conteúdos
links
tags
Campus
Formação quer colmatar a falta de profissionais na área
Mestrado em Reabilitação do Património estreia-se na UA
Mestrado nasce a pensar num mercado em ampla expansão
Em Portugal há falta de profissionais na área da reabilitação de edifícios. Para colmatar a necessidade de um mercado em ampla expansão, a Universidade de Aveiro (UA) criou o Mestrado em Reabilitação do Património para, já a partir de setembro, iniciar a formação de técnicos pelos quais as empresas de construção e o edificado nacional há muito aguardam.

“É reconhecida a falta de conhecimento da grande maioria dos técnicos e dos operários que trabalham na área da Reabilitação e daí a aposta do Departamento de Engenharia Civil (DECivil) da UA neste Mestrado”, aponta Aníbal Costa, diretor do mais recente Mestrado da Academia de Aveiro. Uma certeza que o responsável sublinha com a conclusão do relatório da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES): “é evidente a necessidade do mercado deste tipo de formação, a qualidade e a experiência do corpo docente e a reputação da instituição que confere o grau”.

Mais adianta o documento da A3ES que “este ciclo de estudos contribui para colmatar a necessidade de formar técnicos especificamente vocacionados para a reabilitação, que ainda não é satisfeita pela rede de formação nacional existente”.

Os grandes objetivos desta formação, descreve Aníbal Costa, “é podermos assegurar que os nossos mestres terão uma grande ligação à prática e grandes avanços numa abordagem que aposta na construção do conhecimento necessariamente prévio à intervenção, capacitando-os desde a fase de inspeção e diagnóstico, incluindo a avaliação de valores arquitetónicos entre outros, até à produção de soluções concretas que garantam a maximização do investimento no encontro de equilíbrios entre a legislação vigente e a preservação do património”.

Recorrendo mais uma vez ao parecer da Comissão de Avaliação da A3ES, Aníbal Costa refere que “o corpo docente do ciclo de estudos tem níveis assinaláveis de produtividade científica e experiência em formação avançada”. Nalguns casos, “tal é combinado com uma experiência profissional muito rica com interesse para o ensino”.

Sendo reconhecido “pela comunidade técnica e científica, pelos empresários e pelos próprios operários que há falta de formação” nesta área, o Mestrado em Reabilitação do Património “não pretende ser mais um, mas sim dar continuidade à aposta e ao trabalho que o DECivil tem vindo a fazer, há mais de 20 anos, na área da reabilitação, tendo sido a primeira Universidade a criar uma Licenciatura neste domínio”.

“Temos uma Universidade dinâmica que aposta numa formação que congrega o conhecimento científico e o trabalho em laboratório, com uma forte ligação à prática, a casos de estudo concretos, ligados às necessidades das empresas, da indústria e das instituições com ligação ao Património”, aponta Aníbal Costa.

A aprovação do Mestrado de Reabilitação do Património é, assim, “uma aposta ganha para um corpo docente de excelente qualidade, com conhecimento nas matérias selecionadas e uma atividade científica profícua, na sua grande maioria”.

imprimir
tags
outras notícias