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Entrevistas
Professores UA: António Andrade, professor do Departamento de Línguas e Culturas
“Fascina-me o ato de descobrir, de compreender, de propor a interpretação de textos e documentos”
António Andrade diretor de Curso da Licenciatura em Línguas e Estudos Editoriais
O que mais o atrai no ensino é o “contacto renovado todos os anos com as novas gerações, a oportunidade de acompanhar de perto e de contribuir decisivamente para a formação integral dos alunos. Na investigação, prefere a intersecção entre literatura, história e ciência, sobretudo, na época do Renascimento. Falamos de António Andrade, diretor de Curso da Licenciatura em Línguas e Estudos Editoriais, que se confessa fascinado pelo “ato de descobrir, de compreender, de propor a leitura e a interpretação de textos e documentos”.

Como define um bom professor?

Julgo que um bom professor é aquele que consegue proporcionar aos alunos a oportunidade de se superarem a si próprios, mostrando-lhes que, em grande medida, detêm nas suas próprias mãos a capacidade e o conhecimento necessários para progredirem e alcançarem os seus objetivos.

O que mais o fascina no ensino e na investigação?

O que mais me atrai no ensino, e também na investigação, é o contacto renovado todos os anos com as novas gerações, a oportunidade de acompanhar de perto e de contribuir decisivamente para a formação integral dos alunos, assistindo à sua progressão ao longo do tempo. Na investigação, em particular, interessa-me, desde há alguns anos, a intersecção entre literatura, história e ciência no mundo extraordinário do Renascimento, sobretudo no que concerne ao papel dos judeus e cristãos-novos portugueses. Fascina-me, sobremaneira, o ato de descobrir, de compreender, de propor a leitura e a interpretação de textos e documentos.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes nos cursos (curso) a que está ligado?

Considero a formação ministrada aos estudantes dos cursos a que estou ligado, em particular os do Departamento de Línguas e Culturas, uma formação de excelência, capaz de os preparar convenientemente para o prosseguimento de estudos ou para a entrada no mercado de trabalho, formando-os integralmente enquanto indivíduos e cidadãos.

Se quisesse dar conselho aos seus alunos, que conselho daria?

Aconselharia vivamente os meus alunos a aproveitarem as oportunidades que se lhes deparam, nomeadamente a de obterem, com a sua aplicação e esforço incondicionais, uma formação de qualidade numa instituição de referência como é a Universidade de Aveiro. Estou convicto de que esta formação constituirá um fator decisivo no seu futuro.

Houve alguma turma que mais o tivesse marcado? Porquê?

Não quero destacar aqui nenhuma das minhas turmas, embora ao longo dos anos, como é natural, tenha encontrado nas várias disciplinas que tenho lecionado grupos muito distintos e diversificados.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes noutro contexto?

Tenho um episódio curioso que me ficou para sempre na memória. Nas primeiras aulas que dei há quase 30 anos, na Universidade do Algarve, os alunos começaram, a espaços, a rir-se e a cochichar, o que me fez ficar ainda mais nervoso do que já estava. Enfim, depois de tentar em vão, comigo próprio, encontrar uma razão plausível para aquela situação inesperada e desagradável, interpelei os alunos, questionando-os por que razão estavam todos a rir-se. Ora, como se nada fosse, ainda se riram mais após esta minha tentativa falhada de repor a normalidade. Confesso que foi um momento de grande desconcerto. E qual era, afinal, a razão? Responderam-me os alunos, oriundos maioritariamente do Alentejo e do Algarve, que se estavam a rir porque achavam imensa graça às minhas constantes trocas do "v" pelo "b"… Ainda hoje aproveito este episódio inesquecível, quando abordo com os alunos a questão das variações dialetais da língua portuguesa.

descrição para leitores de ecrã
Os tempos livres de António Andrade são ocupados com viagens, leituras, caminhadas e passeios em bicicleta.

IMPRESSÃO DIGITAL

Traço principal do seu carácter

Persistência.

Ocupação preferida nos tempos livres

Viajar, ler, caminhar e andar de bicicleta.

O que não dispensa no dia-a-dia

Um café de manhã.

O desejo que ainda está por realizar

Desenvolver projetos de investigação sobre alguns temas já identificados, mas que aguardam tratamento por falta de oportunidade.

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