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Mais de 60 dos novos estudantes da UA recebem bolsa de mérito
Porque é que o Bruno, o Paulo e a Laura não têm de se preocupar com as propinas? Há 19 valores que explicam
Os estudantes Bruno Ladeira, Laura Cabete e Paulo Vasconcelos
O Bruno, o Paulo e a Laura chegaram em setembro à Universidade de Aveiro (UA) com duas grandes razões para (no mínimo dos mínimos!) sorrirem: entraram com uma média superior a 19 valores e não vão pagar propinas. O sorriso dos três dos melhores novos estudantes estende-se aos mais de 60 caloiros que, por terem entrado na UA com uma média igual ou superior a 17,5 e por terem escolhido Aveiro como primeira opção, vão beneficiar de uma bolsa equivalente ao valor das propinas. Uma medida com que a Universidade quer atrair mais Brunos, Paulos e Lauras, ou seja, mais e melhores alunos excecionais.

Atribuídas aos estudantes que ingressem na UA através do Concurso Geral de Acesso em primeira opção e com uma média igual ou superior a 17,5 as bolsas aos melhores caloiros, lembra o Vice-reitor Gonçalo Paiva Dias, “são um investimento da UA no futuro dos estudantes e no futuro do país, mas também no futuro da instituição”.

Com a criação destas bolsas, aponta o Vice-reitor, “quisemos atrair para a UA ainda mais alunos de qualidade excecional, mas também incentivar esses alunos a manter essa mesma excelência durante todo o seu percurso de formação”. Um incentivo que passa pela entrega da bolsa ao longo de toda a formação se o estudante mantiver ou melhorar a média de 17,5.

Este ano foram colocados na UA em primeira escolha, com médias de 17,5 ou mais, 66 candidatos dos quais 63 efetivaram a matrícula. Um número, congratula-se Gonçalo Paiva Dias, “que representa um acréscimo de 40 por cento em relação ao ano anterior”. O Vice-reitor lembra também que se alargou o leque de cursos de colocação destes candidatos, de 14 cursos em 2015, para 20 cursos em 2016. Entre eles, o Bruno, o Paulo e a Laura.

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Bruno Ladeira, Licenciatura em Biotecnologia (média de entrada: 19,58)

Tem 18 anos, veio da Escola Secundária José Estevão, em Aveiro, e chegou à Licenciatura em Biotecnologia, do Departamento de Química (DQ), com uma média de 19,58.

A nota de excelência pode enganar. Não, não passou os últimos anos com a cabeça ‘enterrada’ nos livros. Sim, “é preciso passar muitas horas a trabalhar, mas acima de tudo, é preciso compreender o que se está a estudar”. Por isso, o melhor caminho para alcançar grandes resultados parece simples: “Se não compreendemos algo, o melhor é parar tudo e passar uns tempos a pensar no assunto ou procurar quem nos explique melhor”. Já agora, “também ajuda se conseguirmos encontrar algo que nos interesse no que estamos a estudar” pois, como diz o provérbio, “quem corre por gosto não cansa”.

O Bruno sempre se interessou bastante pelo mundo da Ciência e, em particular, pela Biologia Molecular e pela Engenharia Genética, duas áreas muito ligadas à Biotecnologia. Por isso, a escolha do curso não foi difícil. “Sendo áreas científicas ainda bastante recentes, há um sem-número de questões por resolver e, por isso, adoraria poder trabalhar nestas áreas e ajudar a responder a algumas destas questões”, diz quem anseia por ser no futuro um investigador em Biotecnologia. Para isso aguarda por todas as ferramentas que a Universidade lhe possa dar.

Quanto à UA, a escolha estava há muito feita. Visita assídua enquanto aluno do secundário, ao Bruno a UA sempre lhe pareceu “uma universidade acolhedora e aberta”. Por outro lado, nos últimos anos foi recolhendo uma lista de elogios aos professores, à qualidade do curso e ao DQ.

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Paulo Vasconcelos, Mestrado Integrado em Engenharia de Computadores e Telemática (média de entrada: 19,26)

Diz que é um filho da casa e que a ela regressa 18 anos depois de ter nascido. Foi, pois, na UA que os pais do Paulo Vasconcelos, antigos alunos, se conheceram. Não tem dúvidas: “É à UA que devo a minha existência”. Quis por isso o destino, e a vontade do Paulo, que da Escola Secundária/3 Santa Maria do Olival, em Tomar, rumasse para Aveiro com uma média de 19,26 para receber, mas também para ajudar a melhorar a UA “com o pouco que conseguir contribuir”.

Foi desafiado inúmeras vezes para se candidatar a outras universidades. Disse que não a todos: “Vim para cá porque quero trabalhar para me tornar o melhor e sei que aqui o consigo fazer. Acredito que, se trabalharmos, tornaremos em pouco tempo esta Universidade numa instituição de maior renome do que outras”.

Escolheu o Mestrado Integrado em Engenharia de Computadores e Telemática porque quer muito ser um especialista em segurança informática e trabalhar numa empresa ligada às novas tecnologias. A Google, a Apple, a Microsoft ou a Samsung que se preparem, pois o novo estudante do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática já pensa nelas para fazer carreira: “Quero usar o que vou aprender na UA para deixar a minha marca”.

“A nossa existência terrena é efémera, o que cá deixamos pode não o ser. Vou trabalhar para me tornar num nome como agora se ouve Bill Gates, Steve Jobs ou Mark Zuckerberg. Sei que a UA me vai preparar e dar as ferramentas para isso”. Entretanto está pronto para “viver os melhores 5 anos” da sua vida sem esquecer que a palavra de ordem é trabalho. “Não vim para cá para que fosse de outra maneira”, confessa.

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Laura Cabete, Mestrado Integrado em Engenharia Física (média de entrada: 19,05)

A Laura veio da Escola Secundária c/ 3ºCEB de Cristina Torres, na Figueira da Foz, com duas certezas: que a área da Física vai crescer muito por todo o mundo nos próximos anos e que há falta de engenheiros físicos. Ao útil (as oportunidades no mercado de trabalho) juntou o agradável (é uma apaixonada desde sempre pela Física) e escolheu percorrer os próximos cinco anos de vida no Mestrado Integrado em Engenharia Física (MIEF).  

“O espírito jovem, a abertura a novas ideias e conceitos e uma diferente perceção da realidade, do ensino, da investigação e do progresso científico” foram as marcas da UA que mais a cativaram para apostar o futuro em Aveiro e, em particular, no Departamento de Física.

“Espero obter do curso uma formação de qualidade que me potencie um bom futuro profissional”, aponta a estudante. Aos 17 anos, na mochila trouxe também para a UA a expectativa de vir a receber “uma formação sólida nas áreas da Física e da Engenharia, ganhar uma nova forma de pensar sobre a ciência e o conhecimento” e conquistar “ferramentas e capacidades para procurar e criar conhecimento por conta própria”.

Quanto ao futuro, este é uma estrada com todos os caminhos em aberto. “Há muitos cenários profissionais que me agradariam e nenhum em específico que me entusiasme mais que os outros”, confessa. Certo, certo é que não quer ficar sempre em Portugal: “Somos cada vez mais cidadãos do mundo e a nossa formação só nos é útil se a levarmos o mais longe possível. Há muito para aprender e muito para fazer por esse mundo fora, portanto, apesar de não saber a fazer o quê, sei que quero um futuro em movimento, em Portugal e lá fora”.

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