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Entrevistas
Pessoas UA: Francisca Quelhas, estudante do Mestrado em Gestão
"O desporto teve muito impacto pessoal e foi sem dúvida o que mais me fez crescer"
PessoasUA: Francisca Quelhas
Francisca Quelhas tem 21 anos, é natural da Guarda e está a frequentar o Mestrado em Gestão. Está ligada à Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv). É árbitra e oficial de mesa de basquetebol a nível nacional. A prática de basquetebol e do desporto em geral entrou na sua vida desde muito cedo. Afirma convictamente que estas ocupações enalteceram-na nas vertentes: social, pessoal e profissional. Demonstra ser uma lutadora e não desiste facilmente dos seus objetivos. Acredita que futuramente tudo em que se venha a envolver vai criar impacto na sua e na vida das outras pessoas, é essa a sua ambição.

Numa única palavra como se define?

Persistente. Nunca desisto de lutar pelos meus ideais, os meus objetivos e por aquilo em que acredito.

Tem algum ídolo?

Os meus pais, porque são pessoas trabalhadoras, exigentes, simples e por tudo aquilo que me têm ensinado ao longo da vida. 

Para além de estudar na UA, pratica alguma atividade?

Já fiz muita coisa, como por exemplo ser treinadora de basquetebol, mas de momento sou árbitra e oficial de mesa de basquetebol a nível nacional. Fui vogal para Desporto e Cultura na Associação Académica da UA, e recentemente iniciei um novo mandato como Tesoureira Adjunta.

Há alguma história que gostasse de partilhar que a tenha marcado?

Tenho imensas. Mas há uma que me marcou, quando fiz parte do Núcleo de Estudantes de Gestão. Organizávamos um evento que é o Sport Challenge, eu era da secção desportiva. O objetivo era juntar estudantes, docentes e empresas aliados ao desporto, era algo difícil de conseguir, mas trabalhámos para fazer acontecer. Eu queria muito trazer figuras do desporto nacional com muito impacto. Conseguimos trazer a Inês Henriques. Também queríamos muito trazer a Rosa Mota pelo impacto que tem no desporto. Convidámo-la, mas, entretanto, teve uma lesão que a impedia de conseguir vir pois estaria em fase de recuperação. Estávamos naquele impasse se ela viria ou não.

No dia anterior ao evento liga-me o agente dela que me diz que provavelmente não poderia vir, mas que no final do dia nos dava a confirmação. Pensei sempre que não viria, perdi quase as esperanças e, entretanto, ele volta a ligar e afinal ela vinha! Pulei de alegria!

Fui ter com o colega responsável pela comunicação do evento e meti-me com ele questionando como viria no dia seguinte para o evento, ele achou estranha a minha questão, mas respondi-lhe sem que ele me desse a sua resposta: "venho de mota e com uma rosa na mão" - ele percebeu logo e abraçamo-nos e rimos imenso.

O nosso trabalho estava a dar frutos. Foi muito bom!

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Francisca convidou a atleta Rosa Mota para fazer parte do evento Sport Challenge

Está muito ligada ao desporto, pratica algum atualmente?

Pratiquei durante 8 anos basquetebol, fui federada, agora pratico, mas apenas como passatempo.

Também pratiquei natação, gosto do desporto em geral, mas o basquetebol foi sem dúvida o desporto que mais me marcou.

Devo muito do que sou hoje por tudo aquilo que aprendi e vivi no basquetebol. 

Sente que o desporto mudou a Francisca que é atualmente?

Sim. Eu comecei a praticar desporto muito cedo. Estava sempre no meu canto, era um bocado desligada daquilo que me rodeava e o facto de me envolver numa equipa fez com que trabalhasse em equipa, que cuidasse de mim mesma, me empenhasse e tentasse crescer e evoluir cada vez tendo mais responsabilidade dentro da equipa.

Tinha que saber agir, errei bastante, no desporto erra-se imenso, mas são esses mesmos erros que nos fazem crescer. E por isso o que tiro disso é que com os erros consegui perceber como é que vou crescer a partir dali. Principalmente quando se trata de trabalhar em equipa. É complicado, exigente, tive de liderar uma equipa diversas vezes.

Na minha vida pessoal ajudou-me imenso, agora interajo mais com as pessoas, idealizo novos e diferentes pensamentos que até aí então não tinha, se errar, pelo menos tentei e isso é o principal, mas se é para fazer, faço tudo para o conseguir bem feito. Por isso digo que o desporto mudou a minha vida e faz de mim o que sou hoje. 

Trouxe um objeto consigo, quer-nos falar porque o escolheu?

Trouxe uma bola de basquetebol comigo, tal como disse anteriormente este desporto teve muito impacto na minha vida, foi sem dúvida o desporto que mais me fez crescer.

Esta bola é o símbolo da minha vida porque quando estou stressada, quando estou cansada, quando preciso de tempo livre, simplesmente vou jogar e tudo muda. Ou quando surgem problemas na minha vida, a forma como procuro atenuá-los é pensar nas dinâmicas de equipa dentro de campo que se podem adaptar perfeitamente na minha vida real. Tudo se torna mais simples.

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Francisca trouxe consigo uma bola de basquetebol. Este objeto simboliza o desporto que sempre esteve presente na sua vida e que foi crucial para a fazer crescer e evoluir enquanto pessoa

Eu dia vou…

Olhar para trás e vou sentir-me realizada por tudo aquilo que fiz e por aquilo que ainda não fiz. Assim como por tudo aquilo que decidi deixar por fazer por ainda não ser o tempo certo. Quero sentir que tudo o que fiz foi construtivo para mim, que causou impacto e criou valor na minha vida e na das pessoas que se cruzaram comigo ao longo dela.

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A série #PessoasUA pretende mostrar as estórias e vivências das pessoas que fazem a comunidade UA. Se conhece alguém que deva estar aqui retratado, envie-nos uma mensagem para noticias@ua.pt com as suas dicas.

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