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Distinções
Marcela Ataíde veio do Brasil para estudar ilustração científica na UA
Aluna de mestrado do Departamento de Biologia selecionada para FON XV
Ilustração de aranha-manchada-de-Orbweaver, Neoscona crucífera selecionada para o FON
Marcela Gomes Ataíde, aluna do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro (UA), foi uma das ilustradoras portuguesas selecionadas para integrar com duas ilustrações a exposição do prestigiado concurso e mostra FON (Focus on Nature): Natural and Cultural Illustration Exhibition. Esta mostra estará presente no Roberson Museum and Science Center (Binghamton, NY, USA) de 21 julho de 2019 a janeiro de 2020.

Vinda propositadamente do Brasil para estudar e aprender Ilustração Científica (IC) no Laboratório de Ilustração Científica (LIC), Marcela frequentou primeiro o Curso de Formação em Ilustração Científica (CFIC) e posteriormente prosseguiu os seus estudos frequentando o Mestrado em Biologia Aplicada com Especialização em Ilustração Científica.

Curiosamente, uma das ilustrações selecionadas — a aranha-manchada-de-Orbweaver, Neoscona crucífera — foi um das artes finais feitas por esta aluna para uma das disciplinas do CFIC. A outra, uma infografia — O papel do Glifosato no declínio das populações da abelha-melífera-europeia, Apis melífera —  integra o segundo de uma série de quatro artigos criados por esta estudante para uma revista editada no Brasil, numa iniciativa que faz parte do seu projeto de mestrado, na área da Comunicação de Ciência na vertente da IC.

“A comunicação científica visual, que faz parte da minha investigação de mestrado, agrega em si uma mistura de elementos científicos e artísticos que me capacita enormemente a melhor responder a objetivos e desafios educacionais, pedagógicos e de divulgação científica. Foi muito gratificante, para mim, que ambas as ilustrações tenham sido selecionados para uma exposição tão prestigiada e reconhecida internacionalmente”, comenta a ilustradora e aluna da UA.

Fernando Correia, docente do DBio e orientador de mestrado desta aluna, em conjunto com a também docente do DBio, Susana Loureiro, mostra-se particularmente satisfeito com esta escolha: “Este tipo de iniciativas, ao premiar estudantes que vêm de longe, com muitos sacrifícios, para aprenderem onde o ensino formal da IC é mais credibilizado e impactante, não só é um imensurável incentivo para o próprio aprendiz, ao validar a sua aposta, como para nós próprios enquanto docentes. De facto, mostra-nos indiscutivelmente que estamos no bom caminho através do modelo formativo que criámos, sustentamos e que é oferecido pela UA. É extremamente motivante para nós podermos acompanhar a senda de exigência, maior qualidade e elevado nível de excelência que é apanágio desta instituição académica.”

Este docente da UA foi o 10º jurado convidado nos 30 anos de existência deste concurso bianual (http://www.nysm.nysed.gov/fon), promovido pelo New York State Museum/NYSM (Albany, USA). Fernando Correia sublinha, contudo, que, apesar de membro do júri, se absteve da decisão em relação aos trabalhos apresentados por esta sua aluna, por questões de idoneidade e integridade pessoal.

Este ano concorreram 143 ilustradores, oriundos de 18 países (Australia, Brasil, Canada, Chile, China, Alemanha, Grã-Bretanha, Índia, Israel, Itália, Holanda, Noruega, Portugal, Arábia Saudita, Suiça, Taiwan, EUA) e com um total de 296 obras a concurso, nas mais variadas temáticas e técnicas.

Patricia Kernan, fundadora e curadora do FON, reconhece que a elevada qualidade das ilustrações geralmente submetidas pelos ilustradores portugueses. “Há uma clara ligação entre a existência de programas formais de ensino de IC em instituições académicas avalizadas, ou ainda de organizações associativas de nível profissional, com a qualidade e a quantidade de ilustrações produzidas. Portugal, Holanda, Suíça e os EUA, ou ainda a Austrália e o Brasil, têm excelentes programas de ilustração e associações proativas, e é destes países que o FON recebe a maioria e mais meritórias submissões a concurso”.

Além dos trabalhos de Marcela Ataíde, também foi selecionada a obra “Mulher Medicina” realizada por Tomás Merchán Sánchez em scratchboard — técnica aprendida por este veterinário espanhol, durante a frequência de um Estágio de Capacitação Dedicado, oferecido pelo LIC e sob orientação de Fernando Correia.

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