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Distinções
Investigadora do DEGEIT conquista Categoria Estudos e Trabalhos de Investigação
Andreia Vitória conquista a 9ª Edição do Prémio Agostinho Roseta
Andreia Vitória
Tem por tema "Todos temos idade: Em prol do diálogo intergeracional nas organizações" e acaba de conquistar o Prémio Agostinho Roseta na categoria Estudos e Trabalhos de Investigação. Assinado por Andreia Vitória, investigadora do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da Universidade de Aveiro (UA) e por Arménio Rego, docente da Católica Porto Business School, o trabalho mostra que pessoas de diferentes idades são igualmente importantes para o sucesso das organizações.

“Em virtude das transformações sociais e demográficas ocorridas nas últimas décadas, todos teremos que trabalhar durante mais anos”, começa por explicar Andreia Vitória cujo trabalho a concurso, teve por base a respetiva tese de doutoramento.   “As organizações ver-se-ão confrontadas, cada vez mais, com o desafio de ter que acomodar um número crescente de trabalhadores mais velhos nas suas estruturas. Pese embora não exista evidência empírica que corrobore a relação entre idade e desempenho, a verdade é que muitos práticos de gestão ignoram tal evidência e continuam a discriminar os mais velhos, por considerarem que estes revelam pior desempenho”, aponta.

 A discriminação etária, garante a investigadora, ao contrário de outras, chegar-nos-á potencialmente a todos. “Todos nós, independentemente da raça, etnia, género, crença religiosa ou orientação sexual, nascemos com duas certezas: envelhecemos todos os dias e, um dia, iremos morrer. Envelhecer, neste contexto, parece um sinal positivo, pois significa, em última análise, que continuamos vivos”, explica.

Assim, a investigação premiada mostra que as pessoas de diferentes idades encerram em si competências distintas, mas complementares e de igual importância para o sucesso das organizações. O trabalho realça, igualmente, a importância de transformar os ambientes organizacionais em espaços de inclusão e respeito mútuo. Deste modo, diz Andreia Vitória, “regozijamo-nos com o facto desta investigação ter concedido um (pequeno) contributo para o fomento do diálogo intergeracional, ajudando a que as decisões de gestão sejam expurgadas de muitos estereótipos e crenças erróneas acerca dos mais velhos”.

 

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