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Distinções
Isabel Cristina Rodrigues, professora no Departamento de Línguas e Culturas
Docente da UA conquista prémio "Eduardo Prado Coelho" com ensaio sobre obra de Vergílio Ferreira
Isabel Cristina Rodrigues, professora no Departamento de Línguas e Culturas
O livro "A Palavra Submersa. Silêncio e Produção de Sentido em Vergílio Ferreira" da autoria de Isabel Cristina Rodrigues, professora no Departamento de Línguas e Culturas (DLC), foi o vencedor do grande prémio de Ensaio "Eduardo Prado Coelho" 2016. A obra propõe uma interpretação da globalidade da obra de Vergílio Ferreira a partir do crivo analítico do silêncio. A cerimónia de entrega do prémio está agendada para o último trimestre de 2017.

O Grande Prémio de Ensaio “Eduardo Pardo Coelho”, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores e patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, tinha como objetivo galardoar uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, publicada em livro, e em primeira edição, no decurso do ano de 2016.

A interpretação que "A Palavra Submersa. Silêncio e Produção de Sentido em Vergílio Ferreira" faz da globalidade da obra de Vergílio Ferreira não passou despercebida ao júri do prémio. Para Artur Anselmo, Isabel Cristina Mateus e Maria João Reynaud a docente do DLC merece receber o prémio, no valor de 7500 euros, pela forma como mostra o modo como o valor comunicativo da “palavra submersa” (quer dizer, aquela que não é proferida e que, ainda assim, significa) se torna fundamental na composição temática e estrutural dos textos literários.

Para a autora esta distinção foi recebida com alguma surpresa e muita alegria. Com surpresa por o mesmo prémio ter galardoado no passado "ensaístas que são mestres absolutos da palavra pensada". Com alegria por ver reconhecido um trabalho que lhe "consumiu os neurónios durante alguns anos" e que foi "responsável por alguns dos cabelos brancos" que carrega consigo. Por outro lado, esta distinção permite-lhe poder sentir-se um pouco mais próxima do legado intelectual de Eduardo Pardo Coelho, um autor que sempre a impressionou pela “sua inteligência fulgurante, a vastidão da sua cultura e a capacidade que ele tinha para dar a conhecer aos seus leitores a íntima e obscura cintilação das coisas, dos livros, dos filmes, de um ou outro modo de pensar ou sentir”.

Isabel Cristina Rodrigues sublinha, ainda, a feliz coincidência do Grande Prémio de Ensaio da APE ter distinguido um ensaio sobre a obra de Vergílio Ferreira que foi publicado em 2016, no mesmo ano em que o autor faria 100 anos se ainda fosse vivo. Refere a autora que “esse pormenor agrada-me sobremaneira, porque a Vergílio Ferreira eu devo tudo: foi ele que me formou como ser humano e que me ensinou a pensar e a escrever. Esta distinção vem sublinhar a importância capital de Vergílio Ferreira na literatura portuguesa do século XX e isto deixa-me sinceramente feliz”.

Isabel Cristina Rodrigues nasceu em Coimbra em 1967, tendo-se licenciado em Línguas e Literaturas Modernas em 1989, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É docente da UA desde 1991, onde defendeu, em 2006, a sua dissertação de Doutoramento, e onde leciona maioritariamente unidades curriculares da área disciplinar da Literatura Portuguesa e da Teoria da Literatura.

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