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Entrevistas
Antigos alunos UA: Inês Ferreira Guedes, bióloga marinha
“Sem dúvida que as ‘soft skills’ que a UA me deu foram fulcrais”
Inês Ferreira Guedes é Gestora de Experiências de Natureza
A experiência na competição de comunicação de ciência FameLab foram marcantes no seu percurso, como não poderia deixar de ser. Inês Ferreira Guedes foi convidada pelo British Council para representar Portugal no Hall of FameLab, evento que decorreu no Museu de História Natural de Londres. A bióloga marinha – que não se imaginava outra coisa - considera que a Universidade de Aveiro (UA) teve um efeito “total” no seu percurso. Refere as “soft skills” adquiridas, onde se incluem o teatro, a Academia de Verão (como animadora e, posteriormente, coordenadora), o voleibol, como “fulcrais” para atividade que desenvolve.

Quais os motivos que a levaram a estudar na Universidade de Aveiro?

Estudar Biologia está enraizado em mim desde que me conheço. Posto isto, quando tive que decidir que ia enveredar no ensino superior, e depois de alguma pesquisa, juntei o útil ao agradável. O útil passava por estar relativamente perto do Porto, a minha cidade, e o agradável era o facto do curso de Biologia na Universidade de Aveiro (UA) ter um estágio profissionalizante. Este estágio enriquecia o curso e, tal como verifiquei mais tarde, foi uma experiência absolutamente marcante e diferenciadora.

O curso correspondeu às suas expectativas? E a Universidade de Aveiro?

O curso correspondeu às minhas expectativas e a Universidade de Aveiro excedeu todas. Estudar e viver [n]a UA marcou e definiu a minha vida em todos os aspetos. Desde as aulas, ao associativismo, passando por atividades como teatro e voleibol, tudo me fez sentir o verdadeiro espírito da UA.

O que mais a marcou na Universidade de Aveiro (algum professor/colega/ episódio)?

Claro que é impossível referir todos os amigos, colegas, professores e outros funcionários que me marcaram na UA. Por isso, refiro a minha defesa de Mestrado, que foi o culminar de um trabalho muito bem conseguido com o Projeto CARCACE.

Guarda boas memórias da sua participação no FameLab? Quer contar algum episódio curioso que se tenha passado nesse contexto?

A minha participação no FameLab foi um carrossel de emoções que me marcou muito de forma positiva. Os colegas que conheci, o espírito que se criou entre os finalistas e com as pessoas do British Council, são sensações verdadeiramente indescritíveis. Ter trabalhado com Malcolm Love, ter conhecido rostos da National Geographic e ter pisado o palco do Coliseu dos Recreios são momentos de que me vou recordar sempre.

Ainda, o episódio de ter sido convidada pelo British Council para representar Portugal no Hall of FameLab, evento que aconteceu no Museu de História Natural de Londres, foi um momento muito marcante do que tem vindo a ser este percurso.

Que impacto teve a participação no FameLab no seu percurso profissional?

Desde que participei no FameLab, as oportunidades a comunicar ciência têm surgido umas atrás das outras. Neste momento, estou há nove meses a trabalhar num hotel como Gestora de Experiências de Natureza e, sempre que é possível, concilio estas duas atividades. A segurança e firmeza que o FameLab me trouxe, têm sido cruciais neste trabalho.

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Inês Ferreira Guedes na Final Nacional do FameLab, Coliseu dos Recreios.

O que mais o fascina nessas suas atuais atividades? Quer descrever um dia típico de atividade?

O que mais me fascina em trabalhar como Gestora de Experiências de Natureza é o contacto com o público e poder pôr “as mãos na massa” e acompanhar os turistas nestas experiências que, por mim, passava a vida a fazer.

Foi fácil começar a carreira profissional na área onde atua atualmente? Refira os principais fatores que contribuíram para a facilidade/dificuldade.

A oportunidade de vir trabalhar para o Algarve (onde a qualidade de vida é tão grande) surgiu de uma coincidência. Um amigo da área da Biologia sabia que o hotel procurava um profissional na área de contacto com o público que dominasse a área da Biologia e deu-me o contacto. Tudo se proporcionou e sem dúvida que as “soft skills” que a UA me deu foram fulcrais.

Quer deixar algumas dicas aos recém-formados na UA que pretendam seguir esse percurso?

Aos recém-formados da UA, quero apenas dizer que, depois de definirem as suas prioridades, sigam os vossos sonhos e trabalhem naquilo que gostam. Nada é impossível, apesar de todo o espírito da UA se afastar um pouco do dia-a-dia de cada um!

Tem alguma outra atividade paralela que queira referir? Como descomprime do stresse do dia a dia?

Ver o mar e ir ao mar quando tenho oportunidade é, sem dúvida, a minha total descompressão (não é por acaso que sou Bióloga Marinha). Dançar e estar em contacto com a Natureza, são sempre os meus “guilty pleasures”.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício das suas atuais atividades? O percurso na UA teve algum efeito no seu caminho profissional/atividades paralelas que exerce? De que maneira?

Total. Os anos que passei na UA foram um (extenso) momento de aprendizagem. Toda a maturidade que se adquire nos anos a viver em Aveiro e a viver a UA moldam a nossa vida. As “soft skills” que já referi como o trabalho em equipa, a capacidade de comunicar, a capacidade de gestão e organização, foram coisas que a UA me trouxe e que me definem em tudo aquilo que faço.

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