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Dia 11 de abril junto ao Complexo Pedagógico
UA recebe campanha de alerta para o PapilomaVirus Humano
Alertar a comunidade académica para as doenças associadas ao PapilomaVirus Humano (HPV) é o grande objectivo da ação de sensibilização que decorre dia 11 de abril junto ao Complexo Pedagógico da Universidade de Aveiro (UA). A ação surge no âmbito de uma parceria entre o Centro Hospitalar do Baixo Vouga, o Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga, a Câmara de Aveiro e a Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) que, ao longo do mês de abril, quer sensibilizar a população para a Infecção pelo HPV e, com isso, prevenir e diagnosticar precocemente o cancro do colo do útero,

No dia 12 de abril os profissionais de saúde são convidados a participar numa sessão de formação, no Centro Hospitalar do Baixo Vouga sobre o tema. No dia 28 do mesmo mês terá lugar uma caminhada de sensibilização com a população em geral e para a qual se encontram abertas as inscrições através do e-mail girlpower@chbv.min-saude.pt.

Prevenir para não ter de remediar

O cancro do colo do útero é o segundo cancro mais frequente no sexo feminino e representa cerca de 10 por cento de todos os cancros na mulher. Todos os anos são diagnosticados cerca de 500 mil novos casos no mundo. Portugal é o país europeu com maior incidência deste tipo de cancro, com cerca de 900 casos por ano.

O HPV (PapilomaVirus Humano) é um vírus bastante frequente, de transmissão sexual, que se encontra presente em 99,7 por cento dos casos de cancro do colo do útero. É também responsável por condilomas ou verrugas genitais, cancro da vagina e vulva, cancro do ânus e cancro do pénis. Por ser de fácil transmissão estima-se que 75 a 80 por cento dos homens e mulheres sexualmente ativos tenham contacto com o vírus ao longo da sua vida.

Em muitos casos o organismo consegue eliminar o vírus espontaneamente porém, noutras pessoas, o HPV não desaparece e pode causar doença. Embora não seja possível prever quem irá desenvolver a doença associada ao vírus, sabe-se que existem fatores de risco na pré-disposição à patologia como idade, tabagismo, multiplicidade de parceiros sexuais, iniciação sexual precoce e sistema imunitário deprimido.

A primeira estratégia de prevenção da infeção por HPV é a vacinação. A vacina confere proteção contra os principais tipos de HPV, os mais agressivos,  e impede que a infeção se torne persistente. Em Portugal, a vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) para as meninas e deve ser administrada aos 10 anos, em 2 doses. A secção Portuguesa de Colposcopia e Patologia do Trato Genital Inferior recomenda a vacinação, a título individual, das mulheres não abrangidas pelo PNV, bem como a vacinação de rapazes e homens. Neste caso não é comparticipada, mas pode ser administrada por indicação médica.

O uso do preservativo nas relações sexuais, a vacinação contra o vírus HPV e o rastreio regular do cancro do colo do útero (teste Papanicolau) em todas as mulheres permitem prevenir e intervir precocemente no desenvolvimento do cancro do colo do útero. Este rastreio é uma estratégia preventiva muito importante pois permite detetar lesões numa fase inicial, para que estas possam ser tratadas o mais precocemente possível.

Procuramos ganhos em saúde a médio e longo prazo e sabemos que a infecção por HPV é muito frequente, principalmente em adolescente e jovens adultos.

 

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