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Fábrica abre portas a 1 de julho
Um espaço renovado para “fabricar” ciência
Fabrica - Centro Ciência Viva de Aveiro
São três mil metros quadrados de infraestruturas, que se espraiam por cinco pisos, 12 salas de atividades e se traduzem em ofertas diversificadas em termos de valências e serviços. A Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro abre portas já no dia 1 de julho, com muitas novidades na programação e um espaço totalmente renovado. Tudo para que a missão de levar a divulgação de ciência ao público em geral, através do incentivo à experimentação, conheça agora condições beneficiadas. Na reabertura, todas as atividades serão gratuitas.

Quase dois anos depois de ter encerrado para obras de beneficiação, o Centro Ciência Viva de Aveiro, instalado no edifício da antiga Companhia Aveirense de Moagens, retoma a sua atividade já no dia 1 de julho. O centro, que funciona como uma estrutura de interface da Universidade de Aveiro para a promoção da ciência, e se integra na Rede Nacional de Centros Ciência Viva, apresenta-se com nova imagem, espaço alargado e um programa de atividades multidisciplinar reformulado – concebido em estreita articulação com os vários docentes da UA – que mantém a aposta na interatividade com visitantes e lhe confere características únicas no país.

Voltada para a cidade, e de olhos postos na região, a nova entrada está agora localizada junto à Baixa de Santo António, e proporcionará melhores condições de acesso e de conforto aos visitantes, sobretudo aos de mobilidade reduzida, que passam a dispor de elevador e rampas de acesso a todos os espaços do edifício.

Aumentam as condições de acolhimento, o espaço de experimentação, as ofertas programáticas e os serviços de apoio. Contudo, na nova Fábrica, a bilheteira não sofre alteração. “Fomos sensíveis à conjuntura do país e consideramos que o preço do bilhete não deve constituir um entrave à visita ao centro”, afirma Pedro Pombo, diretor do espaço.

O projeto de requalificação da Fábrica tem a assinatura da UA e totaliza um investimento de um milhão de euros, comparticipado em 85 por cento pelo programa Mais Centro (QREN).

Programas e valências que convidam à experimentação

A Fábrica apresentará um programa diversificado, inovador e repleto de novos desafios para os visitantes. No total, serão 42 propostas em áreas científicas tão diversas como Biologia, Química, Física, Geologia, Matemática, Robótica ou Holografia. As duas últimas integram, inclusivamente, o novo menu de ofertas do centro, que passa a incluir 17 atividades, criadas exclusivamente a pensar nos novos espaços da Fábrica.

Espetáculos, teatros e histórias para comunicar ciência, exposições temáticas, jogos e laboratórios didáticos, saídas de campo e experiências são as valências apresentadas por um dos maiores centros ciência viva multidisciplinares do país. Algumas das atividades conservam os conceitos de base, que herdaram das antigas instalações, mas todas sofreram requalificação para poderem ser adaptadas às características do novo espaço. “Houve a preocupação de fazer um upgrade e de reconfigurar as valências, quer em termos de desenho cénico, quer em termos de iluminação”, esclarece o responsável pelo centro.

Quatro mil metros quadrados de ciência: novos espaços e serviços

As melhores inovações tecnológicas, no que respeita à promoção e divulgação de ciência, vão apetrechar 4 mil metros quadrados e cinco pisos de um edifício que reunirá uma equipa multidisciplinar pronta a acolher os visitantes.

Entre as novas infraestruturas vão encontrar-se espaços versáteis, como um auditório e um cibercafé. O primeiro, com capacidade para 100 lugares sentados, vai conter uma bancada retrátil e servirá para acolher peças de teatro (Questão d’Ar, Diopatra, a Senhora dos Anéis, Oficina do Teatro de Sombras), cafés de ciência, espetáculos para comunicar ciência (Química por tabela 2.0, Física Viva) palestras e festas de aniversário. O cibercafé apresentará dupla funcionalidade: a de serviço de apoio aos visitantes, e à comunidade universitária, e a de espaço expositivo com um conjunto de características que permitirão aliar a arte à ciência.

Na Fábrica são usados instrumentos múltiplos para a comunicação e a divulgação da ciência. Imprensa escrita, rádio, televisão e plataformas web são as “indústrias” que têm adquirido os conceitos e programas “manufaturados”. Para conservar e maximizar os produtos produzidos, foi criada a Sala Fábrica Media, composta por uma estrutura de interface com o público, na qual os visitantes podem conhecer em pormenor os trabalhos desenvolvidos, nas suas várias componentes, nomeadamente para a SICK, Rádio Terranova e Diário de Aveiro. Para breve estará ainda a apresentação dos “Snacks de Ciência”, pequenos clips videográficos a exibir na web, onde serão reveladas curiosidades científicas.

Hologramas 3D e robots: uma nova era na divulgação de ciência

A holografia é uma área da Física que, transposta para o contexto da divulgação de ciência, existe apenas na Universidade de Aveiro. A partir do próximo ano, esta valência passa a estar, a título permanente, disponível na Fábrica. O Centro Ciência Viva de Aveiro passa, assim, a ser o único no país e um dos poucos a nível internacional, a oferecer programas em que é possível observar várias imagens a 3D e gravar hologramas, através da manipulação de lasers, espelhos e outros componentes óticos.

“Esta é uma área muito interessante e aliciante da tecnologia que começa a integrar o dia a dia das pessoas, ainda que nem sempre se apercebam disso, e é também uma novidade que marca, uma vez mais, a qualidade da ciência feita na UA”, atesta Pedro Pombo.

Muito apreciada é, igualmente, a robótica, uma área de reconhecido prestígio na UA, que tem suscitado o interesse dos vários públicos da Fábrica e até de outros centros de ciência do país. Novos robots e equipamentos e mais desafios convidam os visitantes a iniciar uma viagem pelo mundo da robótica e das máquinas autónomas.

Programas de itinerâncias: deslocalizar para melhor divulgar

Nos últimos meses, apesar do layoff no que respeita à visitação, a Fábrica manteve a laboração contínua na prestação de serviços, nomeadamente através da criação de kits, módulos e exposições que serviram para equipar centros de ciência em Angra do Heroísmo e em Cabo Verde. Para a cidade da Praia, a equipa de Aveiro idealizou e concebeu todo o centro, através da criação de conteúdos, materiais e atividades de programação do espaço, designado por “Casa da Ciência”. Em curso está ainda o desenvolvimento de módulos para o futuro Centro Cultura e Ciência de Vagos.

Paralelamente, a Fábrica deslocalizou as suas atividades regulares e levou os programas ao coração de Aveiro, dinamizando iniciativas de diálogo entre o público em geral e a comunidade científica em hotéis, centros comerciais ou no Campus Universitário.

O Centro tem também permanentemente disponível um programa de visitas em itinerância, onde leva na bagagem atividades em diferentes formatos. “A Fábrica é uma entidade cuja missão é importante de mais para ficar dentro de portas. Este é um projeto não apenas de Aveiro mas, sobretudo, dos 11 municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). O trabalho de itinerância tem vindo a crescer e pretendemos consolidá-lo, só assim conseguiremos manter a ligação com o público que nos acarinha e nos visita”, realça o responsável.

A inauguração oficial do espaço deverá ocorrer entre setembro ou outubro, uma vez que está sujeita à agenda da Reitoria da UA e da administração central. Ainda assim, a direção da Fábrica resolveu abrir o espaço ao público a 1 de julho, o mesmo dia em que, há precisamente nove anos, o Centro abria portas pela primeira vez.

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