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Entrevistas
Antigos alunos UA - Daniel Amorim, Engenharia Geológica
“Foi nesta casa que cresci a nível académico, associativo e, acima de tudo, pessoal”
Daniel Amorim é gestor de ciência e tecnologia na UA e sócio-gerente do Piano Bar
“A Universidade de Aveiro não só correspondeu como ultrapassou todas as expectativas que tinha. Foi nesta casa que cresci a nível académico, associativo e, acima de tudo, pessoal”. Daniel Amorim, licenciado em Engenharia Geológica, resume assim o seu percurso na Universidade de Aveiro (UA). Neste percurso, o antigo aluno inclui a sua participação ativa na vida associativa, tanto na qualidade de vice-presidente para a Cultura da Associação Académica (AAUAv), como na de membro e presidente da Magna Tuna Cartola, núcleo da AAUAv. Para além do trabalho na UA, como gestor de ciência e tecnologia nas Plataformas Tecnológicas dos Moldes & Plásticos e Habitat@UA, iniciou-se como empresário e sócio-gerente do ramo da restauração com o renovado Piano Bar, em Aveiro.

Quais os motivos que o levaram a estudar na Universidade de Aveiro?

Na verdade, tudo aconteceu por acaso. Não entrei por uma décima no curso de Engenharia de Minas e Geoambiente na FEUP, ingressando na UA.

Antes de chegar a Aveiro já me tinha candidatado à segunda fase porque o meu objetivo desde sempre tinha sido estudar no Porto. No entanto uma semana em Aveiro bastou para ficar apaixonado pela cidade, pelo magnífico campus da nossa Universidade e por toda a gente fantástica que conheci no início.

O curso correspondeu às suas expectativas? E a Universidade de Aveiro?

O curso correspondeu às minhas expectativas muito pelo facto de todos os professores e staff técnico de Geociências se mostrarem sempre disponíveis para ajudar. Creio que o facto do curso de Engenharia Geológica ser pequeno, ajuda muito mais no entrosamento.

A Universidade de Aveiro não só correspondeu como ultrapassou todas as expectativas que tinha. Foi nesta casa que cresci a nível académico, associativo e acima de tudo pessoal. Tenho um carinho enorme pela UA e assumo-me como um verdadeiro embaixador da Universidade de Aveiro.

O que mais o marcou na Universidade de Aveiro? (algum professor/colega/ episódio?)

Diria: os colegas que, depois, se transformaram em amigos e, neste momento, já são família.

Guarda boas memórias do período em que esteve envolvido na Magna Tuna Cartola… Sempre foi uma escola de boa camaradagem, de música e de criatividade… Quer contar um episódio curioso?

A Magna Tuna Cartola foi uma grande “escola”. Lá desenvolvi as chamadas soft skills mesmo sem saber que o estava a fazer – o que reforça o impacto das atividades extracurriculares.

Episódios curiosos existem imensos, mas guardo muitas boas recordações de duas viagens que fizemos pela Europa onde íamos tocando para ganhar dinheiro e consequentemente abastecer a carrinha para podermos continuar a nossa jornada. Foram várias noites seguidas a comer mal, a dormir em estações de serviço dentro de uma carrinha com um calor insuportável, mas voltaria a repetir sem dúvida alguma.

Para além do trabalho diário na UA/UATEC, iniciou recentemente, juntamente com outros antigos alunos da UA, a atividade como empresário do ramo da restauração, reconvertendo um bar com muitos anos e uma extensa história em Aveiro, o Piano Bar. Quais vão ser as caraterísticas distintivas? Quais os objetivos deste espaço reconvertido?

A ideia para o Piano é este ser um entreposto cultural na cidade de Aveiro. Queremos que seja um espaço vivo e em constante transformação. Que seja utilizado para divulgação de música, artes plásticas, stand-up comedy, etc.

