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Cultura
Dia 21 de fevereiro, entre as 18h30 e as 19h30, na Sala de Drama do DEP
Os meninos e as meninas dançam? O DançArte já está à vossa espera
Queres integrar o grupo de Dança Inclusiva da Universidade de Aveiro (UA)? Então, aparece no próximo dia 21 de fevereiro, entre as 18h30 e as 19h30, na Sala de Drama, do Departamento de Educação e Psicologia, onde decorrerá uma atividade ligada à dança orientada por um membro do setor de dança da AAUAv – DançArte.

Pensas que não sabes dançar? Não te preocupes. Vai ser divertido, inclusivo e uma boa forma de fazeres novos amigos. A atividade está aberta a todos os membros da comunidade académica da UA, portugueses e estrangeiros, de qualquer idade e condição porque a inclusão é para todos!

DançArte: a história

Já lá vão mais de 10 anos, quando, após uma atuação, no Teatro Aveirense, de um grupo de dança inclusiva da ilha da Madeira, surgiu a ideia de formar um grupo semelhante na Universidade de Aveiro (UA). Inicialmente, a intenção era promover o convívio, fora das atividades habituais de apoio, entre os voluntários do Gabinete Pedagógico (GP) e os colegas com deficiência.

Por essa altura, lembra Gracinda Martins, coordenadora do GP, “tinha tomado posse uma nova equipa da Associação Académica; como é habitual, os dirigentes da área da Política Educativa agendaram uma reunião com o GP e manifestaram a vontade de realizarem, em conjunto com o GP, algumas atividades com os colegas com deficiência. Esta vontade não podia vir em melhor ocasião, dado que a ideia já estava a germinar. Uma das dirigentes, a Cidália Morais, sempre entusiasta e com vontade de se envolver em empresas novas, foi uma excelente colaboradora”.

A primeira atuação aconteceu na cantina do Crasto, no decorrer de um jantar com olhos vendados, organizado com o objetivo de sensibilizar a comunidade académica para os entraves que a sociedade, com frequência, coloca às pessoas com deficiência visual.

Nascia assim o grupo de dança inclusiva da UA, composto, à data, por estudantes com deficiências motoras e visuais e por voluntários do GP. O sucesso obtido na atuação e a vontade dos bailarinos de darem continuidade à atividade foi tal que a Reitoria respondeu à solicitação para que, umas semanas depois, atuassem no final duma cerimónia oficial da UA.

A partir daí, e integrando novos estudantes (para além dos estudantes com deficiência e dos voluntários) atuaram, em datas significativas, não só no Campus, mas também em vários locais da cidade e apresentaram coreografias no âmbito de projetos que a Câmara Municipal de Aveiro desenvolveu em colaboração com a UA.

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Um dos muitos espetáculos do DançArte, desta vez no Forum Aveiro durante a época natalícia

“Que orgulho sentimos, quando, numa das atividades de sensibilização para a diferença, constante do programa desses projetos, ouvimos, através dos altifalantes da Feira de Março, o anúncio da atuação do Grupo de Dança Inclusiva da Universidade de Aveiro, acompanhado pela Tuna Feminina (TFAAUAv) ou, os elogios e a admiração da população, que não sabia que na UA existia este grupo, após uma exibição, no Fórum, ao som da belíssima composição “Barco de Aveiro”, executada pela Tuna Universitária (TUA) que, também, algumas vezes, acompanhou os colegas bailarinos e animou ainda mais a festa com a sua jovialidade”, lembra Gracinda Martins.

E o que dizer de um “trabalho notável, concebido pelo Professor Doutor Paulo Rodrigues, do Departamento de Comunicação e Arte, para ser interpretado pelos seus alunos do curso de Mestrado em Música, em conjunto com o grupo de dança inclusiva?! Foi um trabalho de grande qualidade, como os reconhecidos talento e criatividade do Professor Paulo Rodrigues já deixavam adivinhar e que o grupo de músicos e bailarinos executou com muito profissionalismo”.

Quem viveu estes momentos, sublinha a coordenadora do GP,  “jamais os esquecerá e terá, certamente, aprendido a valorizar o prazer que as coisas simples proporcionam. Terá aprendido que é legítimo o orgulho resultante de pequenos feitos, que se fazem grandes quando permitem consolidar as amizades estabelecidas ou dar início a outras que ficarão para a vida. Terá, sobretudo, aprendido a olhar a diferença como algo não só natural, mas muito enriquecedor.Terão aprendido estes valores os 30 alunos do primeiro ano, que, no âmbito de sessões de reflexão sobre a diferença e a inclusão na UA, organizadas pelo Conselho do Salgado, com a participação do GP, quiseram fazer parte duma coreografia com os colegas com deficiência”.

Mas, voltando à história do grupo: “no início, beneficiou da boa vontade de coreógrafos amigos, como o coreógrafo e bailarino Claudinei Garcia que tão amavelmente quis orientar este grupo e de quem temos gratíssimas recordações”.

Mas era urgente procurar alguém, na UA, que quisesse fazer novas coreografias para o grupo. “E a resposta chegou, célere, da Tuna Feminina e de outras alunas que trouxeram grande dinamismo ao grupo e se revelaram boas líderes - a Mariana Mota, a Inês, entre outras, ou a Ana Sousa que concebeu bonitas coreografias e soube bem interiorizar a filosofia do grupo – todos fazem tudo, porque todos são capazes. Podem fazê-lo de forma diferente, mas fazem. Isto é inclusão”.

Já lá iam uns bons anos, desde a sua formação, e o grupo continuava a depender do GP que, embora contando com as preciosas colaborações mencionadas, não podia continuar com a responsabilidade do grupo, tanto mais que os bailarinos manifestavam vontade de praticar a atividade de uma forma mais intensiva. Assim sendo, quem melhor do que a AAUAv para integrar a dança nas suas atividades? Finalmente, havia um setor da AAUAv que ia integrar a Dança Inclusiva. Nascia o DançArte.

“Por contingências diversas”, lembra a responsável, “seguiram-se 2 ou 3 anos em que o grupo esteve um pouco parado, mas, finalmente, vai voltar à atividade. A Catarina Costa e Juliana Reis, dirigentes associativas, vão dar nova vida ao DançArte, que assumirá as responsabilidades e o mérito do trabalho que vai desenvolver, mas poderá sempre contar com o apoio do GP”.

“Não tenho dúvidas de que o DançArte vai envidar todos os esforços para que a atividade recupere o sucesso passado, mas o seu empenho será inglório se não houver bailarinos. Entre outras coisas, e como já foi referido, o grupo de dança inclusiva teve o mérito de fomentar amizades e de, em alguns casos, quebrar algum isolamento em termos sociais. É um excelente incentivo. Vale a pena experimentar”, desafia.

 

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