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Programa conta com participação do Embaixador da China
Diálogos Interculturais com a China motivam congresso, exposições, workshops e aula aberta
Congresso internacional sobre relações Portugal-China assinala diversas efemérides
Promovido pelo Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro (IC-UA) em parceria com várias unidades orgânicas da UA, o 2.º Congresso Internacional “Diálogos Interculturais Portugal-China” oferece um conjunto de eventos sobre as relações multiculturais e sobre a cooperação entre Portugal e a China, num ano rico em efemérides. De facto, em 2019 assinalam-se os 70 anos da proclamação da República Popular da China, os 40 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países e os 20 anos do retorno de Macau à administração chinesa.

Na sessão de abertura do 2.º Congresso Internacional “Diálogos Interculturais Portugal-China”, que se realiza entre 13 e 15 de março, estarão presentes o Reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira, o Embaixador da República Popular da China em Portugal, Cai Run, bem como representantes do Instituto Internacional de Macau, que apoia a organização do Congresso, do Ministério da Educação e dos municípios e escolas com projetos de ensino de Mandarim.

Tal como a primeira, também esta segunda edição concentra as suas principais atividades no Complexo das Ciências de Comunicação e Imagem da UA (CCCI/DeCA/UA, edifício 40), onde 90 conferencistas, oriundos de Portugal, China, Japão e Reino Unido, vão apresentar, além de estudos sobre estes três acontecimentos marcantes da História do século XX, comunicações distribuídas por quatro áreas temáticas: Iniciativa “uma faixa, uma rota”; Diálogos entre Línguas: Literatura, Tradução e Ensino; Cultura e Turismo; e Diálogos artísticos. Nesta paleta variada de comunicações, merece destaque a Conferência de abertura intitulada “Recent Changes in Income Distribution in China”, que vai ser proferida por Li Shi, conceituado Professor da Normal University of Beijing e Member of Advisory Committee of Poverty Alleviation Office of China´s State Council.

Mas o Congresso não se resume apenas a conferências, debates e apresentação de pósteres. Haverá também workshops de Medicina Tradicional Chinesa e de Artes Marciais, uma aula aberta e quatro exposições. Aos congressistas será proporcionada ainda uma visita ao Museu de Aveiro/Santa Joana, que termina com um “Aveiro de Honra” oferecido pela Câmara de Aveiro.

Workshops e aula aberta

Os workshops de Medicina Tradicional Chinesa serão dinamizados pelo médico Zhang Honghuan, e os de Artes Marciais, por Li Ying, ambos da Universidade de Dalian, a universidade chinesa parceira do IC-UA. Estes dois especialistas vão também dar uma aula aberta sobre “Qigong Terapêutico & Conservação e manutenção da saúde através da estimulação dos pontos de acupuntura na Medicina Tradicional Chinesa”, no dia 12 de março, às 11 horas, no Anfiteatro Helena Nazaré, na Escola Superior de Saúde da UA.

Quatro Exposições

As exposições, abertas ao público em geral, distribuem-se por três espaços da UA: “Deambulações pela China”, de Carlos André (CCCI, 13-20 de março); “Recriação do Património: Escultura como intercâmbio da arte budista entre o Oriente e o Ocidente, ao longo da antiga rota da seda” (CCCI, 11-15 de março); Iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” (Complexo Pedagógico, 7-22 de março); “Retratos de Luso-asiáticos de Macau”, de João Palla (sala Hélène de Beauvoir, 13-20 de março).

“Deambulações pela China”

“Deambulações pela China” é uma exposição de 32 fotografias, da autoria de Carlos André, professor universitário (Instituto Politécnico de Macau e Universidade de Coimbra), tradutor, ensaísta e poeta. Algumas destas fotografias de pessoas e dos muitos locais por onde passou na sua missão de promoção da língua portuguesa são ilustradas por poemas publicados no seu livro “…o sol, em nascendo, vê primeiro”.

“Recriação do Património: Escultura como intercâmbio da arte budista entre o Oriente e o Ocidente, ao longo da antiga rota da seda”

Integrada no Ano do Património Cultural Imaterial da Humanidade, celebrado em 2018, esta exposição é constituída por 16 esculturas de barro pintado Niren Zhang, que recriam o panorama humano e cultural na antiga Rota da Seda, bem como a arte e o estilo das dinastias Han e Tang.

Iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”

Constituída por 34 painéis, esta exposição é promovida pela Embaixada da China, em parceria com o IC-UA. A iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota", originada a partir do legado da antiga Rota da Seda, concentra-se em países Asiáticos, Europeus e Africanos, e visa construir uma rede que interligue estes continentes. Mais de 100 países e organizações internacionais têm apoiado e participado, de forma dinâmica, nesta iniciativa. Baseando-se no princípio de crescimento mútuo através de diálogos e cooperações, a iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota" tem como objetivo impulsionar um desenvolvimento conjunto entre os países e regiões ao longo da rota, assim como promover a construção de uma comunidade de interesses e destinos partilhados.

“Retratos de Luso-asiáticos de Macau”

A exposição consiste numa pequena amostra de retratos da comunidade macaense. Os rostos aqui patentes têm grande interesse por serem o espelho de miscigenações que ocorreram durante séculos: num primeiro momento, resultado da chegada a Macau de portugueses e luso-descendentes oriundos de Malaca e da Índia Portuguesa; mais tarde, resultado do cruzamento entre portugueses e chineses.

Para informações mais detalhadas, ver em: http://dialogosipc.web.ua.pt/

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