lar de Nossa Senhora da Conceição da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras, onde apliquei conhecimentos adquiridos na licenciatura. Ajudava as auxiliares de ação médica, colocando em prática as minhas competências enquanto estudante de Enfermagem, dando-lhes formação em certos procedimentos e corrigindo práticas menos corretas que estas tinham na relação com a pessoa idosa.

Desde os nove anos que faço parte da Associação Recreativa e Cultural da Banda de Música de Felgueiras onde aprendi música, uma das minhas paixões – sou saxofonista.

Fui fundador, em conjunto com uma grande amiga, de um blog de música, o “letra-r”, que mantive ativo durante três anos. Chegámos a ser um dos principais sites de referência, no que à música alternativa portuguesa dizia respeito, tendo sido media partners de alguns festivais de pequena e média dimensão.

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Rui em 2015, onde entrevista o músico Noiserv, para o seu blog, "letra-r"

Também iniciei recentemente um projeto com colegas, chamado “STAY – People experience your story”, na área do Turismo, que visa mudar a forma como os locais e os turistas vivem experiências nas suas comunidades. Tem uma vertente social muito forte, pretendendo dar resposta a uma série de problemas relacionados com a terceira ideia, a perda de identidade dos centros urbanos, a preservação de culturas locais, etc... No início de junho fomos selecionados para marcar presença na Mostra Nacional de Jovens Empreendedores, onde estivemos em representação da UA. Para além disso, fomos também recentemente escolhidos para, em setembro, irmos representar Portugal em Atenas, na Grécia, no Concurso Europeu de Start-Ups Sociais.

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Rui Oliveira, Francisco Coelho, Ruben Moreira e Xavier Vieira, fundadores do projeto STAY, na Mostra Nacional de Jovens Empreendedores

O que o atrai nestas atividades?

A ambição de construir a minha identidade pessoal. Sinto-me constantemente incompleto e estar envolvido em todas estas atividades faz com que cresça e aprenda. Posteriormente posso partilhar os meus conhecimentos com outras pessoas. Permite-me também conhecer novas pessoas e adquirir novas competências, especialmente as vivências relacionadas com o associativismo que são importantíssimas, pois dão-me a oportunidade de errar e de aprender e melhorar constantemente com os erros.

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Rui Oliveira à direita na sessão de abertura das II Health Talks, evento criado pelo NAE-ESSUA para que os estudantes de Saúde possam desenvolver as suas competências

Porque considera importante estar ativo?

É importante porque damos algo à comunidade onde estamos inseridos. Investimos o nosso tempo para valorizar as pessoas que representamos e que estão connosco. É essa a motivação. Quero ser agente de mudança. Quero fazer parte da mudança que está a acontecer na UA.

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Frame da websérie “Vida Académica na Prática”, onde Rui dá o seu contributo enquanto Coordenador do NAE-ESSUA

Sente que estar envolvido nestas atividades mudou a sua forma de ser?

Completamente, mudei a minha forma de pensar e de estar. Era um jovem sem qualquer tipo de consciência social, ambiental, cultural, política... Sem a consciência do que é ser um cidadão do mundo e que todos contribuímos para o mundo onde estamos. O estar envolvido na escrita, na música, no associativismo, na representatividade estudantil, na organização de eventos de grande dimensão, despertou em mim coisas que nunca imaginei ter cá dentro. Devemos sempre ter consciência que as nossas ações espoletam reações nos outros, no ambiente que nos rodeia e onde estamos inseridos e o começar a valorizar essa mentalidade foi importantíssimo para mim.

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Rui ambiciona criar a sua identidade pessoal. Sente-se constantemente incompleto e o facto de estar envolvido em atividades faz com que cresça e aprenda

Há alguma história que o tenha marcado e que queira partilhar?

Lembro-me de algo enquanto Vice-presidente para o Desporto e Cultura da Direção da AAUAv. Estávamos, em 2017, a preparar a candidatura para organizar as Fases Finais dos Campeonatos Nacionais Universitários, um processo bastante exigente, rigoroso e de extrema importância – queríamos que, dez anos depois, as Fases Finais voltassem a Aveiro, ainda por cima em 2018, ano de celebração dos 40 anos da AAUAv. O facto de termos de contactar com a UA, com a Câmara Municipal, com os Serviços de Ação Social e os agentes desportivos da cidade, o mostrar à Federação Académica de Desporto Universitário (FADU) o porquê da importância de Aveiro ser o local ideal para receber estas Fases Finais, foi desafiante.

Um dia o Presidente da AAUAv, que na altura era o Xavier Vieira, convoca uma reunião de urgência. Ficámos surpresos porque não sabíamos o que seria e este tipo de reuniões só era marcada quando algo de mau acontecia. Estávamos os 19 membros na sala de reuniões e o Xavier diz-nos que a FADU escolheu Aveiro. Só conseguimos gritar, saltar, dar murros na mesa e abraçarmo-nos uns aos outros com o êxtase, completamente indescritível de felicidade momentânea. Fez-me perceber que se fizermos as coisas bem-feitas, pensadas, organizadas, com todos os aspetos bem ponderados, acabamos por retirar bons resultados disso.

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Rui nas Fases Finais de Coimbra, 2017, enquanto Vice-presidente do Desporto e Cultura, logo após a equipa de basket masculino ter reconquistado o título de campeão nacional

Numa única palavra como se define?

Talvez inconformado. Quero sempre mais e melhor. Tenho o hábito de pensar as coisas, de em qualquer local ou momento que esteja, olhar em meu redor, tentar perceber os problemas que me rodeiam e pensar em soluções para eles.

Que país gostava de conhecer?

Islândia. É um país lindíssimo, parece que alguém se lembrou de concentrar toda a beleza mundial e há uma exposição a céu aberto. Gostava, se possível até, de viver lá.

Um dia vou…

Não queria usar o cliché de “Quero mudar o Mundo!”, mas lá terá de ser. Nem que isso signifique só ter impacto positivo na vida de uma pessoa, ao ponto de a mudar completamente – isso já é mudar um mundo.

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A série #PessoasUA pretende mostrar as estórias e vivências das pessoas que fazem a comunidade UA. Se conhece alguém que deva estar aqui retratado, envie-nos uma mensagem para noticias@ua.pt com as suas dicas

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