Relativamente à decoração tentamos, de alguma forma, manter o lado promíscuo e excêntrico do antigo Piano Bar com uma combinação de néons vermelhos e tetos da Capela Sistina, conjugando cortinas de veludo e um palco para performances.

Do ponto de vista ambiental pensamos que o Piano Bar deveria ser o mais sustentável possível, daí termos optado por reduzir todo o tipo de plástico, passando a ter bebidas somente em vidro e palhinhas de bambu.

Como correu a inauguração no passado dia 23 de junho?

A inauguração foi fantástica. Foi uma festa bonita onde conseguimos juntar família e amigos que nos ajudaram durante o arranque desta aventura. Todos tínhamos o feeling que iria correr bem, mas superou as nossas expectativas a todos os níveis.

Tinha intenção, antes da formação na UA, de desenvolver a atividade atual – colaborador na UATEC e empresário do ramo bares/restauração/cultura? A partir de que momento começou a definir as ideias neste capítulo?

Eu não sabia bem o que queria fazer, mas sempre tive certezas daquilo que não gostaria de fazer.

Nunca imaginei que algum dia estivesse na Unidade de Transferência de Tecnologia da UA, mas quando surgiu a oportunidade não duvidei que seria uma experiência extremamente enriquecedora. Aliás, a partir do momento em que percebi que a Universidade é o instrumento que permite criar o mais valioso recurso de qualquer empresa/entidade, soube que me iria sentir bem enquanto colaborador da UA.

O envolvimento no Piano Bar acabou por acontecer quase por acaso. Todos os sócios são confessos apaixonados por cultura. Quando começámos a falar do o Piano Bar e de o transformar numa casa viva, tudo começou a fazer sentido e, imediatamente, ficámos excitados com o conceito que queríamos para a nossa casa.

Foi fácil começar a carreira profissional nestas áreas? Refira os principais fatores que contribuíram para a facilidade/dificuldade.

O trabalho nas Plataformas Tecnológicas da UA está a ser deveras desafiante. Ter a oportunidade de estar envolvido em projetos de extrema valia para a Universidade e também para a sociedade é algo fantástico.

Iniciar atividade enquanto empresário é um desafio enorme que permite ver o lado que não conhecemos. É uma avalanche de burocracia com temos de lidar e, sem dúvida, que essa é a parte mais complexa. No entanto, é extremamente recompensador ver o trabalho árduo de meses culminar em algo que diz tanto a todos os envolvidos!

O que mais o fascina nessas suas atuais atividades?

A interação com as empresas é sem dúvida o mais interessante. Ser o elo de ligação entre as empresas e o know-how da Universidade é fascinante.

Como empresário e sócio-gerente do Piano Bar, o contacto com o cliente e o sentir que o fazemos estar confortável no nosso espaço é também bastante recompensador.

Como empreendedor no ramo específico dos bares, quer deixar algumas dicas aos recém-formados na UA que pretendam seguir esse percurso?

Não há receitas nem dicas. O mais importante é acreditar no projeto e ter uma equipa coesa. Estes dois fatores são extremamente importantes para qualquer projeto funcionar.

Tem alguma outra atividade paralela que queira referir? Como descomprime do stresse do dia a dia?

Essencialmente com música. Adoro ir a concertos, mas uma boa música, ouvida com headphones, ajuda-me a distrair de tudo.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício das suas atuais atividades? O percurso na UA teve algum efeito no seu caminho profissional/atividades paralelas que exerce? De que maneira?

Acredito que acima de tudo a Universidade me ensinou a ser crítico. Um curso superior serve para nos dotarmos academicamente, mas também para aprendermos a interagir em sociedade e para termos capacidade de pensar out-of-the-box.

Mais do que simplesmente me formar enquanto Engenheiro, a UA permitiu-me formar enquanto pessoa e foi aqui que conheci algumas das pessoas mais importantes da minha vida que ainda me acompanham e certamente irão acompanhar por muito e bons anos.

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