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Investigação
Projeto "Construção para a saúde"
InovaDomus e UA preparam orientações para edifícios saudáveis
UA e InovaDomus colaboram no projeto
Ambiente interior, interfaces e caraterísticas do exterior próximo, mobilidade no interior, iluminação e cores dos revestimentos, conforto térmico e acústico… Muitos são os fatores a ter em consideração quando se fala num edifício saudável, agora que a esperança média de vida é cada vez maior e a hospitalização domiciliária começa a ser uma realidade. InovaDomus – Associação para o Desenvolvimento da Casa do Futuro e a Universidade de Aveiro (UA) trabalham em conjunto em normas orientadoras.

Apesar de estudos e orientações para construção na área da sustentabilidade e eficiência energética, em Portugal ainda não existem orientações de construção tendo em conta questões de saúde, explica Ana Velosa, Pró-reitora da Universidade de Aveiro e professora do Departamento de Engenharia Civil. Apesar de haver medições e estudos sobre qualidade do ar interior, nomeadamente de investigadores da UA, não existe interligação entre as diferentes áreas de estudo e intervenção no que à construção diz respeito, assinala ainda. Daí a pertinência deste trabalho, iniciativa da InovaDomus, e enquadrado nos Sistemas de Apoio a Ações Coletivas (SIAC). O financiamento é garantido pelo COMPETE 2020.

“Este projeto tem como objetivo central potenciar, dinamizar e prestar informação ao mercado de como construir casas mais saudáveis”, explicou António Oliveira, presidente da InovaDomus, durante a apresentação do projeto na Ordem dos Arquitetos, Porto, a 28 de novembro. “Este é um tema atual que vai dinamizar a economia nos próximos anos; há até quem lhe chame a indústria do futuro: a saúde. E o setor da construção deverá adaptar-se, para assegurar que temos casas mais saudáveis, mais amigas de todos, não só daqueles que estão doentes ou envelhecidos, e que precisam de necessidades especiais para habitarem nas suas casas, mas também de todos aqueles que não estão doentes, mas que beneficiam se viverem num ambiente mais saudável, uma vez que atualmente passamos 90% do nosso tempo dentro de edifícios”, referiu ainda o presidente da InovaDomus.

“É do conhecimento público que o Estado quer promover a hospitalização domiciliária; compete assim aos diversos players criar as condições para que isso possa acontecer em segurança. Especificamente, ao sector da construção, compete-lhe perceber as condições, os produtos e as soluções que podem e devem ser incorporados nas habitações.”, salienta ainda António Oliveira.

Participação multidisciplinar da UA

Neste projeto “Construção Para a Saúde”, a UA participará com uma equipa multidisciplinar - Departamento de Engenharia Civil, o Instituto Superior de Contabilidade e Administração da UA/Consumer Neuroscience Lab, o Departamento de Ciências Médicas e a Escola Superior de Saúde -, procurando a integração de conhecimento vindo de certificações e normas da saúde e da engenharia, com o foco no desenvolvimento de casas mais saudáveis e no sentido de acrescentar valor ao mercado da construção, através do levantamento de informação certificada a aplicar.

A UA será responsável pelas ações de ‘benchmarking’ internacional e nacional dos estudos e normas; levantamento, tratamento e produção de informação relevante para a regulamentação; apoio científico no tratamento de informação nos eventos e versão preliminar de certificação; e, finalmente, por uma proposta da versão final de contributos recolhidos.

Sobre a InovaDomus

A InovaDomus - Associação para o Desenvolvimento da Casa do Futuro é uma rede que promove a cooperação universidade-indústria e incentiva as empresas a desenvolverem inovações para o setor do habitat ao nível conceptual, científico e tecnológico. Criada em 2002, a InovaDomus é uma associação sem fins lucrativos constituída por 10 associados: Universidade de Aveiro, Efapel, Extrusal, Iberfibran, OLI, Rederia, Revigrés, Saint-Gobain Weber, TEKA e Umbelino Monteiro.

(Photo by rawpixel on Unsplash)

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