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Dia 15 de fevereiro, às 16h30, no Anfiteatro João Branco, no DeCA
Samuel Pompeo apresenta "Choro contemporâneo" no talk-ip
Samuel Pompeo apresenta
O Post-ip, post-in-progress, leva a cabo mais uma edição do talk-ip! O talk-ip consiste num formato de conferências ou recitais-conferência onde os alunos de pós-graduação (mestrado ou doutoramento) apresentam e discutem o seu trabalho. Através desta discussão podem ouvir ideias, pontos de vista e contributos dos seus pares, para os trabalhos que irão defender no futuro. Todos os alunos de pós-graduação estão convidados a enviar as suas propostas de conferencias ou recitais-conferência. A próxima edição do Talk-ip acontece no Anfiteatro João Branco no dia 15 de fevereiro, pelas 16h30, com o convidado Samuel Pompeo.

Samuel Pompeo é saxofonista, flautista e arranjador. Possui bacharelado em música pela Faculdade Integral Cantareira (2012) e mestrado na área da Educação Musical (estudos sobre a prática da sonoridade no saxofone) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), em 2016. É professor na Escola de Música do Theatro Municipal de São Paulo, da Escola Municipal de Música de São Paulo e professor convidado do festival “Fiato Al Brasile” na Itália. Ao longo da sua carreira como performer, tocou em orquestras sinfónicas brasileiras como a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) e Orquestra Experimental de Repertório (São Paulo). Vem participando em concertos junto a nomes do jazz como a Banda Mantiqueira, Tad Nash (EUA), Ben Alisson (EUA), Ohad Talmor (EUA), Bepi Damati (Itália), Gilson Peranzzetta (Brasil), Ryan Keberle (EUA) e Woody Witt (EUA). Gravou ou tocou com vários nomes da música popular brasileira e internacional, entre eles Jane Duboc, Elba Ramalho, Alceu Valença, Gilberto Gil, Pepeu Gomes, Jon Anderson (Yes), Alice Cooper, Fito Paes, Toquinho, Maria Rita, Jair Rodrigues, Simoninha, Ivan Lins, Gal Costa e Zélia Duncan. Participa ainda da Soundscape Big Band, da Banda Urbana e é líder do Samuel Pompeo Quinteto. Com este grupo, desde 2014, explora um repertório que intersecciona o choro, o jazz e música de concerto. O resultado desse trabalho foi registado num disco denominado “Que Descaída”, gravado em São Paulo no ano de 2016. 

 

Título:

Choro contemporâneo: recursos e ferramentas para o processo criativo e performático

 

Resumo:

Final do século XIX, começo do século XX. Nova Orleães nos Estados Unidos e Rio de Janeiro no Brasil. Da mistura das europeias polca, schottish e mazurca com o ritmo e a melodia de músicas dos povos africanos levados às Américas emergem dois géneros: o choro e o jazz. Ao longo do século XX, enquanto o jazz caminhou do ragtime até as experimentações com o free jazz, o choro manteve-se mais próximo dos conceitos composicionais e performativos observados no início da sua história.

Diante desse cenário, indago: qual seria a sonoridade de um “choro contemporâneo” caso ele tivesse tomado um caminho de desenvolvimento estilístico composicional e performativo semelhante ao do jazz? 

As primeiras pistas surgiram através da análise de obras representativas dos dois géneros, nas quais foram notadas características tomadas à luz do conceito de hibridação. Para efeito de esclarecimento, tomo como referencial teórico o processo de hibridação de Garcia Canclini (2015), segundo o qual a combinação entre elementos de géneros musicais distintos é fruto de um “processo sociocultural em que estruturas ou práticas discretas que existiam separadamente se combinam para gerar novas estruturas, objetos e práticas” (p. XIX, 2015). Segundo Costa e Castro (2011), a hibridação proposta por Garcia Canclini descarta a limitação em que só é híbrido aquilo que nasce de fontes puras. É nesse sentido, portanto, que ressalto que os dois géneros citados neste trabalho são o resultado da fusão de múltiplos elementos musicais e culturais. A indagação e os contributos dos autores referidos acima também encontram ressonância no trabalho performativo que passei a desenvolver com o meu próprio grupo, o Samuel Pompeo Quinteto, desde 2014. Nesse sentido, esta conferência propõe a apresentação de peças do repertório – presentes no álbum “Que Descaída” gravado em 2016 – primeiramente em suas versões originais e, num segundo momento, de acordo com os recursos e ferramentas utilizadas durante o processo criativo e performático proposto por esse trabalho. Após a apresentação, é sugerida uma breve discussão sobre cada uma das músicas apresentadas.

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