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Cultura e Desporto
Dia 23 de outubro de 2019, pelas 14h30, no Auditório Mestre Hélder Castanheira
Luís Abreu apresenta "Portugal Anticlerical: Uma História do Anticlericalismo"
Machado de Abreu lança obra
O lançamento do livro "Portugal Anticlerical: Uma História do Anticlerical", da autoria de Luís Machado de Abreu, professor catedrático aposentado do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro (UA), realiza-se a 23 de outubro, pelas 14h30, no Auditório Mestre Hélder Castanheira, na Livraria UA. O livro será apresentado por Moisés Adão Martins, professor catedrático do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.

Luís Machado de Abreu (à esquerda, na foto) é autor de diversas obras seminais nas áreas de investigação de Filosofia Moderna, História das Ideias e de História da Cultura Portuguesa dos séculos XIX e XX como Percursos do Oitocentismo Português (1998), Anticlericalismo Português: História e Discurso (2002), Ensaios Anticlericais (2004), Ordens e Congregações Religiosas no contexto da I República (2010), Para a História das Ordens e Congregações Religiosas em Portugal, na Europa e no Mundo (2014).

Formado em Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e nas Universidades de Lovaina (Bélgica) e de Paris X-Nanterre, Luís Machado de Abreu é doutorado em Filosofia com uma tese sobre a utopia da razão, publicando-a em 1993 com o título Spinoza – A utopia da razão. É, desde 2006, Professor Catedrático aposentado da UA.

"O clericalismo é um excesso"

O anticlericalismo é uma reação a esse excesso que se torna mais ou menos insuportável em diferentes graus, tempos e casos. Excesso de poder, excesso de confiança, excesso de intromissão fora da esfera própria, excesso de visibilidade ou “invisibilidade” no âmbito público secular e no domínio privado individual e familiar, excesso que se traduz num extravasar de competências e funções para além do campo de atuação espiritual e pastoral, excesso de transgressão e de falta de referencialidade moral. O anticlericalismo configura-se como um movimento de oposição, de combate, de consciência crítica em relação a esse excesso e a essa falta.

Trata-se de uma obra madura, séria e muito segura que auxilia na compreensão de uma das questões mais dilemáticas e problemáticas da cultura portuguesa que, recentemente, voltou a estar na ordem do dia com o mediatismo dado aos casos de abusos sexuais atribuídos aos membros do clero.

Este livro é um manual para ajudar a compreender as grandes questões que envolvem o clero católico, nas suas grandezas e misérias, e a urgência de atualização e redimensionamento da Igreja no mundo de hoje. Aliás, como bem evidencia e pensa Luís Machado de Abreu num dos capítulos deste livro: “A Pastoral do Anticlericalismo”

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