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Cultura e Desporto
Associação tem sede em Aveiro
Estudantes criam YOCOCU Portugal para defesa do património
Dirigentes da delegação portuguesa da associação Yococu: Gonçalo Lopes (vogal da Direção); Sara Moutinho (tesoureira); Rui Maio (presidente da Direção); Cristiana Costa (vogal da Mesa da Assembleia).
A ideia de criar a associação portuguesa de defesa do património cultural com os mesmos princípios da YOCOCU - YOuth in COnservation of CUltural Heritage começou a ser desenvolvida em 2016. Mas só se concretizou com o registo da YOCOCU Portugal em novembro de 2018. O presidente e parte dos membros dos órgãos sociais são doutorandos da UA.

A ideia surgiu quando Rui Maio, doutorando no Departamento de Engenharia Civil (DECivil) da Universidade de Aveiro (UA) e agora presidente da YOCOCU Portugal, participou na 5ª Edição da Conferência Internacional YOCOCU, realizada em Madrid. No entanto, esta ideia só começou a ser concretizada em novembro passado, com o registo da associação sem fins lucrativos YOCOCU Portugal, conseguido através do compromisso e esforço conjunto de uma equipa cujos órgãos sociais são formados por elementos da UA e da Universidade Católica Portuguesa (do Centro Regional do Porto).

“A nossa missão social tem por objetivo não só sensibilizar a sociedade em geral, e em particular os jovens, para a importância da preservação e valorização do património cultural, mas também o estreitar de relações entre jovens profissionais e estudantes, os profissionais mais experientes e o tecido tecnológico e empresarial, promovendo a sua participação em iniciativas e atividades dedicadas ao desenvolvimento e dinamização do setor em Portugal”, salienta Rui Maio.

Com cerca de dois meses de existência jurídica e sede no DECivil, a YOCOCU Portugal junta-se assim às associações homónimas em Itália e Espanha. Numa altura em que uma das principais prioridades é a divulgação e difusão da associação a nível nacional, a YOCOCU Portugal já tem em curso algumas das ações previstas para o primeiro ano de atividade, como é o caso da ação “Património em perigo”. Trata-se de uma campanha que pretende dar voz ao cidadão na denúncia de quaisquer situações em que o valor de um determinado bem patrimonial possa estar ou vir a ser comprometido, promovendo não só o diálogo entre as partes envolvidas nos respetivos processos, mas também garantindo que tais denúncias ou situações irregulares possam ser divulgadas por um público mais alargado e especializado nas mais variadas vertentes do património cultural.

Moinho de maré no Barreiro e castelo de Montalegre

Um dos dois casos denunciados na ação “Património em Perigo” é o da destruição do Moinho de Maré Pequeno do Barreiro, “assim designado por ter moído cereais ao longo de séculos, utilizando as marés que enchiam a sua caldeira, como força motriz, que movia as suas mós, através de um aparelho adequado, designando-se por “Pequeno” porque era aquele que entre os moinhos de maré do Barreiro (foram pelo menos 12) teria menor número de moendas”. De acordo com a Associação Património Barreiro Memória e Futuro, através da qual a YOCOCU Portugal teve conhecimento do caso, a estrutura teria uma idade estimada de 600 anos. A exposição completa deste caso encontra-se publicada no sítio da associação.

Outro caso é o do castelo de Montalegre. “O Castelo de Montalegre encontra-se atualmente sujeito a obras de ‘revitalização’, que irão decorrer até junho de 2019 e que, de acordo com o presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves, vão custar 1,5 milhões de euros. Não fosse a presença discreta das aspas na frase anterior, esta notícia provavelmente passaria despercebida aos nossos olhos. No entanto, e uma vez mais graças ao sentido e responsabilidade cívica de alguns cidadãos e respetivos movimentos associativos, como por exemplo o movimento ‘Castelo de Montalegre? Com betão não’ ou ‘Repensando a Idade Média’, este caso encontra-se longe de passar despercebido”, escreve Rui Maio, noutro artigo publicado no sítio da YOCOCU Portugal.

A YOCOCU Portugal está nesta fase a estabelecer contactos com outras instituições e organizações da região e nacionais, no sentido de organizar ações técnicas ligadas à defesa e preservação do património cultural. Ainda que nesta fase inicial o nosso público alvo sejam os estudantes do ensino superior e jovens profissionais, a longo prazo, antecipa o presidente, “a ideia é promover ações de sensibilização para a defesa do património cultural a um público ainda mais jovem, em colaboração com escolas do ensino básico e secundário, por exemplo”. No entanto, tratando-se de uma associação sem fins lucrativos, o sucesso da mesma está naturalmente condicionado pelo interesse e sentido de compromisso cívico dos seus associados e das empresas e instituições ligadas ao setor.

Para mais informações poderá enviar e-mail para geral@yococuportugal.pt ou consultar o sítio: http://www.yococuportugal.pt/.

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