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Prova automóvel UNIRAID 2018 tem ao volante seis estudantes da Universidade de Aveiro
Pilotos da UA atravessam Marrocos em aventura solidária
Da esquerda para a direita, os aventureiros Pedro Magalhães, Amélia Ramos, Tatiana Moura, Gabriel Raposo, Kevin Pinto e Edgar Gonçalves
Corajosos? Aventureiros? Malucos? Talvez um pouco de todos esses ingredientes mais um, o da solidariedade. Estudantes da Universidade de Aveiro (UA), o Edgar, o Kevin, o Pedro, a Amélia, a Tatiana e o Gabriel vão atravessar a cordilheira do Atlas e o deserto do Saara, em Marrocos, integrados na UNIRAID 2018, uma prova automóvel para estudantes universitários.

Entre 24 de fevereiro e 4 de março, os estudantes da UA vão participar numa aventura que tem três obrigações: levar material escolar a quem mais precisa, utilizar um carro com mais de 20 anos e desfrutar da adrenalina.

A edição de 2018 da UNIRAID, que vai levar até Marrocos várias dezenas de estudantes universitários de Portugal e Espanha, começa a 24 de fevereiro na cidade marroquina de Tânger. Até 4 de março seguem-se sete etapas que atravessam o interior de Marrocos através do Atlas e em direção ao deserto do Erg Chebbi. Aí os participantes vão entregar material escolar e solidário por várias aldeias. Entre a condução por estradas de montanha, trilhos, areia e dunas, os estudantes têm à espera uma noite dormida em pleno deserto.

Da UA para Marrocos por um mundo melhor

Pela UA, divididos em três equipas, os seis estudantes já estão a arrecadas o material escolar para distribuir pelas crianças mais desfavorecidas e a aquecer os motores dos velhinhos Nissan Sunny, Fiat Uno e Opel Corsa (o regulamento da prova obriga os participantes a deslocarem-se em automóveis com mais de duas décadas).

Edgar Gonçalves, do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrónica e de Telecomunicações (MIEET), e Kevin Pinto, que depois de ter tirado o MIEET é agora aluno de Doutoramento, formam o Drive4lives. A equipa, como o nome indica, quer conduzir pelas vidas.

“Apesar do carro ser movido a gasolina, o nosso combustível é a vontade de sairmos da zona de conforto e aventurarmo-nos longe de casa”, aponta a dupla. Como recompensa, o Edgar e o Kevin não esperam alcançar um pódio nem uma garrafa de espumante, mas sim “a memória de todos os sorrisos” que pretendem espalhar pelas localidades mais remotas que vão atravessar. Que meta pretendem alcançar em Marrocos? “Não há meta quando o intuito é viver o percurso”.

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Entre 24 de fevereiro e 4 de março há 2500 quilómetros de aventuras marroquinas à espera dos seis estudantes da Universidade de Aveiro

Já o Pedro Magalhães e a Amélia Ramos, também estudantes do MIEET, nunca viram as costas a uma iniciativa solidária. Depois do Natal terem encabeçado o projeto ShareToy, que levou brinquedos reciclados a centenas de crianças desfavorecidas, continuam a acelerar pelos caminhos da partilha, desta vez ao volante da equipa Sand Wish.

“Acreditamos mesmo que cultivar o bem, partilhando, é a única maneira de semear um mundo melhor”, confessam. Naturalmente que o chamamento de uma boa aventura também os motiva a pegarem no volante. “O desafio pessoal que é ir com um carro velho para o deserto para ver crianças a sorrir é incomparável. Vamos crescer, voltar de lá melhores engenheiros, porque vamos ter de improvisar, melhores pessoas, porque vamos ajudar os outros e melhores colegas de grupo, porque vai ser preciso muito trabalho de equipa para atravessar o deserto”, antecipam.

Tatiana Moura e Gabriel Raposo, respetivamente do Mestrado Integrado em Engenharia de Computadores e Telemática e do Doutoramento em Engenharia Mecânica, formam a Shappy. A equipa que quer juntar a Partilha (Share) à Felicidade (Happy) adora desafios e ambiciona por um mundo melhor.

“Rumo a Marrocos com um mapa de estrada, uma bússola e um único objetivo: conseguir melhorar a qualidade de vida das crianças, porque serão elas os Homens e Mulheres de amanhã que farão toda a diferença, obtendo assim, no mínimo tantos sorrisos como quilómetros a realizar por Marrocos, 2500”, apontam os pilotos da UA.

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