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Cultura
De 16 de janeiro a 26 de fevereiro, na Sala Hélène de Beauvoir. A partir de 27 de fevereiro, no Departamento de Biologia
"7 anos de Ilustração Científica na UA - a excelência do ensino" em exposição
Daria Dzyuba gato-bravo
A exposição "7 anos de Ilustração Científica na UA - a excelência do ensino" está patente na Sala Hélène de Beauvoir, da Biblioteca da Universidade de Aveiro (UA), de 16 de janeiro a 26 de fevereiro. Esta mostra coletiva dedicada à Ilustração da Ciência surge do empenho, dedicação e arte de todos os alunos que já passaram pelo Laboratório de Ilustração Científica (LIC), seja porque frequentaram uma das sete edições do Curso de Formação em Ilustração Científica (CFIC) ou pelos respetivos estágios de capacitação.

Como não é possível exibir os trabalhos de todos os alunos do CFIC, esta exposição constitui uma síntese daqueles mais representativos do rigor e honestidade científica, bem como da perícia exigível a quem quer fazer da ilustração científica um futuro. A mostra reúne assim um total diversificado de 50 quadros, incidindo sobre várias das temáticas e técnicas que são ensinadas com zelo e dedicação pelo corpo docente — professores com enorme experiência profissional e sobejamente reconhecidos pela sua excelência e competência, em Portugal e além fronteiras. Não é, pois, de estranhar que muitos dos 34 alunos, que hoje aqui se estreiam sejam oriundos de outros países e tenham rumado à UA para aprenderem mais e melhor.

Em pleno 8ª edição deste curso anual (os únicos em Portugal com esta longevidade e sempre em crescendo) e fazendo juz à inestimável ajuda de todo um excelente grupo de novos alunos, este evento abre as comemorações de sete ininterruptos anos de edições CFIC. 

“Formámos muitos e variados alunos, com diferentes nacionalidades, necessidades e expetativas, mas chegámos ao fim de cada ano letivo (começa em outubro e termina em Junho, reunindo 10 disciplinas com uma equivalência de 60 ECTS) com a sensação do dever cumprido, a vontade de ainda fazer melhor no ano seguinte e, acima de tudo, um novo e dedicado grupo de amigos — muito deles continuando sob nossa orientação no Mestrado em Biologia Aplicada com Especialização em Ilustração Científica ou ainda no Programa Doutoral em Biologia, Especialização em Comunicação, Divulgação e Ilustração Biológicas”, apontam os responsáveis.

O 7, explicam, “pela simbologia do número em si, é representativo de uma renovação cíclica, típica de quem procura evoluir e ofertar sempre o melhor no campo do ensino, mas mantendo-se fiel à fórmula de continuar a ser sempre o mais inovador e original — para que outros possam continuar a adoptar o nosso modelo de formação e a nossa escola de como bem fazer IC (como tem acontecido já em outras instituições portuguesas do Ensino Superior, ou até noutros países da Europa e América do Sul)”. No fundo, adiantam, “não estamos só a capacitar os nossos alunos para poderem ser excelentes profissionais, como acabamos também por formar dedicados ‘missionários’ da Ciência Visual e que assim disseminam os nossos métodos e pedagogias por outras paragens”.

Através de iniciativas próprias, os estudantes alunos têm sido distinguidos em certames e concursos prestigiados e alguns iniciaram uma carreira promissora. Outros, através dos Projetos Inclusivos, têm aderido a oportunidades várias e colaborado afincadamente em vários projetos editoriais (em livros, como “Sesimbra, por fora e por dentro”, de 2016; “Guia de Observação das Aves para a Pateira de Fermentelos”, de 2017; ou ainda, o “Macroalgas marinhas da costa portuguesa”, de 2015, com o qual foram co-galardoados com o Prémio do Mar Rei D. Carlos I , na sua 18º edição).

Talvez o mais importante de todos eles, por variadíssimas razões, seja o terem participado na elaboração das ilustrações dos manuais escolares para o 5º ano (2017) e para o 6º ano de escolaridade “Terra à Vista”, da Porto Editora (que se tornarm um sucesso nas adopções nas escolas nacionais), ou ainda dos “Novo CSI 6”  e  “#Ciência 6” produzidos pela Arial Editores.

“Além do orgulho maior em saberem que as gerações futuras aprendem através das nossas ilustrações científicas, fica inequivocamente demonstrado que estas imagens, mais do que apenas informativas ou modeladoras, são também um inesgotável e incomparável recurso didático-pedagógico”, congratulam-se os responsáveis pelo  CFIC.

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