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Deslocação a Aveiro incluiu antiga PT Inovação, agora Altice Labs
Ministro da Economia elogia bom exemplo da Incubadora da UA
Ministro da Economia elogia bom exemplo da Incubadora da UA
O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, considerou a Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro (IEUA) um “ótimo exemplo de transferência de tecnologia pelo empreendedorismo de jovens formados na Universidade de Aveiro (UA)”. Manuel Caldeira Cabral realizava a visita à IEUA, na companhia do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, a primeira deslocação a uma incubadora desde que os dois governantes tomaram posse. O programa incluiu visitas a empresas em incubação, apresentação de ideias de negócio e visita ao BEELab.UA.

Para além de ser um bom exemplo de promoção do empreendedorismo em estreita relação com a universidade, o ministro elogiou ainda a IEUA pela dinâmica empreendedora, crescimento da atividade económica e aumento dos postos de trabalho (mais de 100 criados nos últimos anos) num período de crise e de contração da procura. Também é “um exemplo muito interessante pelas empresas que lança no mercado, continuam o seu caminho, criando emprego qualificado e prosperando”, acrescentou.

Durante o debate com os empreendedores apoiados pela IEUA, Manuel Caldeira Cabral salientou a importância de reforçar as redes de cooperação, referindo a IEUA como prova disso, e de as grandes empresas se associarem a startups. Em resposta a uma pergunta da plateia sobre a necessidade de aliviar a carga fiscal das startups numa fase inicial, o ministro da Economia, embora com reservas por se tratar de matéria fiscal, mostrou concordar com a necessidade minimizar as dificuldades das startups numa fase inicial em que é necessário investimento sem retorno.

“Há uma nova grande revolução em curso, a expansão da sociedade digital, a primeira revolução mundial em que Portugal pode estar na linha da frente e em que a localização geográfica do país não é uma condicionante”, afirmou o secretário de Estado, durante o debate com os empreendedores da IEUA. “As maiores inovações no mercado não provêm dos atuais players, surgem a partir de novos projetos e novas startups”; portanto, “estruturas como esta não são apenas ninhos de empresas, são centros de inovação”, sublinhou João Vasconcelos.

Portugal 3D: comboio que Portugal não pode perder

Minutos antes, durante a visita ao BEElab.UA, resultado de uma parceria entre a UA e a BeeveryCreative, sendo esta uma empresa que nasceu na UA e comercializa a impressora 3D Beethefirst, os dois governantes ouviram apelos à urgência de Portugal não perder o comboio da onda de inovação que varre as economias mais poderosas a nível mundial através da impressão 3D. “Infelizmente, Portugal não está a realizar os esforços necessários para acompanhar esta revolução”, lamentou Francisco Mendes, um dos sócios da Beeverycreative. A parceria Beeverycreative/CENFIM (Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica) quer transformar o Portugal3D, encontro organizado em 2015 à volta da impressão 3D, numa plataforma que agregue os interesses nacionais nesta área e promova o desenvolvimento de projetos relevantes. Para isso, afirmou Francisco Mendes, será necessário uma “uma estratégia nacional que leve ao desenvolvimento da plataforma”. Na resposta, o ministro considerou algo de “muito interessante para o país”, ainda que carecendo de articulação com o ministro da Ciência.

A impressão 3D será, provavelmente, um dos temas em debate na Web Summit Lisboa, de 8 a 10 de novembro de 2016, um dos mais importantes eventos internacionais de tecnologia, empreendedorismo e inovação, para o qual os dois governantes desafiaram os empreendedores da IEUA a participar.

O programa incluiu a visita a empresas em incubação, nomeadamente à CentroProduto, PICadvanced, Agrikolage e Watgrid, e a apresentação de novas ideias de negócio, como a Apis Technology, Lampwave Studio – Digital Entertainment Design, Pet Universal e Youclap, para além da apresentação do BEElab.UA e do debate, no final.

A visita a Aveiro terminou com uma visita à Altice Labs, antiga PT Inovação, que se tornará no centro de inovação da multinacional Altice, um exemplo apontado pelo ministro de como se mantém o interesse de investir em Portugal.  

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