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Entrevistas
Antigos Alunos UA: Ricardo Neta, Engenharia Mecânica
Antigo aluno quer ser um dos principais produtores mundiais de estruturas para energia das ondas
Ricardo Neta trabalha em aplicações marítimas em materiais compósitos
Ainda durante a universidade, Ricardo Neta começou a desenvolver pranchas de surf em compósitos de baixo peso e alta eficiência. Esta experiência foi importante para a criação da atual empresa, a Composite Solutions, dedicada a aplicações marítimas. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Aveiro (UA), reconhece que os conhecimentos adquiridos foram determinantes para o sucesso da sua vida profissional. Quer trabalhar para ser um dos principais produtores de estruturas para energia das ondas no mundo.

Que motivos identifica para a escolha de estudar na Universidade de Aveiro?

Um curso abrangente que me permitiria apren­der as bases da mecânica, robótica, simulações estruturais, sem estar apenas focado num ponto, não fechando portas e possibilitando escolher no fim do curso uma indústria que mais gostasse (aeronáutica, naval, espacial, automóvel etc.).

Sempre soube qual a atividade que viria a seguir? Corresponde à atividade principal atual?

Não. No secundário gostava de tudo, biologia, química física etc. Tinha boas notas e, até dois dias antes de me inscrever no Curso de Mecânica em Aveiro, queria seguir Medicina. Ainda bem que mudei de opinião antes de me inscrever.

O que mais o marcou na Universidade de Aveiro?

Ter professores que sabem que podemos fazer melhor e não nos deixam passar com 10. Instigam-nos a trabalhar para acabar com 17.

Tenho de referir o professor Queirós de Melo que me orientou na tese e sempre se mostrou disponível para ajudar nos projetos que se seguiram, e o profes­sor Vítor Santos que sempre me obrigou a fazer melhor e me apresentou a robótica e visão artificial.

É fundador da Composite Solutions. Como surgiu a ideia de fundar este projeto empresarial? Quais as ambições da Composite Solutions e as perspetivas de crescimento?

A ideia está diretamente ligada ao desenvolvi­mento de soluções em compósito para aplicações marítimas.

Neste momento estamos a crescer para três sectores distintos. A Composite Solutions manter-se -á como o núcleo de desenvolvimento e produção de protó­tipos alargando o seu âmbito, deixando apenas de apostar na área do mar e passando para a aeronáu­tica e a aeroespacial.

A WLboats passará a ser uma nova empresa nascida da Composite Solutions, centrada na produção em grande escala de embarcações elétri­cas e casas flutuantes solares.

A Composite Solutions Renewables estará focada na produção em série de equipamentos ligados à energia renovável em offshore (estruturas de gran­des dimensões, tanques de alta pressão etc.).

Estamos a fazer um investimento bastante gran­de de expansão no sector renovável com o objetivo de passarmos a ser os principais produtores de estruturas para energia das ondas no mundo.

(Entrevista publicada também na revista Linhas nº 30).

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