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Cultura
Magna Tuna Cartola prepara programa de aniversário
Da Cartola sai música e festa há 20 anos
Magna Tuna Cartola
Um espetacular “homem canhão”, um passeio de triciclo, o som do serrote a cortar uma guitarra, garrafas que fazem música… Todos estes foram elementos cénicos e sonoros nos espetáculo da Magna Tuna Cartola (MTC), ao longo das suas joviais vinte primaveras. Cenas da vida de uma tuna da Universidade de Aveiro que são prova da criatividade desta família alargada a 144 membros com pleno estatuto de “cartola”. O primeiro presidente e os atuais presidente e vice-presidente, ajudam a pintar um quadro sobre o que foi e é a MTC.

“Heterónimos” como a Cartola’s Band, o lado mais festivo e brincalhão da Magna Tuna Cartola, e a SymphonyCartola & Co., o lado sinfónico, e outros que poderão surgir entretanto, antecipa o atual presidente, Daniel Amorim, são provas do fôlego criativo e da solidez – apesar da renovação periódica da sua constituição – do projeto que nasceu em 1993. Para além destas várias faces com se tem apresentado nos espetáculos que faz no país e no estrangeiro, este fervilhar traduz-se também em força criadora de outros projetos musicais, alguns com notoriedade, e que foram constituídos a partir de elementos que estiveram na MTC, referem com entusiasmo e em conjunto, Daniel Amorim e o seu vice-presidente Pedro Ferreira.

No currículo, a MTC conta quatro CD, muitos temas originais e mais de 200 prémios. Destes, Jerónimo Fernandes, o primeiro presidente, apelidado “pai” entre os “cartolas”, destaca com orgulho os prémios conquistados no 1º Festival de Tunas dos Açores, no final dos anos 90 – Melhor Solista, Melhor Tuna, Tuna + Tuna e Melhor Porta-Estandarte – o prémio internacional em Nijmegen, Holanda, em 1995, e as presenças na Expo’98, Expo 2000 (em Hannover), e as duas tournées europeias em 2008 e em 2011.

Os três “cartolas” concordam que a formação musical de vários elementos, nomeadamente através do curso de Música, terá sido um fator importante para o sucesso da MTC. Foi o caso de elementos como Paulo Neto, maestro, dos guitarristas André Madeira e Ricardo Neves, entre outros.

O “Pai Fernandes” entrou em Planeamento Regional e Urbano, em 1990, após o curso de Enfermagem, em Braga, e depois de uma experiência associativa como presidente da assembleia geral dos estudantes daquela escola. Foi membro ativo da MTC até 2000. Daniel Amorim e Pedro Ferreira, representantes da geração atual, estão na Tuna há, respetivamente, cinco e quatro anos.

Fernandes distingue, no percurso da MTC duas fases: uma primeira mais apoiada em géneros de música tradicional portuguesa e, a seguir, outra, que resultou da evolução da primeira, e que coincide com a atualidade em que se foi consolidando um estilo próprio.

Família de aprendizagem criativa e solidária

Um conjunto de aproximadamente trinta estudantes de vários cursos da Universidade de Aveiro e diversas origens geográficas, deram o primeiro passo há quase 20 anos. Aquele fundador salienta o papel da Tuna, não só como plataforma de aprendizagem de expressão artística, e musical em particular, mas também como grande família de acolhimento, convívio e solidariedade, com diferentes gerações de universitários. De tal modo, que no convívio que se preparara para o próximo ano, já se pensa em contratar uma “babysitter” para tomar conta dos filhos dos “cartolas”. Fernandes acrescenta que os antigos membros aparecem, frequentemente, nos mais diversos locais onde a MTC atua.

A Cartola`s Band, também considerada “a versão elétrica da Tuna”, é um caso de sucesso que o atual presidente, Daniel Amorim, faz questão de assinalar. Estreou-se em 2000, no âmbito da Semana do Enterro da Universidade de Aveiro e atuou em concertos com Rui Veloso, Jorge Palma, Irmãos Catita, Cebola Mole e Tony Carreira. A Cartola`s Band é já, refere o texto sobre a história da MTC no seu sítio da Internet, um dos momentos mais esperados das Semanas de Integração e das Semanas do Enterro do Ano pelos espectáculos festivos e irreverentes.

Alguns cartolas, pela sua prestação, estão na memória de todos, sem desprimor para os restantes, porque a Magna Tuna Cartola é – e sempre foi – uma criação coletiva, como atestam os quase 150 “cartolas” que fazem parte da grande família e que se encontram regularmente. Sendo a MTC um núcleo musical da Associação Académica da UA, os que têm mais conhecimentos nesta área podem ter um contributo mais visivel. Daniel Amorim, salienta, no entanto, que todos são úteis, porque vertentes como a organização e a gestão do núcleo são também fundamentais para a vida da grande Cartola. Acima de tudo, conclui, é fundamental que o que caracteriza a MTC se mantenha vivo de geração para geração.

Vinte anos: novo CD e espetáculo na prisão

A Magna Tuna Cartola (MTC) assinala o vigésimo aniversário com o lançamento de um novo CD, uma Gala Musical com entrega de prémios e um toque solidário no programa, algo que aliás não é inédito na vida da MTC.

O novo CD “Vinte”, lançado a 6 de dezembro, no Auditório da Reitoria da UA, é composto por 10 temas originais, dos quais cinco encaixam na vertente tradicional da Tuna e as restantes cinco correspondem ao “formato Cartola’s Band”. Tanto as letras como os arranjos são assinados por membros da Cartola. O CD está à venda no site da MTC, Frontdesk da AAUAv nas catacumbas, e online na plataforma Itunes e CD Baby.

Desde a sua formação, a MTC promoveu, várias vezes, gestos solidários. Nesse sentido, a MTC prepara uma atividade inspirada no histórico concerto de Johnny Cash na Prisão de Folson, em finais de 1968, que é também uma forma de chegar a outros públicos. Com a participação de reclusos, será preparado e realizado um espetáculo entre os dias 18 e 20 de fevereiro. Serão envolvidos também antigos membros da MTC com maior experiência musical.

Para além destas atividades, o programa que assinala os vinte anos inclui um espetáculo no Teatro Aveirense, em Abril de 2013 e uma “Cartola’s Volunteering” (Criação de uma sala de TIC num país a designar) em julho de 2013.

Nota: Este texto integra a edição nº18 da Linhas - Revista da Universidade de Aveiro

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