conteúdos
links
tags
Investigação
Estudo feito por investigadores da UA foi apresentado na sessão comemorativa
Rede de cientistas portugueses GPS assinala primeiro aniversário
GPS vai localizar e ligar investigadores portugueses no mundo
A rede de cientistas portugueses no mundo, rede GPS (Global Portuguese Scientists), assinalou um ano numa sessão, a 20 de novembro, no Observatório Astronómico de Lisboa, que fechou com a presença do Presidente da República. Uma análise sobre a comunidade de cientistas GPS, elaborada por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA), foi apresentada no evento.

Quantos são e onde estão os cientistas Portugueses espalhados pelo mundo? Quem são e em que áreas de investigação trabalham? Integrada no Mês da Educação e Ciência, a conferência de 20 de novembro pretendeu dar resposta a estas questões, a partir da rede GPS – Global Portuguese Scientists que celebra o primeiro aniversário. Esta sessão contou com a intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O Vice-reitor da UA, Paulo Vila Real, também participou na sessão.

Expressando o orgulho do país pela “capacidade e competência” dos cientistas portugueses espalhados pelo mundo, muitos deles nos mais destacados polos científicos, Marcelo Rebelo de Sousa salienta, na mensagem enviada para publicação na plataforma: “Queremos criar condições atrativas para o vosso regresso, quando considerarem ser chegada a altura.” Por isso, considera, em sinal de elogio ao papel da plataforma GPS: “Devemos, por isso, estabelecer uma relação de proximidade convosco. Não apenas ocasional, mas permanente, dando-vos visibilidade e reconhecimento na sociedade portuguesa, acompanhando de perto o vosso percurso e ajudando-vos a voltar a este país que vos ama, se assim o pretenderem.”

Sete investigadores da UA participaram numa análise à comunidade de cientistas GPS que foi apresentada, durante a sessão, por Rui Raposo, professor e investigador na área de Ciências e Tecnologias da Comunicação e diretor do Departamento de Comunicação e Arte da UA. A comunidade analisada corresponde a 1679 cientistas portugueses que estiveram, pelo menos, três meses no estrangeiro. O estudo identifica as atividades desenvolvidas pelos membros, com destaque para aquelas que são predominantes, as áreas científicas em que trabalham, a idade, o género e traça uma evolução dos dados ao longo dos anos.

Entre as conclusões desta análise que percorre o período de 1990 a 2017, é notório um aumento do número de cientistas portugueses no mundo, explica Rui Raposo. Nesse período, houve uma progressiva perda de preponderância da França como local de desenvolvimento da atividade científica dos portugueses, em contraponto com uma preponderância crescente dos países anglófonos, especialmente Estados Unidos e Reino Unido, embora o número de cientistas portugueses em França também tenha aumentado nesse período.

A equipa da UA incluiu membros dos departamentos de Comunicação e Arte (DeCA) e de Ciência Sociais, Políticas e do Território (DCSPT), nomeadamente: Rui Raposo, Carlos Santos, Luis Pedro, Joao Lourenço Marques, Tânia Ribeiro, Georgia Bressan e Emanuel Junior.

imprimir
tags
outras notícias