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Entrevistas
Professores UA – Anabela Silva, Fisioterapia (ESSUA)
Os alunos “devem fazer aos outros o que gostariam que fizessem por eles”
Anabela Silva:
“Enquanto futuros profissionais de saúde, devem fazer aos outros o que gostariam que fizessem por eles”, aconselha Anabela Silva, professora de Fisioterapia na Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA). Este conselho que costuma dar aos seus alunos, explica, “encerra em si mesmo vários aspetos, em particular, o de ser e fazer melhor todos os dias”. De resto, considera que os alunos “são, geralmente, bons alunos, que escolheram Fisioterapia como a primeira opção e que estão motivados e empenhados em aprender”.

Como define um bom professor?

Entendo que um bom professor é aquele que faz as perguntas certas e motiva e guia os estudantes a procurar as respostas.

O que mais a fascina no ensino?

A possibilidade de transmitir aos estudantes o gosto por saber sempre mais, de questionar o que fazemos e porque o fazemos de uma determinada maneira e não de outra. Quando tratamos pessoas, temos que ter bem vincada a noção da responsabilidade que isso implica e ser capazes de justificar as nossas ações e as nossas escolhas. Ter a possibilidade de ajudar os alunos a desenvolver este processo de raciocínio e de os motivar para uma certa irreverência e inconformismo (no bom sentido, claro!) na maneira de pensar e de procurar respostas, é extraordinário. Por outro lado, fascina-me a minha própria necessidade de estar sempre a aprender e de procurar fazer sentido das coisas que aprendo. E ensinar é uma forma de aprender!

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes nos cursos a que está ligada?

Acho que a formação que é dada aos estudantes na área da Fisioterapia, quer na licenciatura, quer no mestrado, é de elevada qualidade e está ao nível do que se faz noutros países europeus. Procuramos conjugar a experiência clínica do dia-a-dia com a melhor evidência disponível e dar aos estudantes as ferramentas que lhe permitem ser bons profissionais no imediato, mas também acompanhar as mudanças e continuar a crescer ao longo do tempo.

Se quisesse dar conselho aos seus alunos, que conselho daria?

Eu costumo dizer aos alunos que, enquanto futuros profissionais de saúde, devem fazer aos outros o que gostariam que fizessem por eles. Penso que esta expressão encerra em si mesma vários aspetos, em particular, o de ser e fazer melhor todos os dias.

Houve alguma turma que mais a tivesse marcado? Porquê?

Talvez a primeira turma do curso de Fisioterapia na ESSUA, por ser a primeira turma a que dei aulas. Eles tinham bem presente que o facto de serem os primeiros era uma responsabilidade acrescida e eram uma turma muito motivada. Por outro lado, foi a primeira vez que lecionei e era tudo novo. Foi um desafio! Hoje, são meus colegas e excelentes profissionais.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Numa das minhas primeiras aulas, e talvez porque fosse muito novinha e fosse o primeiro curso de licenciatura em Fisioterapia da ESSUA, uma das alunas perguntou-me: “É a primeira vez que dá aulas? Não é que se note, mas é muito nova.” Na altura, não teve muita graça, mas hoje quando nos encontramos, rimo-nos bastante à custa deste episódio e recordamos o início da Escola. Contudo, todas as turmas e estudantes deixam a sua marca.

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Enquanto docente, Anabela Silva considera-se "exigente e rigorosa, mas também compreensiva e disponível para ajudar os estudantes".

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Traço principal do seu carácter

Enquanto docente sou exigente e rigorosa, mas também compreensiva e disponível para ajudar os estudantes.

Ocupação preferida nos tempos livres

Brincar com a minha filha.

O que não dispensa no dia-a-dia

A família e os amigos.

O desejo que ainda está por realizar

Viajar mais.

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